
fonte: novo jornal
Uma família constituída por quatro pessoas precisa de R$ 1.021,60 para se alimentar por um mês na cidade de Natal. O dado é do estudo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), que divulgou ontem o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para novembro. De acordo com o levantamento, apesar do valor expressivo, o custo da cesta básica na capital registrou variação negativa de 2,27%. Nas despesas com os produtos essenciais, ainda considerando uma família constituída por quatro pessoas, se a essa quantia forem adicionados os gastos com vestuário, despesas pessoais, transportes etc., o dispêndio total atinge o montante de R$ 3.150,23. O custo com produtos essenciais para a alimentação por pessoa registrado pelo estudo do Idema foi de R$ 255,40. Dos treze produtos que compõem a cesta básica, três apresentaram variações positivas. São eles: legumes (12,41%), café (1,93%) e açúcar (1,04%). As variações negativas ocorreram nos dez restantes: farinha (-12,38%), Óleo (-6,90%), tubérculos (-6,35), pão (-3,36%), feijão (-3,28%), leite (-3,21%), arroz (-1,79%), margarina (-1,78%), carne de boi (-1,43%) e frutas (-0,22%). A Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES) do Idema registrou também uma variação positiva de 0,61% do IPC em relação a outubro. Com o resultado, a variação no ano ficou em 5,69%. Se forem comparados os números dos últimos doze meses (dezembro/2013 a novembro/2014), o total é de 6,41%, acumulando 343,79% desde o início do Plano Real. Segundo o cálculo do Instituto, o grupo alimentação e bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 0,79%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: tubérculos, raízes e legumes (15,52%), Óleos e gorduras (4,11%) e frutas (2,22%). O grupo artigos de residência subiu 1,02% em função do aumento de preços nos seguintes itens: cama, mesa e banho (2,49%), utensílios e enfeites (2,11%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,73%). O grupo transporte teve uma variação positiva de 0,83%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento foram: combustíveis (0,99%) e transporte público (0,75%).Algumas capitais brasileiras também divulgaram nesta semana os índices de variação do preço da cesta básica. Em São Paulo, por exemplo, houve aumento. O preço médio passou de R$ 399,26 em 31 de outubro para R$ 408,11 em 28 de novembro. A variação foi de 2,6% em alimentação, 0,95% em limpeza e 0,27% em higiene pessoal. No Acre, seis municípios registraram crescimento dos produtos básicos para a alimentação, incluindo a capital Rio Branco. A pesquisa por lá foi realizada pela Secretaria de Planejamento do Estado.

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