Foto: Adriano Abreu
O setor de serviços do Rio Grande do Norte registrou receita bruta de R$ 24,2 bilhões em 2024, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 17.319 empresas atuavam no segmento no Estado, reunindo 178.198 pessoas ocupadas.
Os gastos com pessoal somaram R$ 4,77 bilhões no período. Entre os segmentos analisados, os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior parcela da receita e do emprego. Foram 5.903 empresas, com 100.647 pessoas ocupadas e faturamento de R$ 9,27 bilhões. O grupo respondeu por 56,48% do pessoal ocupado e por 38,3% da receita bruta do setor de serviços no Estado.
Nesse segmento estão incluídas atividades como consultorias em informática, auditoria, contabilidade, serviços jurídicos, arquitetura e engenharia, além de agências de viagens, operadores turísticos, serviços administrativos e de seleção e locação de mão de obra.
Já os serviços prestados principalmente às famílias concentravam o maior número de empresas: 6.281. Esse grupo reunia 36.795 trabalhadores e movimentou R$ 5,43 bilhões. A categoria inclui alojamento e alimentação, atividades culturais, recreativas e esportivas, serviços pessoais e ensino continuado.
Dentro dos serviços prestados às famílias, alojamento e alimentação responderam por 3.278 empresas, 25.210 pessoas ocupadas e receita bruta de R$ 4,41 bilhões. Atividades culturais, recreativas e esportivas movimentaram R$ 356,5 milhões, enquanto os serviços pessoais somaram R$ 360,6 milhões.
Os serviços de informação e comunicação movimentaram R$ 3,54 bilhões, com 10.159 pessoas ocupadas. Já o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registrou receita de R$ 3,6 bilhões e 14.659 trabalhadores. As atividades imobiliárias movimentaram R$ 808,8 milhões, enquanto manutenção e reparação alcançaram R$ 319,1 milhões.

Transportes têm maiores salários médios
Segundo o levantamento, as atividades de transportes apresentaram os maiores salários médios entre os segmentos analisados. O grupo classificado como “Outros transportes”, que engloba transportes aéreo, aquaviário, dutoviário, ferroviário e metroferroviário, teve média de 5,1 salários mínimos. Correio e outras atividades de entrega apareceram em seguida, com 3,1 salários mínimos.
Na outra ponta, atividades imobiliárias registraram média de 1,1 salário mínimo, atividades culturais, recreativas e esportivas, 1 salário mínimo, e outros serviços pessoais, 0,9 salário mínimo.
O IBGE ressalta que os dados mais recentes não devem ser comparados diretamente com os de anos anteriores por causa de mudanças metodológicas. A substituição da Rais pelo eSocial e alterações no cadastro de empresas provocaram quebra na série histórica, consolidada em 2024 com a introdução de novos indicadores baseados em registros da Receita Federal.
A Pesquisa Anual de Serviços acompanha empresas formalmente constituídas cuja principal atividade é a prestação de serviços não financeiros e reúne informações sobre receitas, emprego, gastos com pessoal, despesas e investimentos.
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