ANP convoca audiência para incluir novos blocos na OPC, sendo oito no RN

 


 Foto: Júnior Santos/Arquivo TN

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza, em 28 de abril, audiência pública para tratar da inclusão de 45 blocos exploratórios no edital da Oferta Permanente de Concessão (OPC). A atualização no certame inclui oito blocos terrestres na Bacia Potiguar e 37 blocos marítimos nas Bacias de Campos e Santos, após aprovação dos ministérios de Minas e Energia (MME) e Meio Ambiente (MMA).

De acordo com Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), após a atualização, a projeção de investimentos é de até R$ 7 bilhões no estado. Além disso, a exploração dos campos pode gerar até 20 mil postos de trabalho. O número de blocos exploratórios da Bacia Potiguar previstos no edital passou de 33 para 41.

A inclusão eleva de 450 para 495 o número de blocos no Brasil, além de cinco áreas com acumulações marginais. Segundo a ANP, a atualização visa “ampliar a atratividade do portfólio de áreas da OPC, contribuindo para a possibilidade de realização de um novo ciclo da Oferta Permanente no regime de concessão ainda em 2026”.

Marcos Brasil afirma que, com investimentos em todos os blocos, o crescimento econômico do RN deve ser impulsionado pelo setor de petróleo e gás. “Temos conversado com grandes empresas, convidando-as para participar e adquirir esses blocos”, diz o coordenador. Segundo ele, os oito blocos estão no RN, apesar de a Bacia Potiguar também contemplar o Ceará.

Na visão do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, a inclusão dos oito blocos deve “aumentar a possibilidade de oferta de novos campos no Rio Grande do Norte, principalmente terrestres. Quando se aumenta a disponibilidade de novos campos, possibilita-se novos investimentos”.

Segundo Fonseca, a aquisição desses campos pode impulsionar o desenvolvimento da cadeia produtiva de petróleo e gás no estado. “Estamos na expectativa de que o leilão seja um sucesso e que tenhamos um bom número de interessados”, afirma.

A Oferta Permanente é diferente dos leilões tradicionais. Um novo ciclo é aberto com a aprovação, pela Comissão Especial de Licitação (CEL), de declaração de interesse, acompanhada de garantia de oferta, de uma empresa inscrita. Em seguida, é estabelecido pela CEL um cronograma específico - contendo a data do leilão (sessão pública) - para que as licitantes possam participar do ciclo.

TRIBUNA DO NORTE

Postar um comentário

0 Comentários