domingo, 4 de dezembro de 2016

Veja as imagens da manifestação deste domingo em Brasília


Manifestação em Brasília, 4 de dezembro

















Mais sobre o Brasil nas ruas CONGRESSO EM FOCO

Congresso de Senhoras na AD em Lajes/RN

Sérgio Cabral EU QUERO GRAPET

Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap

Fonte: O GLOBO 

Sérgio Cabral, mesmo preso, tem o condão de fazer o bem para os necessitados. Ainda que o seu objetivo primeiro seja o de beneficiar a ele mesmo.
A partir de um pedido seu, Cabral conseguiu que a comida servida aos presos do Complexo de Bangu melhorasse.
Cabral fez chegar ao secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro, que as refeições eram de qualidade duvidosa. Pediu, por intermediários, um upgrade no repasto.
Também por intermediários foi dito que não era possível fazê-lo somente para ele. A solução? Melhorar a refeição de todos.
Erir reuniu-se com os fornecedores na terça-feira passada e expôs o problema. Pediu apoio e prometeu, em troca, diminuir os atrasos nos pagamentos. 
Congresso de Senhoras na AD em Lajes/RN

Multidão dá ao adeus ao líder Fidel Castro


Multidão dá ao adeus ao líder Fidel Castro

Fonte: 24 Horas News 

A cidade de Santiago de Cuba acordou cedo neste sábado (3) para os últimos preparativos para a chegada das cinzas do líder da revolução cubana, Fidel Castro. Nesta região, uma das mais simbólicas para o movimento, já que foi uma das primeiras a ser conquistada pela guerrilha, os cubanos começaram a se reunir na praça da revolução, onde acontecerá a última homenagem nesta noite.
O G1 percorreu quase 1000 km entre a capital Havana e Santiago de cuba, passando por uma parte do trajeto que as cinzas de Fidel passaram. Faixas de "hasta lá vitória siempre" e "yo sou Fidel" estavam por toda parte. A estrada que dá acesso a Santiago chegou a ser interrompida enquanto funcionários do governo colocavam uma faixa de adeus a Fidel.
Em cada província, as pessoas vão para as ruas para saudar a caravana.
A TV cubana, que desde o anúncio da morte não fala de outra coisa, diz que "desta terra saiu com a promessa de fazer a revolução e hoje volta com a missão cumprida". Da região da serra maestra os guerrilheiros caminharam em direção à capital Havana.
Ele será enterrado no cemitério onde está o filósofo José Martí, ideólogo da independência, figura reverenciada por Fidel em seus discursos.
As cinzas passarão pelo quartel Moncada, que Fidel tentou sem sucesso invadir no início da década de 1950. Muitos de seus companheiros morreram nesse ataque. Fidel foi preso, mas depois disso a revolução começou a ser articulada.
Santiago de Cuba não tinha mais vagas nos hotéis desde a noite de sexta-feira (2). A última alternativa para imprensa estrangeira é buscar hospedagens em casas de cubanos. Um quarto custa em média 30 cucs (quase o equivalente ao dólar).
A imprensa internacional acompanha o cortejo, chamado de caravana da vitória, que percorreu as principais províncias do país. O governo disponibilizou internet em um centro de imprensa para que a cobertura seja possível.
Para o ato desta noite, que começará às 19h, são esperados vários amigos ilustres de Fidel, como o jogador argentino Maradona, Lula e Dilma, entre outros. As cinzas passarão a noite na praça da revolução. Às 7h de domingo (4), o enterro será uma cerimônia fechada. 


Congresso de Senhoras na AD em Lajes/RN

sábado, 3 de dezembro de 2016

Por que plebiscito na Itália pode causar nova crise na União Europeia


Matteo Renzi

Fonte: bbc 

Neste domingo, a Itália realiza um plebiscito sobre sua maior reforma constitucional desde 1948. Se a proposta for aprovada, 46 dos 138 artigos da Constituição italiana serão modificados. Uma transformação com consequências importantes para o país e para a União Europeia.
O legislativo italiano vive o chamado "bicameralismo perfeito" - Senado e Câmara têm praticamente os mesmos poderes.
E a reforma almeja, entre outros objetivos, mudar drasticamente o papel do Senado, limitando seus poderes, reduzindo o número de senadores de 315 para 100 e transformando a casa em uma câmara de representação territorial - membros não serão eleitos por voto direto, mas por intermédio de representantes municipais e regionais.
A proposta também prevê aumentar o poder do governo central frente aos governos regionais.
Além disso, vincula essas mudanças à nova lei eleitoral, que entrou em vigor em julho, dando automaticamente ao partido mais votado 340 assentos na Câmara de Deputados (55% do total).
O governo e os defensores da reforma argumentam que a iniciativa pretende reduzir custos, agilizar o processo legislativo e aumentar a estabilidade política na Itália, um país que desde a 2ª Guerra Mundial já teve 63 governos.
"A reforma melhora a atividade legislativa e simplifica os processos. Outra parte importante são as mudanças na relação entre o governo central e os governos locais. Nesses momentos, existe uma zona cinzenta enorme em que as competências se sobrepõem (...). A reforma pretende mudar de forma significativa essa situação", disse Lorenzo Codogno, ex-economista-chefe do Tesouro italiano e diretor da consultoria LC Macro Advisers, à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC).
Por outro lado, os opositores da proposta questionam a falta de consenso político e social para passar uma reforma dessa proporção. Eles criticam o aumento dos poderes do governo e o que consideram uma redução do poder de representação dos eleitores, especialmente no Senado.
"O que temos na Itália, e em outros países, não é tanto uma crise de governabilidade sem uma crise de representatividade", aponta Fabio Marcelli, da Associação de Juristas Democratas da Itália.
"Sob meu ponto de vista, um projeto deste tipo agrava a falta de representatividade porque aumenta a distância entre as instituições e os cidadãos, piorando, portanto, a qualidade de nossa democracia", acrescenta.
Protesto estudantil em RomaImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionEventual instabilidade política na Itália poderia ter repercussões na União Europeia

Risco de instabilidade

As preocupações com uma eventual vitória do "não" no plebiscito refletem o risco de que esse resultado desencadeie um período de instabilidade política na terceira maior economia da zona do euro em um momento delicado para a União Europeia.
Renzi - diferentemente de David Cameron no Reino Unido - não convocou o plebiscito de forma voluntária: após não ter recebido o apoio de pelo menos dois terços no Parlamento, o voto popular se tornou obrigatório para levar adiante a reforma constitucional.
Líderes do Movimento Cinco EstrelasImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionLuigi Di Maio (2º da esq. para dir.) é membro do Movimento Cinco Estrelas e vice-presidente da Câmara de Deputados italiana
Mas, assim como Cameron, Renzi ligou seu destino ao resultado final do plebiscito e disse que vai renunciar se sua proposta for derrotada.
Apesar de que a vitória do "não" parecia improvável quando a votação foi marcada, as recentes pesquisas de boca de urna mostram uma diferença muito apertada entre as duas opções.
"Para Renzi, será praticamente impossível continuar no cargo se o 'não' vencer. Esse plebiscito, que foi alimentado em grande parte pelo próprio premiê, carrega um significado político que vai além da votação. Trata-se de um teste de fogo para o governo dele, que será posto à prova", avalia Marcelli.
Matteo RenziImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionDestino de Matteo Renzi está ligado a resultado de plebiscito

Movimento Cinco Estrelas

Alguns analistas chegaram a especular que uma vitória do "não" pode ser um primeiro passo rumo à desintegração do euro.
"Se Renzi perder o plebiscito, esperaria uma sequência de acontecimentos que levantariam dúvidas sobre a participação da Itália na zona do euro", escreveu Wolfgang Münchau, editor do jornal britânico Financial Times.
Um dos argumentos citados por Münchau é que a recusa à reforma constitucional pode ser aproveitada em termos eleitorais pelo Movimento Cinco Estrelas, partidário do "não". O partido político, encabeçado pelo comediante Beppe Grillo e classificado como populista, já defendeu a realização de um plebiscito sobre a saída da Itália da moeda comum da UE.
Manifestação contra plebiscito na ItáliaImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionCoalizão denominada "Direita Unida" também se manifestou contra plebiscito
"É certo que existe um elemento de voto de protesto no plebiscito e também é certo que o Movimento Cinco Estrelas é forte nas pesquisas de intenção de voto. Mas é importante sublinhar que depois do plebiscito nada vai acontecer. Será uma grande oportunidade perdida para a Itália, mas nada além disso. Certamente, o governo será formado em questão de semanas, possivelmente uma grande coalizão, e o Movimento Cinco Estrelas não tem opções de chegar ao poder", opina Codogno.
"Acredito que as preocupações são um pouco exageradas. Com uma exceção: o setor financeiro na Itália está bastante fraco nesse momento. Há uma série de operações de levantamento de capital sendo feitas, além de outras para limpar os balanços dos bancos. Se o "não" vencer e não houver governo, essas operações podem ficar em risco. Mas o risco, no meu ponto de visto, é mais financeiro do que político", acrescenta.
Fabio Marcelli, contudo, discorda. Ele considera exageradas as análises sobre um cenário de crise política no caso de uma vitória do "não".
Manifestação a favor do 'não'Image copyrightGETTY IMAGES
Image captionManifestantes protestam a favor do 'não'
"Não acredito que haja esses riscos catastróficos que todos estão dizendo. Me parece que são a expressão das pressões que querem fazer sobre o eleitorado", avalia.
"O tema fundamental na Itália agora, como em outros lugares do mundo, não é reforçar os poderes do governo, mas reforçar o poder dos cidadãos por meio de instituições da democracia representativa e direta", conclui.
No mesmo dia em que a Itália decidirá sobre sua maior reforma constitucional em quase 70 anos, a vizinha Áustria vai escolher o novo presidente. Estão na disputa um candidato de extrema direita, Norbert Hofer, e o do Partido Verde, Alexander Van der Belle. Em maio, será a vez da França e, em setembro, a Alemanha realiza eleições parlamentares.

A tragédia nos transformou em uma torcida só, diz repórter colombiana sobre ‘experiência mais difícil da carreira’


Estádio do Nacional

Fonte: BBC 

A queda do avião que levava a Chapecoense para a tão sonhada disputa da final da Copa Sul-Americana gerou comoção no mundo inteiro. Mas além do Brasil, um outro país em especial acolheu a dor da tragédia como se fosse dele também.
Palco do acidente aéreo que deixou 71 vítimas na terça-feira, a Colômbia mostrou solidariedade e respeito aos brasileiros com diversas homenagens ao longo da semana.
A mais impressionante delas veio justamente no dia e horário do jogo que não aconteceu.
Na quarta-feira, data da primeira partida da final da Copa Sul-Americana - que seria disputada por Atlético Nacional e Chapecoense em Medelín -, a bola não rolou no estádio Atanasio Girardot, mas as arquibancadas se encheram como se ela estivesse no centro do gramado.
Mais de 40 mil pessoas vestiram branco e, com uma vela na mão, passaram 90 minutos cantando "Vamos, Vamos Chape" ou ainda "Que escutem em todo o continente, para sempre lembraremos da campeã Chapecoense" - a música que eles próprios fizeram em homenagem ao time brasileiro
Quem esteve tanto do lado de fora - onde outras dezenas de milhares de pessoas se reuniam - como do lado de dentro relata que nunca viveu uma experiência igual.
"A tragédia nos converteu em uma só torcida, em uma só voz", disse a repórter esportiva da TV colombiana RCN e apresentadora do Notícias RCN, Melissa Martinez.
A BBC Brasil conversou com ela sobre como a tragédia com o voo da Chapecoense impactou a vida dos colombianos do outro lado da fronteira.
Melissa MartinezImage copyrightARQUIVO PESSOAL
Image captionMelissa Martinez diz que o dia da homenagem do Nacional à Chapecoense foi um dos "mais inesquecíveis de sua carreira"
Confira o depoimento:
"Recebi a notícia da tragédia de uma forma muito impactante, porque quando desapareceu o avião eu já estava dormindo. Eu costumo dormir muito cedo, meu turno no trabalho começa às 4h da manhã. Quando levantei às 3h, li a notícia de que só tinham resgatado 6 pessoas com vida. A única coisa que fiz foi pegar duas camisas pretas e correr para o trabalho. Às 5h já estava no aeroporto.
Eu já havia feito uma outra cobertura forte, da explosão de uma mina na Colômbia, em uma região que se chama Sardinata. Mas naquele lugar não foi permitido às famílias se aproximarem, então foi de alguma forma menos dramático. Agora foi muito duro. Foi a experiência mais difícil que já tive na minha carreira.
No caso da mina, foi algo muito diferente, porque era uma mina de extração de carvão e eles entendem que podem estar expostos a esse tipo de acidente.
Mas quando alguém vem por um sonho e isso se torna algo tão traumático como foi essa tragédia, a gente começa a pensar... se o (goleiro) Danilo não tivesse tirado aquela bola (na semifinal, contra o San Lorenzo) no último minuto, a história poderia ser diferente.
Estádio do NacionalImage copyrightCLUBE ATLÉTICO NACIONAL
Image caption'Que escutem em todo continente, para sempre lembraremos a campeã Chapecoense', cantavam os torcedores
Cheguei ao estádio na quarta muito cedo. Desde às 6h da manhã, e as homenagens já estavam começando. O sentimento era muito estranho, porque eu só havia ido lá para transmitir os jogos do estádio no fim de semana, como repórter de campo. Nunca havia sentido antes algo parecido.
O povo colombiano está familiarizado com desastres naturais, também sofremos muito com a violência que deixou milhares e milhares de vítimas, acidentes aéreos por conta de erros humanos e também por conta de terrorismo. Mas a Colômbia mostrou que não perdeu a sensibilidade para esse tipo de acontecimento.
Eu fiz a cobertura de centenas de jogos e viajava com a equipe. Mas nunca antes tinha estado em um estádio cobrindo um time que cantava músicas para o seu rival.
Vídeo mostra homenagem do Atlético Nacional à Chapecoense
Fiquei extasiada. Assim como todos os que estavam lá vendo tudo aquilo. Porque a Colômbia sempre teve uma fama ruim por causa do narcotráfico, mas o que mostramos é que somos pessoas sensíveis. Pessoas boas, solidárias. E diante de tudo, diante da nossa história dramática e de superação, jamais perdemos a sensibilidade.
HomenagemImage copyrightAFP
Image caption'A tragédia nos converteu em uma só torcida, em uma só voz', disse a repórter colombiana
A percepção dos colombianos da tragédia é que ela afetou todo mundo. Você encontra taxistas na rua que dizem que não conseguem dormir à noite. As pessoas falam que 'se o goleiro não tivesse salvado aquela bola no último minuto, talvez nada disso teria acontecido'.
No meu caso, até fico pensando que, se no último minuto aquela bola tivesse entrado, nós poderíamos ter voado para a Argentina no voo com o Nacional. Com a mesma empresa, com o mesmo avião, com o mesmo piloto. E talvez nós mesmos, jornalistas, que sempre acompanhamos o Atlético Nacional, teríamos sido as vítimas. Talvez teria sido com alguns dos meus companheiros.
Mas mais uma vez o esporte mais popular do mundo faz com que a gente se dê conta de que devemos permanecer unidos. Que devemos viver em alegria e que devemos deixar de lado a mesquinharia ou esse ódio a torcidas rivais. (A tragédia) nos converteu em uma só torcida, em uma só voz. E à Colômbia, deixou um exemplo claríssimo de união, de afeto. Para o mundo, foi uma perda terrível."