RÁDIO MELODIA CABUGI AO VIVO

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Caminhoneiros protestam contra Doria por causa do aumento do ICMS em SP


 Fotos 1 e 2: Alexandre Calado/TV Globo; foto 3: Cíntia Acayaba/G1 SP

Motoristas de caminhões estavam fazendo carreata com buzinaço na manhã desta quarta-feira (27) em protesto contra o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na cidade de São Paulo. Distribuidores de mercadores do estado também participam do ato. O governo paulista divulgou nota informando que a manifestação tem caráter político e foi convocada por simpatizantes bolsonaristas. ASSISTA VÍDEO AQUI.

Por volta das 8h, os veículos se reuniram em frente ao Estádio Municipal do Pacaembu, na Zona Oeste da capital, e saíram em direção a quatro locais: a sede do governo estadual, no Morumbi, na Zona Sul, o Ministério da Fazenda, e nas marginais Pinheiros e Tietê.

Os motoristas querem que seja retirado o fim de isenção do ICMS. O aumento do imposto acarretaria, segundo eles, um acréscimo de carga tributária de 12% a 13%.

O número total de caminhões envolvidos no ato não foi divulgado, mas a expectativa dos organizadores é de que cerca de 900 veículos participem da manifestação. A Polícia Militar (PM) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanham o ato.

G1




HIOPCRITAS: Defensor da quarentena, Luciano Huck curte férias no Caribe

 

Fonte: R7

Defensor da quarentena deste o início da pandemia do novo coronavírus, Luciano Huck foi flagrado fazendo um passeio de caiaque com os fihos, Joaquim, Benício e Eva, e a mulher, Angélica, em uma praia do Caribe. As imagens saíram na imprensa.

Desde que a covid-19 apareceu no Brasil o apresentador apoiou as medidas restritivas impostas pelos governadores e prefeitos.

“O isolamento social nessa pandemia não é uma opção que está pra jogo. É uma necessidade fundamentada na orientação científica mais séria e rigorosa”, disse Huck em março, em suas redes sociais.



Tremores na Espanha causam inquietação; primeiro-ministro pede calma

Terremotos no Sul da Espanha causam inquietação; primeiro-ministro pede  calma – Portal GRNEWS 

Fonte: Agência Brasil, com RTP

Mais de meio milhão de pessoas que vivem em Granada, no Sul da Espanha, acordaram hoje inquietas, depois do sobressalto causado durante a noite por três tremores de magnitude superior a quatro graus, seguidos de 30 réplicas menores.

“Vários sismos fizeram tremer Granada de novo esta noite. Compreendo a preocupação de milhares de pessoas. É tempo de manter a calma e seguir as indicações dos serviços de emergência”, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em mensagem no Twitter.

As televisões espanholas mostram imagens, publicadas por populares nas redes sociais, de pessoas com casacos por cima de pijamas que saíram no meio da noite para as ruas, apesar do recolher obrigatório na região por causa da pandemia de covid-19.

Os três tremores de terra quase consecutivos tiveram o seu epicentro na localidade de Santa Fé, a cerca de 10 quilômetros de Granada, e magnitude de 4,2 graus, 4,2 e 4,5, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional espanhol.

No sábado passado (23) um tremor de terra de 4,4 graus de magnitude já tinha sido sentido nas localidades de Atarfe e Santa Fé.

Desde o início de dezembro do ano passado, ocorreram cerca de 300 sismos na região, explica o Instituto Geográfico, dos quais cerca de 40 foram sentidos pela população”.

O sismo de sábado apenas causou alguns danos, como pequenas fendas ou queda de objetos (livros, pratos) no epicentro, segundo a instituição.

O Instituto Geográfico espanhol informou que essa atividade sísmica “é habitual” na região, “especialmente dentro da zona central da Cordilheira Bética”, um maciço montanhoso no sul da Espanha, que tem a maior atividade sísmica da Península Ibérica, devido à “convergência entre a placa africana e a placa euroasiática”.



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Mais vacina pra Lajes! 💉

 


Mais vacina pra Lajes! 💉
Hoje, uma equipe, acompanhada da Secretária de Saúde Lillyane Meneses, foi até João Câmara, buscar mais um lote de vacinas contra o Covid-19. Essas fazem parte do carregamento de Oxford, que chegou ao RN no fim de semana, e para Lajes foram destinadas 73 doses. Agradecemos o apoio da Polícia Militar, na escolta do material durante o trajeto. Seguimos com animação e esperança, rumo à imunização total da população! #vacina #covid19 #imunizacao


prefeito Felipe se reuni com a nova diretoria da Prevlajes

 


Hoje, o prefeito Felipe se reuniu com a nova diretoria da Prevlajes, em uma conversa esclarecedora sobre a atual situação da entidade. E, apesar de todos os desafios, também foi feito, nesta terça (26), o primeiro pagamento dos servidores aposentados e pensionistas de 2021, cumprindo com a responsabilidade de garantir o direito dos lajenses que tanto contribuíram com a economia da cidade.
Reforçamos que a Prefeitura está totalmente comprometida com a preservação da Prevlajes, a despeito de todas as dificuldades.


Estoque do Tesouro Direto cresce 5,13% e vai para R$ 62,70 bilhões

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Fonte: Agência Brasil 

O Ministério da Economia informou hoje (26) que o estoque de recursos no Tesouro Direto cresceu R$ 3,06 bilhões em 2020, encerrando o ano em R$ 62,70 bilhões. O montante é 5,13% maior que o registrado no fim de 2019.

Em 2020, entretanto, o total de operações foi de 4,57 milhões, uma média de 381.329 mil operações por mês, uma queda de 17,02% em comparação a 2019. As emissões somaram R$ 24,61 bilhões e demonstraram recuo de 20,30% em relação ao exercício anterior.

Por sua vez, as operações de resgates em 2020 somaram R$ 26,70 bilhões, sendo R$ 24,25 bilhões em recompras e R$ 2,44 bilhões em vencimentos. Em comparação com 2019, que registrou resgates de R$ 30,91 bilhões, houve queda de resgates de 13,62%. Dessa forma, houve resgate líquido no exercício de 2020 no total de R$ 2,09 bilhões.

De acordo com o ministério, o número de investidores ativos, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, chegou ao fim de 2020 em 1.443.685 pessoas, um aumento de 20,19% em relação ao total do fim de 2019. Apenas em dezembro, o total de investidores ativos no Tesouro Direto cresceu 4,93% frente a novembro, ou 67.839 pessoas, o maior aumento mensal da série histórica.

Pequenos investidores

O balanço do Ministério da Economia informa, ainda, que 67,23% de todas as operações de investimento no programa envolveram valores até R$ 1 mil no ano passado. Segundo a pasta, esse resultado seguiu a tendência de aumento da participação de pequenos investidores, em especial quando comparados com os percentuais dessa faixa de investimento em 2017 (51,27%), 2018 (60,24%) e 2019 (65,01%).

Os títulos mais demandados pelos investidores em 2020 foram os indexados à taxa Selic, que somaram R$ 11,47 bilhões ou 46,62% das vendas. Os títulos indexados à inflação totalizaram R$ 8,10 bilhões e corresponderam a 32,92% do total, enquanto os títulos prefixados atingiram R$ 5,03 bilhões em vendas, ou 20,46% do total.

A maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento de um a cinco anos, com 46,01% do total. Em seguida, os títulos com vencimento entre cinco e dez anos corresponderam a 29,13%, enquanto os títulos com vencimento acima de dez anos representaram 24,86% do total no ano.

Balanço de dezembro

O resultado de dezembro de 2020 do programa mostra que, no mês, os resgates no Tesouro Direto superaram as vendas em R$ 70,3 milhões. Foram realizadas 478.709 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto, no valor de R$ 1,89 bilhão, enquanto os resgates foram de R$ 1,95 bilhão.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 73,81% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 3.931,11.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.

O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.



BOSQUE DAS PEDRAS EM LAJES/RN Pavimentação em fase de conclusão na praça dos minérios

 


A praça dos minérios situada no bairro bosque das pedras em Lajes/RN está em fase de conclusão,  na ocasião o Prefeito Felipe Menezes cumpre promessa de campanha e começa a reta final da conclusão do calçamento da praça dos minérios  no bairro Bosque das Pedras e um detalhe estamos no primeiro mês do ano de 2021, apesar de FAKENEWS páginas de desinformações que procuram distorcer os fatos da realidade, os trabalhos estão sendo desenvolvidos e aos poucos a cidade vai seguindo novos rumos. 
Procurem informação fontes  confiáveis.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

CONFIE SÓ EM FONTES VERDADEIRAS: Notícia falsa rola solta sobre o fechamento da APAMI de Lajes/RN

 Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e texto que diz "Caiana Caia na Real, Não_caia caia em Fake "HOSPITAL APAMI DE LAJES VAI FECHAR NAW LAJES PREFEITURA"

Caia na real, não caia em fake!

A Prefeitura de Lajes esclarece publicamente que rumores sobre o encerramento das atividades do hospital APAMI no município se tratam de FAKE NEWS. O prefeito Felipe Menezes foi pessoalmente conversar com a equipe, nesta segunda (25), para reafirmar seu compromisso de garantir a continuidade dos serviços, tão bem prestados e valorizados, dos profissionais da APAMI em Lajes.

O prefeito também solicitou, por meio de ofício, uma nota de esclarecimento da entidade, desmentindo o rumor, para que os cidadãos fiquem ainda mais seguros e munidos de informações contra as fake news.

Reiteramos a importância da população sempre verificar toda e qualquer notícia em nossos canais de comunicação oficiais! #caianareal #nãocaiaemfake





sábado, 23 de janeiro de 2021

ENEM: Neste domingo Horário de saída 10:30 h Local em frente a escola estadual Pedro Segundo Lajes/RN

 


Neste Domingo  para muitos é o dia mais aguardado do ano, é dia de prova do Enem !! 

 Então atenção estudantes de Lajes fiquem ligados no horário De saída do ônibus que os levará para a prova. 
Horário de saída 10:30 h
Local em frente a escola estadual Pedro Segundo.




Acabou a era dos mega salários dos jornalistas de televisão

 

Fonte: Coluna Léo Dias – Metrópoles

Os medalhões do jornalismo televisivo ostentam há décadas salários na casa das centenas de milhares, mas isso vem mudando. A crise econômica não permite mais que as emissoras se deem ao luxo de manter cifras tão altas e quem deseja manter o emprego precisa se adequar às novas imposições.

O Grupo Globo, por exemplo, passou por uma reestruturação financeira ao ver seus custos desproporcionais à margem de lucro. Os âncoras das bancadas dos telejornais, que sempre foram contratados no regime de pessoa jurídica, tiveram suas carteiras de trabalho assinadas e o salário renegociado.

Em 2020, todos tiveram redução de 25% devido ao programa Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que acabou em 1º de janeiro. Não há informação oficial sobre o faturamento dos maiores medalhões da casa, mas estima-se que William Bonner, que acumula a função de âncora com a de editor-chefe do Jornal Nacional, receberia, antes da redução, entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão por mês, enquanto Renata Vasconcellos teria um salário de R$ 300 mil a R$ 500 mil.

Já os apresentadores do Fantástico, Poliana Abritta e Tadeu Schmidt, receberiam cerca de R$ 200 mil por mês cada um. Já a massa de jornalistas que fica por trás das câmeras têm um salário médio de R$ 4 mil.

Enquanto os profissionais com salários menores devem voltar a receber o pagamento em sua totalidade a partir de janeiro de 2021, os âncoras que renegociaram os contratos permanecerão com as reduções. Quem aproveitou isso foi a CNN, que contratou diversos jornalistas insatisfeitos na Globo, como Márcio Gomes, Glória Vanique e Monalisa Perrone. Recentemente, César Tralli, âncora do SPTV, negou proposta da concorrente, alegando que está satisfeito na Globo.



Brasil rapidamente será o 2º país com mais vacinados no Ocidente, diz Pazuello

 entrevista eduardo pazuello mcamgo abr

Fonte: Agora RN 

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou na noite de sexta-feira 22 que “rapidamente” o Brasil deve conseguir imunizar oito milhões de pessoas contra o coronavírus e, então, passará a ser o segundo país do Ocidente com mais pessoas vacinadas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. “Esse processo começou em junho. Esses dois milhões de doses são apenas o início. Estamos negociando receber mais doses agora, no começo de fevereiro, e o IFA ingrediente farmacêutico ativo, para a produção nacional de 15 milhões de doses por mês. A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre”, afirmou. Pazuello esteve no Rio de Janeiro para receber os dois milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e produzida pelo Instituto Serum, da Índia, que chegaram às 22h desta sexta-feira à base aérea do Galeão e foram encaminhados à sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos (zona norte do Rio). A conferência das vacinas estava prevista para acontecer na madrugada deste sábado (23), bem a colocação de rótulos em língua portuguesa, para depois serem distribuídas aos Estados, para a vacinação. Além das vacinas Coronavac, da China, e da farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, o Brasil deve contar com a vacina russa Sputnik, desenvolvida na China e produzida no Brasil por um laboratório particular, para combater o coronavírus. “Está sendo negociada para isso”, afirmou o ministro. O uso da Sputinik no Brasil ainda não foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, e o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, também participaram da cerimônia de recebimento das doses da vacina. O ministro Ernesto Araújo exaltou a cooperação da Índia com o Brasil e classificou a chegada das doses, ontem, como um marco na relação entre os dois países. Para a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, a chegada da vacina representa “uma mensagem de esperança que vem da ciência” no combate à pandemia de coronavírus. “A vacina pode ser comparada, na história do mundo, à água potável para a saúde das populações”, afirmou.





Por que o consumo de carne bovina no Brasil deve voltar em 2021 ao patamar de décadas atrás

 Homem compra carne em açougue em Santo André, São Paulo

Fonte: BBC 

Em meio a uma alta de 18% no preço das carnes em 2020, o consumo de proteína bovina pelos brasileiros caiu no ano passado ao menor nível em mais de duas décadas.

A perspectiva para 2021 é de que os preços da carne de boi continuem em alta, como resultado da oferta restrita de gado no país e forte demanda da China. Isso num cenário de menor disponibilidade de renda dos brasileiros, com desemprego recorde, avanço da pandemia e fim do auxílio emergencial.

Diante desse quadro, a expectativa de analistas é de uma nova queda no consumo interno de carne bovina esse ano, o que deve levar o acesso à proteína preferida pelos brasileiros a níveis anteriores à década de 1990.

"Quem mais sofre nesse cenário são os consumidores", diz Rodrigo Queiroz, analista de mercado da Scot Consultoria, especializada em cotações do agronegócio.

Consumo é o menor desde pelo menos 1996

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo brasileiro de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante em 2020, uma queda de 5% em relação aos 30,7 quilos por habitante de 2019, ano em que o consumo já havia recuado 9%.

O patamar de 2020 é o menor da série histórica da Conab, que tem início em 1996.

E representa uma redução de 13,5 quilos por habitante em relação ao ponto máximo da série, de 42,8 quilos por habitante em 2006, durante o primeiro governo Lula (PT).

A Conab mede o chamado consumo aparente ou disponibilidade interna per capita, que é o volume produzido, descontadas as exportações e somadas as importações. O número para 2020 é uma estimativa, já que ainda não há dados fechados para a produção pecuária no ano passado.

Mulher compra carne em açougue em Santo André
Legenda da foto,

No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA

Os dados da Conab consideram apenas a carne bovina fiscalizada. Mas, considerando a produção informal, a tendência é a mesma.

Segundo estimativa da consultoria Agrifatto, levando em conta a produção formal e informal, o consumo de carne bovina teria caído 11% em 2020, para 34 quilos por habitante, contra 38,2 quilos por habitante em 2019.

Preço da carne de segunda foi o que mais subiu

No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), bem acima da alta de 4,52% da inflação em geral.

Dos cortes bovinos analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas o nobre filé-mignon teve queda de preço em 2020, de 6,28%. Já a picanha (17,01%), o contrafilé (12,71%) e a alcatra (5,39%) ficaram mais caros no ano passado.

As carnes de segunda, mais consumidas pela população de baixa renda, cujos rendimentos foram impulsionados pelo auxílio emergencial em 2020, foram as que mais subiram, com alta de 29,74% da costela, aumento de 27,67% do músculo e avanços de 26,79% e 20,75%, respectivamente, do cupim e do acém.

A alta das carnes nos supermercados acompanhou o aumento do preço do boi no campo.

A arroba do boi gordo fechou 2020 cotada a R$ 267,15, uma alta de 29% em relação ao final de 2019, segundo o Cepea da Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo).

Somente nos primeiros 15 dias de 2021, o preço do boi gordo já subiu 7,77%.

Falta gado e sobra demanda chinesa

"Há uma combinação de fatores que explica a alta no preço do boi", diz Lygia Pimentel, diretora-executiva da Agrifatto. "O mais determinante é o ciclo pecuário: entre 2016 e 2018, nós abatemos muitas fêmeas no Brasil, com isso, o preço do bezerro subiu muito e diminuiu a oferta de gado pronto para entregar."

Desde o final de 2019, com o preço dos chamados animais de reposição (bezerro, boi magro e garrote) em alta, os produtores passaram a reter as fêmeas nas fazendas para produzir novos animais. Com menos fêmeas "indo para o gancho", na linguagem dos pecuaristas, a oferta de gado para abate ficou reduzida no ano passado e a tendência é que a retenção de fêmeas continue ao longo desse ano, já que o preço do bezerro segue nas alturas.

"O segundo fator importante certamente foi a China, porque, nos outros mercados compradores de carne brasileira — Egito, Rússia, Chile, Estados Unidos —, houve retração", diz Pimentel, destacando ainda o papel da alta do dólar nesse impulso às exportações para a China, o que reduz a oferta de carne no mercado interno, levando à alta de preços.

A analista destaca que a participação do país asiático nos embarques brasileiros de carne bovina chegou a 40,9% em 2020, comparado a 25,3% em 2019 e 6,5% em 2015.

E que, com esse impulso chinês, a participação das exportações na produção total de carne bovina brasileira chegou a 28% no ano passado, contra 24% em 2019 e 19,3% em 2015.

Forte demanda da China ainda é reflexo da gripe suína

O coronavírus em 2020 tornou o quarto surto de gripe suína da China em 2018 uma lembrança distante. Mas é essa epidemia que ainda repercute na forte demanda chinesa por proteínas.

"Ainda não houve resolução para a peste suína africana. Ninguém sabe o número exato, mas se estima que ela dizimou entre 40% e 60% do plantel de suínos na China, isso representa mais ou menos um terço da produção de carne de porco do mundo", diz Rodrigo Queiroz, da Scot Consultoria.

Com essa redução na oferta de suínos, os chineses têm consumido mais frango e carne bovina, daí o forte aumento da demanda naquele país.

Além desse fator conjuntural, também contribuíram para o crescimento das importações pela China o fato de ela ter sido a única grande economia do mundo a registrar crescimento em 2020, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, e um fator mais de longo prazo, que é o gradual aumento de renda da população chinesa, o que resulta em maior consumo de proteínas mais caras, como é o caso da carne bovina.

Quem se beneficia da alta de preços?

Segundo os analistas, a alta de preços do boi gordo tem impacto distintos na cadeia pecuária.

Os pecuaristas que trabalham com engorda e recria chegaram a perder margem no ano passado, já que o farelo de soja subiu 100%, o milho subiu 70% e o bezerro, mais de 80% dependendo da categoria.

"Por mais que o boi tenha subido de preço, os custos de produção variaram acima", observa Pimentel, da Agrifatto. Segundo ela, pecuaristas que trabalham com o ciclo completo — produzindo o bezerro, engordando ele e vendendo o boi dois anos depois - tiveram margens melhores, porque seu estoque se valorizou.

Já entre os frigoríficos, a diferença está entre os pequenos dedicados ao mercado interno e os maiores, com certificação para exportar.

"O frigorífico que trabalha exclusivamente com o mercado doméstico foi muito prejudicado em 2020, porque o preço do boi gordo subiu muito e o preço da carne no atacado não acompanhou na mesma medida, então ele perdeu margem."

Segundo Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo-MT (Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso), foram muitos os frigoríficos que precisaram fazer ajustes para sobreviver ao ano passado.

"Toda indústria tem uma linha de equilíbrio de produção, com uma série de custos fixos. Quando o abate fica muito abaixo da capacidade da empresa, aumenta o custo no produto final, isso se reflete nesse preço maior que estamos vendo na ponta, com a carne mais cara para o consumidor", diz Bellincanta, que estima que a ociosidade da indústria frigorífica esteve entre 15% e 25% ao longo de 2020, sendo que o normal é uma folga em torno dos 10%.

E o que esperar para 2021?

No ano que se inicia, as perspectivas não são melhores, já que a renda e a demanda do brasileiro devem diminuir, mas os preços da carne tendem a continuar em alta, devido à escassez de oferta e à forte demanda externa.

"Com o desemprego acima dos 14% e a extinção do auxílio emergencial, o consumidor brasileiro de baixa renda vai para proteínas alternativas, como ovo, frango e suíno, que também estão com valores altos, mas a carne bovina é a que mais sente quando o poder aquisitivo da população diminui", diz Queiroz, da Scot Consultoria.

Mulher come hambúrguer
Legenda da foto,

Os preços das carnes devem permanecer pressionados pelo menos até a metade de 2022

"Esperamos uma nova queda do consumo per capita de carne bovina esse ano, voltando a patamares antigos, de 20, 30 anos atrás", completa.

O pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, do Cepea, estudou em sua tese de mestrado a relação entre variação de renda e consumo de carnes.

"O consumo de qualquer tipo de alimento de valor agregado maior é determinado por renda, preço e preferência", diz Carvalho. "A carne bovina de primeira é a que tem maior elasticidade entre as carnes, em torno de 0,6. Ou seja, se a renda aumentar 10%, o gasto com carne bovina de primeira aumenta 6%. Para carne de segunda, a elasticidade é de 0,2."

"Nesse primeiro semestre, com o fim do auxílio, o consumo cai no mercado brasileiro, sem sombra de dúvida", diz o pesquisador, ponderando que o quadro pode ser melhor na segunda metade do ano, caso a economia venha a se recuperar, levando a um aumento da renda.

O problema não acaba em 2021

Pimentel, da Agrifatto, avalia que os preços das carnes devem permanecer pressionados pelo menos até a metade de 2022, por conta do ciclo pecuário. "A baixa oferta de boi gordo não é algo que se consegue resolver de imediato. A produção de bovinos é plurianual, começa a produzir hoje, para entregar esse animal daqui dois, três, quatro anos. Então demora."

Já Bellincanta, do Sindifrigo-MT, avalia que, mesmo quando houver aumento da oferta de gado, os preços da carne bovina não voltarão aos níveis do passado, devido a mudanças na indústria pecuária que tornaram o processo de produção mais custoso.

"O Brasil, a cada dia que passa, tem menos animais sendo terminados a pasto. O grande rebanho brasileiro hoje é terminado em confinamento", diz o empresário. "Há cerca de dez ou 15 anos atrás, havia menos de 20% de animais terminados a cocho, hoje é mais da metade. Esses animais comem grãos, e por isso são finalizados em 18 a 24 meses, comparado a três a quatro anos quando o animal era solto no pasto."

"Então teremos uma proteína mais cara sem data, não há volta nesse processo. A arroba do boi ganhou valor e terá oscilações, mas estará sempre em novo patamar."