Fachada da Oi na praia de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Marcos Arcoverde/Estadão
A Oi (OIBR3;OIBR4) teve falência decretada pela Primeira Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conforme informação antecipada pelo Estadão/Broadcast e confirmada pela companhia em comunicado ao mercado. Com a decisão, a B3 suspendeu a negociação de ações da empresa.
“Com base no artigo 43 do Regulamento de Emissores da B3 e no artigo 82, IV, do Regulamento de Negociação da B3, ficam suspensos, a partir do pregão de 25 de agosto, os negócios com os valores mobiliários de emissão dessa empresa. Dessa forma, as ofertas atualmente registradas no sistema não gerarão novos negócios”, sinalizou a Bolsa de Valores brasileira.
Em novembro de 2025, a B3 já havia tomado a mesma decisão, com a decretação de falência da companhia à época. No entanto, na ocasião, a Justiça acatou os recursos do Bradesco e do Itaú, determinando a suspensão dos efeitos da falência e ordenando a continuidade do processo de recuperação judicial.
Nesta terça-feira, a Primeira Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro voltou a analisar esses recursos. A Corte entendeu que a companhia não gera mais receita significativa com as suas operações remanescentes e que o grosso dos recursos advém apenas da venda de ativos. Além disso, os desembargadores concordaram que o plano de recuperação judicial da tele vinha sendo descumprido.
Ações da Oi negociavam de forma não contínua
Antes da decisão da Justiça, as ações da empresa estavam cotadas abaixo de R$ 1, mas não negociavam de forma contínua desde janeiro.
No início deste ano, a Bolsa de Valores brasileira informou que os papéis da empresa seriam submetidos ao procedimento de leilão durante toda a sessão de negociação, com o fechamento de negócios ao final do pregão.
A decisão foi tomada após a companhia não implementar medidas para o reenquadramento da cotação de suas ações acima de R$ 1, no prazo concedido pela B3, que se encerrou em 19 de novembro de 2025.
A Bolsa brasileira ressaltou que a negociação de forma contínua poderia ser retomada, caso os papéis voltassem a negociar em valor igual ou superior a R$ 1.
No fechamento de segunda-feira (24), última informação disponível sobre o papel, OIBR3 estava cotado a R$ 0,1, enquanto OIBR4 negociava a R$ 0,5.
Estadão
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