A retirada dos chamados “pés de ninho” em Lajes revelou o que muitos tentam esconder: quem trouxe essas mudas para a cidade? Hoje, os mesmos que incentivaram o plantio fazem teatro ambiental na internet. Mas foi a irresponsabilidade do passado que espalhou uma espécie inadequada, improdutiva e destrutiva para a infraestrutura urbana.
E não parou nos espaços públicos. Moradores tiveram muros danificados, calçadas destruídas e riscos estruturais próximos às fundações. Isso não é discurso. É prejuízo no bolso da população. O chamado “pé de ninho”, conhecido como Azadirachta indica (Nim), nunca foi escolha adequada para áreas urbanas estreitas. Raízes agressivas, crescimento desordenado e impacto direto na pavimentação.
🌱 A DECISÃO É CORRETIVA, NÃO RADICAL
A atual gestão está fazendo o que deveria ter sido feito lá atrás: corrigir um erro técnico. Substituir por espécies nativas e apropriadas é planejamento. É responsabilidade. É evitar que o prejuízo continue. Não se trata de destruir a natureza. Trata-se de impedir que a incompetência das gestões jurássicas continuem custando caro.
📢 MEMÓRIA SELETIVA NÃO APAGA RESPONSABILIDADE
Quem plantou sem estudo agora critica a solução. Quem espalhou mudas sem planejamento agora posa de defensor do meio ambiente. Se hoje há remoção, é porque ontem houve erro grave de escolha. A decisão não é radical é necessária. Radical foi plantar sem pensar.
Lajes precisa de planejamento, não de herança problemática.
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