
Fonte:CĂąmara
O ministro LuĂs Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a PresidĂȘncia da RepĂșblica e o Senado deverĂŁo se manifestar, atĂ© o prĂłximo dia 19, sobre o recurso da CĂąmara dos Deputados que questiona o rito definido pelo STF para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O recurso foi apresentado ao STF nesta semana pela Mesa Diretora.
Segundo o ministro, a medida Ă© necessĂĄria diante da relevĂąncia da ação e da necessidade de preservar o princĂpio do contraditĂłrio e da ampla defesa.
Em dezembro, o STF anulou a comissão especial formada na Cùmara para analisar o impeachment e deu mais poder ao Senado no processo. Contrariando o entendimento da Mesa Diretora da Cùmara, a maioria dos ministros do Supremo considerou que não caberia votação secreta para a escolha dos integrantes da comissão do impeachment.
O STF também definiu que o Senado não ficarå obrigado a instaurar o impeachment, caso a Cùmara decida pela abertura do processo. Para os ministros, cabe à Cùmara autorizar e admitir o processo, enquanto ao Senado cabe decidir sobre a instauração.
De acordo com o presidente da Cùmara, Eduardo Cunha, "nunca na história do Supremo Tribunal Federal se decidiu por uma intervenção tão profunda no funcionamento interno da Cùmara dos Deputados, restringindo, inclusive, os direitos dos parlamentares".
Protesto contra Barroso
Na quarta-feira (3), o Procurador Parlamentar da CĂąmara, deputado Claudio Cajado (DEM-BA), recebeu moção de repĂșdio de deputados contra as decisĂ”es do ministro LuĂs Roberto Barroso relativas ao impeachment. A moção, assinada pelas frentes parlamentares da AgropecuĂĄria, Segurança PĂșblica e EvangĂ©lica, e foi entregue pelo deputado Marcos Montes (PSD-MG).
Na quarta-feira (3), o Procurador Parlamentar da CĂąmara, deputado Claudio Cajado (DEM-BA), recebeu moção de repĂșdio de deputados contra as decisĂ”es do ministro LuĂs Roberto Barroso relativas ao impeachment. A moção, assinada pelas frentes parlamentares da AgropecuĂĄria, Segurança PĂșblica e EvangĂ©lica, e foi entregue pelo deputado Marcos Montes (PSD-MG).
No documento, os parlamentares alegam que Barroso omitiu em seu voto "parte do Regimento Interno da Cùmara dos Deputados, para adequå-lo às suas intençÔes".
"Na condição de Procurador Parlamentar da Cùmara, vou estudar a moção para que as prerrogativas regimentais da Casa sejam cumpridas", declarou Claudio Cajado.

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