
fonte;Edinaldo Moreno/Da redação
No período entre setembro e dezembro, as tartarugas marinhas já começam a chegar as praias brasileiras de oito estados da federação, incluindo a costa litorânea do Rio Grande do Norte para colocar os ovos.
Desde o ano de 2010 que o Projeto Cestáceos monitora as tartarugas marinhas na costa potiguar. Até 2013, a média de anual de ninhos encontrados no RN foi de 60. Cada ninho conta com aproximadamente 120 ovos, o que representa que por ano 7,2 mil filhotes foram levados ao mar no estado nesses últimos quatro anos.
O professor e coordenador do Projeto Cestáceos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Flávio Lima, relata que as cinco espécies de tartarugas marinhas que se tem registro foram encontradas no litoral no RN, mas que somente duas delas fazem a desova em praias potiguares.
“Temos registros de todas as cinco espécies de tartarugas marinhas na região. Porém, somente duas delas, a tartaruga de pente e a oliva fazem a reprodução no Rio Grande do Norte”.
Ele destaca que o monitoramento a espécie no estado é ao longo do ano. Ele explica que uma equipe de fiscais realiza diariamente este processo. “Monitoramos diariamente o litoral potiguar, entre os municípios de Caiçara do Norte e Tibau para verificarmos a situação das tartarugas marinhas que vem desovar em nossa região. Esse processo é para identificar as atividades reprodutivas dos animais, pois o período de desova no estado é estendido”.
Flávio Lima esclarece que o trabalho realizado pelas equipes tem se configurado em êxito total na conservação da espécie.
De acordo com o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas (Projeto Tamar), mais de 2 milhões de filhotes serão liberados ao mar. A previsão do Tamar é que ao final de 2015, cerca de 20 milhões de filhotes de tartarugas marinhas serão protegidos e levados ao mar no Brasil, pelos pesquisadores que monitoram os cerca de 1,1 mil quilômetros de praias de 25 localidades do litoral brasileiro.
Os cuidados com esses animais ocorrem nas épocas e áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso no litoral e nas ilhas oceânicas da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

0 Comentários