OBRAS DE DUPLICAÇÃO DA BR 304 DEVEM COMEÇAR AINDA ESTE SEMESTRE 





A obra de duplicação da BR-304 - que liga Natal à Mossoró - deve ser iniciada ainda este ano. Na próxima semana, dia 22 e 23 a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) estará em Natal para assinar a ordem de serviço para início da obra.
Esse foi um dos assuntos da entrevista do general Jorge Ernesto Fraxe, diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) dada ao jornalista Diógenes Dantas na última quinta-feira (16): 
Diógenes Dantas – A presidente Dilma deve assinar a duplicação da BR-304 eu é um sonho dos motoristas que transitam em direção ao Oeste, Mossoró e também ao Ceará.
General Jorge Ernesto Fraxe – A BR-304 é um eixo importante tanto para o Ceará, quanto para o Rio Grande do Norte. Ela se conecta tanto quanto com a 116 e 101. É um eixo estruturante e integrador. Nós temos uma realidade concretizada, fizemos uma licitação na Reta Tabajara onde temos um engarrafamento muito grande e perigoso. É  a primeira obra que a presidenta dará ordem de serviço porque já temos uma empresa que venceu a licitação e está tudo pronto com projeto para iniciarmos a obra.
DD – Sobre os trechos duplicados já temos o perímetro em Macaíba e vai ser feito até a Tabajara e quando teremos a duplicação completa?
General Jorge Ernesto Fraxe – A parir do final da Tabajara, nos já fizemos um vôo para um mapeamento a laser do eixo atual da BR-304 e estamos desenvolvendo dados para um anti-projeto de engenharia e até o final desse primeiro semestre estaremos lançando a licitação de um RDC – contratação integrada, que é uma modalidade que estamos usando bastante onde o vencedor conclui um projeto executivo e inicia a obra. O modelo foi muito usado na Copa e a presidenta estendeu o sistema para todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nós utilizamos isso na licitação dos remanescentes na BR-101 - porque temos um problema sério na altura da Maria Lacerda – e na entrada de Parnamirim. Então, no final de janeiro, início de fevereiro, teremos um vencedor para a construção de um viaduto duplo pegando a Abel Cabral e Maria Lacerda para desafogar o trânsito. A licitação já está na praça e até o início de fevereiro, de modo que o viaduto do gancho de Igapó e a duplicação da BR-304 estará sendo feita. Queremos concluir aquela obra porque são obras estruturantes para o aeroporto. A ponte de Igapó, a licitação deu deserta para a manutenção e estamos relançando, com novo patamar de preço para manutenção da ponte.
DD – E o que está previsto para a ponte de Igapó? É só a manutenção ou contempla melhorias
General Jorge Ernesto Fraxe - Primeiro garantir a integridade da estrutura da ponte. Esse é o principal, para que o usuário tenha segurança para usar. Assim como a ponte de Assú – que parou por um tempo – mas licitamos e vamos concluir. Outra como a rodovia do Cajueiro, o contorno de Currais Novos e temos para inaugurar o contorno de Caicó, o contorno de Mossoró com duplicação [obra que está ficando belíssima]. Essas duas obras vão retirar caminhões de dentro da cidade e a BR-226 para completar o serviço para o Rio Grande do Norte.
DD - Os recursos estão garantidos, 16 quilometros de trecho. Mas o cidadão quer ver o término da obra. Qual a expectativa de conclusão, duplicação da BR-304 em termos de prazo?
General Jorge Ernesto Fraxe – Por ser uma obra extensa, que são 270 quilômetros, serão vários lotes trabalhados. Geralmente em dois verões, conseguimos concluir. Estamos com a obra em andamento. Na reta Tabajara, os 20 quilômetros, sai por R$ 9 milhões um quilômetro. Imagine isso multiplicado por 270 quilômetros. Deve ser o custo que vamos arcar. A obra é incluída no PAC e significa que não há restrição de recursos. Com a conclusão dos acessos ao aeroporto de São Gonçalo, a duplicação da Reta Tabajara, viaduto do gancho, a contratação dos remanescentes da BR-101, vamos ter um Rio Grande do Norte mais competitivo para fazer circular pessoas e desenvolvimento.
DD – O que falta para concluir a BR-101 no Rio Grande do Norte?
General Jorge Ernesto Fraxe – A duplicação está pronta (de cabo a rabo) de Natal até Recife. Depois de Recife, falta o último lote para chegar em Alagoas e está sendo concluída a licitação na região que dá acesso as praias de Porto de Galinhas e outras. O que faltou em Natal, perto de Natal, próximo ao Pitimbú e houve até um risco de rompeu (ali). Fizemos um túnel, uma galeria enorme, escavando por baixo com uma vazão enorme que não há risco de romper, foi resolvido. O que ainda falta é um pedaçinho de marginal, no sentido Natal – João Pessoa. Falta uma via marginal que está dentro dessa licitação.
DD – Porque as intervenções da Maria Lacerda não foram incluídas no projeto de duplicação da BR-101?
General Jorge Ernesto Fraxe – Eu estava ainda como construtor, eu fiz o lote 1 do viaduto de Ponta negra até Arez. No projeto que tínhamos não constava as intervenções e eu achava um absurdo tem sinal na BR na saída de Natal para Parnamiri. E quis o destino que eu assumisse em setembro de 2011 e fiz o pleito junto ao Ministério do Planejamento, com Miriam Belchior, que nos apoiou e permitiu que incluíssemos como remanescente as obras de Natal e a macrodrenagem em Parnamirim e os dois viadutos, o da Abel Cabral e da Maria Lacerda.
DD – O senhor um absurdo o sinal daquele trecho e o que dizer do sinal de São José de Mipibú e as lombadas na BR? É permitidas lombadas em uma BR?
General Jorge Ernesto Fraxe – A lombada é um “sacrilégio” porque se eu faço um esforço tão grande para duplicar, só devemos ter lombadas eletrônicas. Aquilo foi uma exigência dos órgãos de segurança porque estava havendo acidentes. Na época, São José não tinha passarela de pedestre. Então, agora eu vou rever isso e convencer a Polícia que não é para ter lombada. O “quebra mola” é uma coisa muito antiga. Foi inventada para diminuir a velocidade dos veículos para diminuir a velocidade dos veículos e agora já tem com os pardais. Mas se a rodovia é duplicada, se tem pardais, não é necessária mais a lombada. O motorista brasileiro é imprudente e mal educado. Em 17 meses – eu instalei em todo o Brasil 1.200 radares – e contabilizamos 4 milhões de autuações por excesso de velocidade.
DD – Essa receita vai para campanhas educativas, educação do transito e para onde mais?
General Jorge Ernesto Fraxe – Vai para o Tesouro, que reverte em benefício para a rodovia e da segurança, da Polícia Rodoviária. Eu sempre sugeri que educação no transito, respeito à vida deveriam fazer parte do currículo escolar do ensino fundmenatl. Não há outra maneira de formar valores para os motoristas.
DD – Qual o balanço das rodovias federais do Rio Grande do Norte?
General Jorge Ernesto Fraxe – A Confederação Nacional dos Transportes considera “bom” nas rodovias federais. Depois que descentralizamos o CREMA para que cada estado tenha autonomia, a minha meta é “zero buraco” nas rodovias federais no Rio Grande do Norte.