O Pentágono está estudando o envio de até 10 mil soldados adicionais para o Oriente Médio, informou o Wall Street Journal nesta quinta-feira (26), citando autoridades do Departamento de Defesa com conhecimento do planejamento.
A medida tem como objetivo oferecer ao presidente americano, Donald Trump, mais opções militares, mesmo enquanto ele avalia negociações de paz com Teerã.
“A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem”, disse o presidente em uma publicação na rede social Truth Social.
Embora Trump tenha afirmado que o pedido foi feito pelo governo do Irã, O Wall Street Journal informou que mediadores das negociações disseram que o país não solicitou o aumento do prazo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
A decisão do Supremo Tribunal Federal que restringe o pagamento de auxílios e verbas indenizatórias a magistrados gerou forte reação dentro do Judiciário. Nos bastidores, juízes relatam insatisfação com as novas regras e apontam um sentimento generalizado de desvalorização da carreira.
A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles. Segundo relatos obtidos sob reserva, o ambiente após o julgamento foi descrito como de “clima fúnebre”. Magistrados afirmam que a medida impõe perdas financeiras e atinge diretamente a autonomia institucional, além de representar, na visão de alguns, uma tentativa de enfraquecer a magistratura e o Ministério Público.
A decisão estabelece limites mais rígidos para os chamados “penduricalhos”, reforçando o teto constitucional de R$ 46,3 mil e proibindo benefícios sem respaldo em lei federal. Também foram determinadas novas exigências para pagamentos retroativos, que passam a depender de auditoria e autorização específica.
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros manifestou discordância e alertou para impactos imediatos, incluindo redução na remuneração de cerca de 18 mil juízes já nos próximos contracheques. A entidade também cita possíveis riscos a princípios como a irredutibilidade de subsídios e a segurança jurídica.
Apesar das críticas, a decisão já tem efeito prático e impõe maior transparência na divulgação dos salários. Entidades da categoria devem intensificar a atuação institucional para tentar reverter ou amenizar as mudanças, enquanto cresce a preocupação interna com reflexos na atratividade e no funcionamento do Judiciário.
A Prefeitura de Lajes anunciou, nesta semana, a data oficial de inauguração do Espaço Crescer, equipamento voltado ao acolhimento e desenvolvimento de crianças neuroatípicas no município. A entrega acontecerá no próximo dia 30.
O anúncio foi feito pelo prefeito Felipe Menezes, em suas redes sociais, após reunião com a equipe de gestão, que contou com a participação das secretárias Lillyane Meneses (Saúde), Fabiana Teixeira (Educação) e Carol Salviano (SEDEMH). O encontro teve como objetivo alinhar os últimos detalhes para o funcionamento do espaço, garantindo um atendimento qualificado e integrado.
O Espaço Crescer foi planejado para oferecer um ambiente seguro, acolhedor e adaptado às necessidades das crianças, promovendo estímulos ao desenvolvimento e fortalecendo a inclusão no município.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas inclusivas, unindo diferentes áreas para garantir mais cuidado, atenção e oportunidades às famílias lajenses.
A inauguração será aberta ao público e marca um importante avanço nas ações voltadas à inclusão e ao cuidado com as crianças em Lajes.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, participam nesta quinta-feira (26) da segunda audiência do processo judicial que enfrentam nos EUA, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.
O processo envolve acusações graves relacionadas ao narcotráfico internacional e pode resultar em décadas de prisão.
A audiência ocorre após mais de 80 dias de detenção do casal no sistema prisional americano e deve tratar de questões processuais relevantes antes do eventual julgamento.
O que é e como funciona a audiência
A sessão desta quinta-feira deve ser uma audiência de instrução, etapa em que o juiz avalia questões preliminares do processo antes do julgamento.
Entre os pontos que podem ser discutidos estão as regras sobre apresentação de provas, o financiamento da defesa, pedidos da defesa e da acusação e eventuais ordens judiciais sobre o andamento do caso.
O responsável pelo caso é o juiz federal Alvin Hellerstein, que também conduziu a primeira audiência.
Como foi a primeira audiência
A primeira vez que Maduro e Flores compareceram à Justiça dos EUA ocorreu em 5 de janeiro, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, dois dias após a captura em Caracas. Na ocasião, ambos se declararam inocentes de todas as acusações, e optaram por não solicitar liberdade sob fiança naquele momento.
O juiz deixou claro que eventuais alegações sobre a legalidade da captura seriam discutidas posteriormente.
Ilustração de Nicolás Maduro e Cilia Flores, na primeira audiência realizada nos EUA • Reuters
As acusações contra Maduro
Maduro e sua esposa enfrentam acusações baseadas em uma denúncia apresentada inicialmente em 2020 nos EUA, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armamento pesado, conspiração criminosa internacional, lavagem de dinheiro e corrupção.
Segundo autoridades americanas, o líder venezuelano teria ligação com estruturas de narcotráfico internacional.
Por outro lado, a defesa pede o arquivamento do processo e alega violação de direitos constitucionais, incluindo dificuldades para financiar a própria defesa devido a sanções internacionais.
Relatos de advogados e especialistas apontam condições consideradas insalubres, superlotação e problemas estruturais, denúncias recorrentes sobre alimentação inadequada e falhas no atendimento médico e de saúde mental.
O local já foi descrito por especialistas como um dos mais problemáticos do sistema penitenciário federal americano.
“Eu esperaria que a rotina deles fosse de 23 horas por dia em confinamento solitário”, explicou Cameron Lindsay, ex-diretor da unidade.
Isso implica confinamento quase total em uma cela, refeições entregues por uma fresta na porta, pouco ou nenhum contato com outros detentos e recreação limitada, geralmente sozinhos.
Embora o BOP (Departamento Federal de Prisões) não tenha confirmado em qual unidade específica ele se encontra nem fornecido detalhes sobre as condições de sua detenção, especialistas e advogados concordam que pessoas com seu perfil geralmente são mantidas na Unidade de Habitação Especial, conhecida como SHU.
“É o nível mais restritivo dentro da instalação”, explicou o advogado criminal e de direitos civis Daniel McGuinness à CNN.
Centro de Detenção Metropolitano em 3 de janeiro de 2026 • Selcuk Acar/Anadolu via Getty Images
Construído na década de 1990 para combater a superlotação carcerária, o centro já abrigou figuras como o cantor R. Kelly, o "Pharma Bro" Martin Shkreli, a socialite Ghislaine Maxwell, o ex-prodígio das criptomoedas Sam Bankman-Fried e o magnata da música Sean "Diddy" Combs.
Casal separado
No Centro de Detenção, homens e mulheres são alojados em unidades completamente separadas, mesmo que sejam casados.
Mesmo dentro da mesma unidade, ele e Cilia Flores não podem se comunicar diretamente, seguindo regras comuns em casos com corréus. As autoridades federais contestam parte dessas acusações, mas reconhecem dificuldades estruturais na unidade.
De acordo com as práticas estabelecidas no sistema federal, os tribunais podem impor ordens de "não contato" para evitar conluio, intimidação de testemunhas ou interferência no processo judicial.
Isso significa que, mesmo dentro do mesmo centro de detenção, Maduro e Flores provavelmente não podem se ver ou se comunicar diretamente, além de possíveis encontros controlados na presença de seus advogados.
Nicolás Maduro e a esposa escoltados por agentes federais norte-americanos • XNY/Star Max/GC Images
Rotina de Maduro
O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, deputado venezuelano, afirmou na segunda-feira (23) que o pai continua "de bom humor" e "muito forte", acrescentando que ele se exercita diariamente. "Nicolasito", como é conhecido, também disse que o ditador pode aparecer "mais magro e com aparência mais atlética".
Ele também se referiu a Flores como um "primeiro combatente, firme e alerta" diante do processo legal que ambos enfrentam.
Segundo autoridades do governo americano, as motivações para a operação envolveram acusações de narcotráfico internacional.
Trump vinha pressionando Maduro a ceder o poder e o acusou de apoiar cartéis de drogas que Washington designou como grupos terroristas, alegando que eles eram responsáveis por milhares de mortes nos EUA ligadas ao uso de drogas ilegais.
Ação dos EUA gerou forte reação internacional e questionamentos jurídicos. Especialistas em direito internacional apontam dúvidas sobre a legalidade da operação, especialmente pelo uso de força em território estrangeiro.
O que pode acontecer agora
A audiência desta quinta não encerra o processo, mas é mais uma etapa relevante.
O juiz deverá decidir se o caso segue normalmente para julgamento, como serão tratadas as provas e se há base para pedidos da defesa, incluindo o arquivamento.
Enquanto isso, Maduro e Flores devem permanecer sob custódia nos EUA, aguardando os próximos desdobramentos do caso.
(Com informações de María Santana, da CNN Español, Vanessa Romeu e Christine Kiernan, da Reuters)
O Governo do Rio Grande do Norte acumula uma dívida superior a R$ 360 milhões em repasses de consignados descontados dos servidores, mas não transferidos às instituições financeiras. O valor foi detalhado nesta quarta-feira 26 pelo secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, durante reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa.
Convocado para prestar esclarecimentos, o secretário entregou aos deputados um documento com respostas aos questionamentos do colegiado. Segundo o material, o passivo chega a R$ 363,3 milhões, referentes ao período entre maio de 2023 e março de 2026.
Ao explicar o cenário, Xavier atribuiu os atrasos à frustração de receitas registrada em 2025, estimada em R$ 474,5 milhões. O impacto, de acordo com ele, atingiu principalmente arrecadações de ICMS, IRRF e IPVA. Diante desse quadro, o governo optou por priorizar o pagamento integral da folha salarial e outras despesas obrigatórias.
“Não é a situação ideal, mas a gestão pública exige escolhas. A prioridade foi honrar os salários dos servidores e os repasses obrigatórios”, afirmou.
O secretário também destacou que não há registro de negativação de servidores em órgãos de crédito, já que os descontos seguem sendo feitos regularmente em folha. Eventuais encargos decorrentes dos atrasos, segundo ele, são assumidos pelo Estado.
Durante a reunião, deputados cobraram explicações mais detalhadas e criticaram o descumprimento de prazos anteriormente anunciados. O deputado Luiz Eduardo (Solidariedade), presidente da CFF, lembrou que o problema já havia sido reconhecido pelo governo em 2025, com promessa de regularização até dezembro, o que não ocorreu.
“Houve um compromisso público de regularização que não foi cumprido, e isso precisa ser esclarecido com transparência”, disse o parlamentar, que também informou ter acionado o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Banco Central, onde uma auditoria já foi iniciada.
Luiz Eduardo questionou ainda quem arcaria com possíveis prejuízos aos servidores. Em resposta, Xavier reafirmou que “não há cobrança adicional de juros para os servidores” e que o governo negocia com as instituições financeiras a redução ou até a remissão de encargos.
O deputado Gustavo Carvalho (PL) também cobrou maior transparência e defendeu acompanhamento mais rigoroso por parte da Assembleia. “Estamos tratando de recursos descontados diretamente dos servidores. É preciso garantir responsabilidade e transparência nesse processo”, afirmou.
Já o deputado Adjuto Dias (MDB) demonstrou preocupação com o prazo apresentado pelo governo para quitar o passivo, estimado para o fim de 2026. Ele questionou a viabilidade do cronograma diante do histórico recente de atrasos e cobrou garantias de cumprimento.
Em resposta, o secretário informou que o Estado trabalha com um plano de amortização gradual, que prevê o pagamento das parcelas correntes acrescido de valores mensais adicionais, com o objetivo de normalizar a situação ao longo deste ano.
Outro ponto abordado foi a base legal para a retenção temporária dos valores. Segundo o documento apresentado pelo governo, os contratos são regidos por convênios e decretos estaduais que estabelecem prazo de até 40 dias para o repasse após o pagamento da folha.
Ao final da reunião, Luiz Eduardo apresentou um requerimento verbal solicitando o envio dos contratos firmados entre o Estado e as instituições financeiras, aprovado pelos membros da comissão. Também participaram do encontro os deputados Francisco do PT, Dr. Bernardo (PSDB), Ivanilson Oliveira (União Brasil), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Neilton Diógenes (PP), além de representantes do governo, como a controladora-geral Luciana Daltro e o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto. Agora RN