Parlamento da Catalunha aprova independĂȘncia


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Fonte: AgĂȘncia DW

O Parlamento regional da Catalunha aprovou nesta sexta-feira (27/10), em Barcelona, a independĂȘncia da regiĂŁo e a separação da Espanha numa votação secreta sem a presença dos principais partidos que se opĂ”em Ă  proposta, que abandonaram a sala minutos antes.
O projeto de declaração unilateral de independĂȘncia foi aprovado por 70 votos a favor, 10 contrĂĄrios e dois em branco, num ĂłrgĂŁo composto por um total de 135 deputados. A resolução insta o governo a tomar as medidas necessĂĄrias para criar o marco legal de uma repĂșblica soberana e independente da Espanha.
Spanien Barcelona - Sitzung im Katalanischen Regionalparlament- Oppositionsabgeordnete verlassen Parlament
A resolução foi aprovada numa votação secreta com o apoio dos dois grupos separatistas, Junts pel SĂ­ (JxSĂ­) e CUP. Liberais (Ciudadanos), socialistas (PSC) e conservadores (PP) se negaram a participar da votação e abandonaram o plenĂĄrio. Antes do inĂ­cio da votação, os deputados dos partidos que defendem a continuação da uniĂŁo com a Espanha, em minoria, abandonaram a assembleia, deixando algumas bandeiras da Espanha nos lugares que antes ocupavam.
Spanien Barcelona - BefĂŒrwörter der UnabhĂ€ngigkeit vor Katalanischem Regionalparlament
Senado autoriza Madri a intervir
Minutos depois, o Senado autorizou o governo central em Madri a assumir o controle dos poderes autĂŽnomos da Catalunha, o que inclui destituir o governo regional, limitar os poderes do Parlamento catalĂŁo e convocar eleiçÔes nos prĂłximos seis meses. O pedido do governo se ampara no artigo 155 da Constituição.
A autorização foi aprovada com 214 votos a favor – incluindo PP, PSOE e Ciudadanos – e 47 votos contrĂĄrios, incluindo o Unidos Podemos. O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, garantiu que "o Estado de Direito restaurarĂĄ a legalidade" na Catalunha. Rajoy pediu tambĂ©m "tranquilidade a todos os espanhĂłis" em sua conta no Twitter.
Depois de receber o aval do Senado, Rajoy convocou seu gabinete de governo para uma reuniĂŁo ainda nesta sexta, na qual serĂŁo decididos os prĂłximos passos. Pelos planos de Madri, as funçÔes do governo catalĂŁo serĂŁo assumidas por um ĂłrgĂŁo ou autoridade que serĂĄ criada ou designada para isso.
Os funcionĂĄrios catalĂŁes estarĂŁo obrigados a seguir as diretrizes dos ĂłrgĂŁos ou autoridades criadas ou designadas pelo governo central. Entre eles estĂŁo os cerca de 17 mil agentes da polĂ­cia regional, os Mossos d'Esquadra.
O governo central exercerå também as funçÔes econÎmica, financeira, tributåria e orçamentåria e assumirå o controle do Centro de TelecomunicaçÔes e Tecnologias da Informação e do Centro da Segurança da Informação da Catalunha.
As medidas se manterão vigentes até a posse do governo que for eleito após a realização das eleiçÔes ao parlamento da Catalunha, num período inferior a seis meses.
Aplausos a Rajoy
Pela manhĂŁ, Rajoy solicitara ao Senado que concedesse ao governo central medidas excepcionais que lhe permitam assumir o controle dos poderes autĂŽnomos da Catalunha.
O presidente do governo espanhol recebeu aplausos antes e depois do seu discurso no Senado, no qual afirmou que a Espanha estĂĄ enfrentando o maior desafio de sua histĂłria recente. Ele afirmou que o que estĂĄ ocorrendo na Catalunha Ă© "uma clara violação das leis, da democracia, dos direitos de todos e que tem consequĂȘncias".
Rajoy alegou que o chefe do governo catalĂŁo, Carles Puigdemont, Ă© o Ășnico responsĂĄvel pela ativação dessas medidas, de acordo com a Constituição espanhola. "Ele e apenas ele", ressaltou Rajoy.
Esta notícia estå sendo alterada. Mais informaçÔes em breve.
AS/efe/lusa/ap

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