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1º lugar em audiência na cidade de LAJES-RN

sexta-feira, 13 de março de 2026

SECRETÁRIO JOÃO CRUZ (NETINHO) DESTACA REFORMA DO GINÁSIO FLÁVIO KANTARELY EM LAJES


 A confirmação da reforma completa do Ginásio Poliesportivo Flávio Kantarely marca um avanço importante para o esporte em Lajes. O anúncio contou com a presença do prefeito Felipe Menezes, do deputado Gustavo Carvalho  responsável pela destinação da emenda parlamentar , do secretário de Governo João Cruz (Netinho), do secretário de Esportes Robson Souza e dos vereadores Dailton Fernandes, Lailson Menezes e Dedé de Serrinha.

Segundo Netinho, o investimento chega em um momento importante para o município e reforça o compromisso com o desenvolvimento do esporte e da juventude lajesense.

Foto: Reprodução
Fonte: Lajes News


RN ultrapassa marca de 500 mil cirurgias eletivas realizadas em sete anos

 


Foto: divulgação Sesap

O Rio Grande do Norte ultrapassou, em 2025, o número de 500 mil cirurgias eletivas realizadas em um período de sete anos. Entre 2019 e o ano passado, o estado registrou 506.798 procedimentos, de acordo com levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) a partir dos dados do Ministério da Saúde.

A marca foi batida ao longo de 2025, quando foram feitas 92.820 cirurgias nos hospitais do estado, das quais 20.633 foram de alta complexidade. Com este quantitativo, o RN foi, pelo segundo ano seguido, o estado brasileiro com a maior média de procedimentos de alta complexidade em relação à população. Já sobre os procedimentos de média complexidade, com 44.684 cirurgias realizadas, o estado foi o 9º do país e o 2º do Nordeste no ranking por população.

A rede de hospitais da Sesap acompanhou o crescimento do número de eletivas realizadas no estado. Em sete anos, as unidades próprias foram reestruturadas por investimentos do Governo do Estado e realizaram 76.530 cirurgias. A rede Sesap saiu de 5.591 eletivas em 2019 para 17.443 em 2025, multiplicou em mais de três a capacidade de realização de procedimentos, contando com o período da pandemia de Covid-19 que represou as cirurgias especialmente em 2020 e 2021. Mesmo assim, a média anual de procedimentos nos hospitais estaduais entre 2019 e 2025 registrou um aumento de 128% em comparação com o período entre 2014 e 2018, saindo de 4.791 cirurgias/ano para 10.932 cirurgias/ano.

A razão do aumento exponencial se deu pelo investimento na interiorização da saúde, que se exemplifica tanto pela expansão de serviços, com a ação inédita para eletivas ortopédicas fora da Região Metrpolitana, o início das eletivas no Hospital da Mulher e a realização de bariátricas em Currais Novos, entre outros pontos, como pelo ranking de cirurgias realizadas por hospitais da rede Sesap em 2025. Dentro do top 5, quatro unidades estão fora da capital: Deoclécio Marques de Lucena (Parnamirim), liderando o ranking com 4.520 procedimentos; Mariano Coelho, em Currais Novos, com 1.984; Nelson Inácio dos Santos, em Assu, com 1.680; e Lindolfo Gomes Vidal, com 1.324.

À frente do ranking de cirurgias realizadas, o Deoclécio Marques só passou a realizar eletivas em 2020, alcançando desde então uma média de 2.276 cirurgias por ano. Na mesma linha, registra-se ainda o Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, que saiu de uma média no período 2014-18 de 11 cirurgias eletivas para 580 nos últimos sete anos; o Mariano Coelho (Currais Novos) de 680 para 1605; o Hospital da PM, de 55 para 1031; o Hélio Morais Marainho (Apodi), de 185 para 536; e o José Pedro Bezerra (Santa Catarina), que saiu de 7 cirurgias/ano para 461.

Urgência e ortopedia

Em relação às cirurgias de urgência, a ampliação do quantitativo também se deu ao longo dos últimos sete anos, com o aumento da capacidade da rede a partir de investimentos do Governo. Nesse período, os hospitais da rede Sesap realizaram 175.749 procedimentos de urgência, com uma média anual de 25.107 cirurgias. O número é 18% superior à média do quadriênio anterior (2014-18), que foi de 21.279. Apenas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal referência do SUS no RN, a média anual de procedimentos de urgência foi de 78%, alcançando um pico de 9,2 mil em 2024. Enquanto que em Pau dos Ferros o aumento da média foi de 60% e em Caicó, aumento de 56%.

Boa parte desses procedimentos são relacionados à ortopedia, área que passou por uma reestruturação completa a partir de 2021 com a criação da linha de cuidado e a interiorização dos serviços. Desde então, com a participação de 12 serviços de saúde, a rede ultrapassou as 100 mil cirurgias realizadas. As cirurgias de urgência ortopédica que antes se limitavam a Natal, no Walfredo Gurgel, e Mossoró, no Hospital Regional Tarcísio Maia, passaram a ocorrer também em Pau dos Ferros, Caicó, Parnamirim, Macaíba e Assu.

No caso das eletivas ortopédicas, pela primeira vez na história o interior passou a contar com os procedimentos com a instalação do serviços nos hospitais regionais de Assu, Mossoró e Pau dos Ferros.

Vascular

Outro avanço na rede de cirurgias foi nos procedimentos vasculares. Lançada em novembro de 2022, com financiamento total do Governo do Estado através de um investimento superior a R$ 53 milhões, o programa completou 9 mil procedimentos realizados e um tempo médio de inferior a 30 dias.

A rede envolve hospitais públicos e unidades privadas em Natal e Mossoró para a realização das cirurgias, além de hospitais da Sesap na capital, em Assu, Apodi e Pau dos Ferros para o pré-operatório.

Secom

Petrobras anuncia aumento de R$ 0,38 no diesel para distribuidoras a partir deste sábado (14)


 Foto: Petrobras/divulgação

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras. O novo valor passa a valer a partir deste sábado (14).

Com o reajuste, o preço médio do diesel A da estatal chegará a R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel e 15% de biodiesel, o impacto estimado no diesel B vendido nos postos será de R$ 0,32 por litro.

Segundo a empresa, parte do efeito do aumento será compensada pela isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, medida anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (12).

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel da Petrobras estava 72% abaixo da paridade de importação, pressionado pela alta do petróleo tipo Brent crude oil, que subiu de cerca de US$ 70 para perto de US$ 100 por barril nas últimas semanas.

O último reajuste da estatal havia sido uma redução em maio de 2025, enquanto o último aumento ocorreu em fevereiro de 2025.

FGV: Incertezas no comércio podem repercutir na relação entre Brasil e EUA


 Foto:  Aaron Burden/Unsplash 

O primeiro bimestre de 2026 termina sob aumento de incertezas para o comércio exterior, com impactos diretos das decisões e movimentos do governo dos Estados Unidos e da escalada de tensões no Oriente Médio, o que pode repercutir na negociação entre Brasil e Estados Unidos, segundo avaliação do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

"O primeiro bimestre de 2026 encerra com mais incertezas quanto aos rumos do comércio exterior. O cenário para as negociações entre os Estados Unidos e o Brasil, que deveriam ocorrer no mês de março, ajudaria o Brasil. Um cenário é iniciar negociações com tarifas de 50% incidentes sobre cerca de 22% da pauta de exportações e outro com tarifas de 15%", avalia a FGV.

No front comercial, a Suprema Corte americana derrubou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), usada para justificar o tarifaço de 20 de fevereiro, o que poderia livrar o Brasil de tarifas ainda em vigor, de até 50%. Em seguida, porém, o presidente norte-americano Donald Trump acionou a Seção 122 do Código de Comércio, que autoriza tarifas de até 15% por 150 dias, alterando o ponto de partida das negociações previstas entre os dois países em março.

No cenário geopolítico, o ataque dos Estados Unidos, junto com Israel, ao Irã elevou a imprevisibilidade global. A duração e a extensão do conflito tendem a definir o tamanho do impacto, sobretudo via alta do petróleo, encarecimento de transporte e logística e pressões inflacionárias, com risco de adiar cortes de juros e reduzir o ritmo do comércio mundial.

Para o Brasil, o petróleo mais caro pode trazer ganhos, mas o país importa óleo diesel, que também tende a encarecer. O Oriente Médio respondeu por 4,6% das exportações brasileiras em 2025, com peso relevante para alguns itens, e por 2,6% das importações, incluindo insumos de fertilizantes como ureia, com 14,8% vindo de Omã, o que expõe a balança a choques.

Apesar do ambiente externo, a balança comercial melhorou no bimestre: o saldo de 2026 somou US$ 8,0 bilhões, ante US$ 1,9 bilhão em 2025. Em fevereiro, as exportações subiram 15,6% e as importações caíram 4,8%, com melhora puxada pela China e avanço das importações de automóveis, concentradas principalmente no país, em um quadro de volatilidade cambial.

As importações de automóveis de passageiros na China cresceram 68,4% entre os dois primeiros bimestres do ano, segundo a FGV.

A FGV disse ainda que a taxa de câmbio efetiva real teve uma pequena valorização na comparação entre os dois primeiros bimestres de 2025 e 2026, no valor de 2,9%.

"As turbulências da política de Trump levaram a um aumento na entrada de capital em mercados emergentes, em especial com taxas de juros elevadas. O conflito no Oriente Médio levou a uma desvalorização no início de março, que depois recuou. A volatilidade cambial deverá ser a marca nesses tempos de conflitos, quando predominam as incertezas quanto aos rumos desse quadro", concluiu.

CNN

Bolsonaro está em UTI com broncopneumonia bacteriana, diz boletim


 Foto: SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta sexta-feira (13) em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Brasília após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. A informação consta em boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star.

De acordo com a nota, Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais teriam confirmado o diagnóstico da infecção pulmonar.

Segundo o comunicado, o ex-presidente permanece internado em UTI, recebendo tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.

CNN Em atualização.

DEPUTADO RGUSTAVO CARVALHO EAFIRMA COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO DE LAJES


 O deputado estadual Gustavo Carvalho esteve em Lajes ao lado do prefeito Felipe Menezes, reforçando o compromisso com o desenvolvimento do município e com o bem-estar da população.

Durante a visita, o parlamentar destacou a importância da união entre as lideranças políticas para garantir mais investimentos, oportunidades e melhorias na qualidade de vida dos lajesenses. Segundo ele, o trabalho em parceria é fundamental para que a cidade continue avançando em diferentes áreas.

“Seguimos unidos, trabalhando e somando esforços para que Lajes continue avançando, com mais investimentos, mais oportunidades e mais qualidade de vida para todos”, afirmou o deputado.

A presença do parlamentar no município também simboliza o fortalecimento do diálogo entre o mandato estadual e a gestão municipal, buscando ampliar ações e projetos que beneficiem diretamente a população.

📷 Imagem: Reprodução / Redes sociais
📰 Fonte: Redes sociais do deputado estadual @GustavoCarvalho

Israel afirma ter atingido mais de 200 alvos no Irã nas últimas 24 horas


 Atta Kenare/AFP

Aviões de combate israelenses atingiram mais de 200 alvos no oeste e centro do Irã nas últimas 24 horas, informou o Exército israelense na manhã desta sexta-feira (13).

Os ataques tiveram como alvo o que os militares descreveram como lançadores de mísseis balísticos iranianos, sistemas de defesa e locais de produção de armas.

Na manhã de sexta-feira, foram relatadas fortes explosões em diversas áreas de Teerã, Isfahan e outras cidades, segundo a mídia estatal iraniana.

Em algumas partes da capital iraniana, moradores disseram que suas casas tremiam devido à intensidade das explosões, informou a agência de notícias semioficial Fars.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

CNN

Decisão de Moraes que determinou busca na casa de jornalista gera reação de entidades de imprensa


 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entidades representativas da imprensa classificaram como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão. A medida ocorreu após a publicação, no Blog do Luís Pablo, de reportagens sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais divulgaram uma nota conjunta afirmando que a decisão atinge diretamente o exercício da atividade jornalística e pediram a revisão da medida. As entidades destacaram que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional e que qualquer iniciativa que viole esse princípio representa risco à liberdade de imprensa.

Outras organizações também manifestaram preocupação. A Associação Internacional de Radiodifusão afirmou que o exercício do jornalismo é protegido tanto pela Constituição brasileira quanto por normas internacionais de liberdade de expressão. Já a Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão informou que equipamentos utilizados no trabalho jornalístico, como computadores e celulares, foram apreendidos, o que levanta questionamentos sobre a preservação das garantias constitucionais da profissão.

Foto: Reprodução

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também criticou a decisão e afirmou que a medida pode impactar não apenas o jornalista diretamente atingido, mas toda a atividade de imprensa no país. A entidade ressaltou que a divulgação de informações de interesse público é protegida pela legislação brasileira, mesmo quando envolvem dados considerados sensíveis.

Em nota, o ministro Flávio Dino afirmou que a investigação não está relacionada a crimes contra a honra ou à liberdade de expressão. Segundo ele, a equipe de segurança do magistrado identificou um possível monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís, incluindo a divulgação de placas de veículos, nomes de agentes e outros detalhes da segurança. O material teria sido encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para investigação.

Nota conjunta da ABERT, ANER e ANJ

NOTA À IMPRENSA

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideram preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A decisão foi tomada em razão de informações publicadas pelo jornalista no Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículo oficial do TJMA pela família do ministro Flávio Dino, também do STF.

A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo.

O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação.

As entidades subscritas esperam a revisão da medida, que viola o preceito constitucional do sigilo da fonte e a própria liberdade de imprensa.

Brasília, 12/03/2026

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)

Nota da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR)

COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE RADIODIFUSÃO (AIR)

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que reúne mais de 17 mil emissoras de rádio e televisão nas Américas, manifesta sua preocupação diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes, de determinar medidas de busca na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, em razão de informações publicadas no Blog do Luís Pablo.

A medida teria sido adotada em relação a reportagens jornalísticas que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino.

A AIR recorda que o exercício da atividade jornalística, independentemente do meio em que se realize ou de sua linha editorial, encontra-se protegido por princípios constitucionais e pelos padrões internacionais de liberdade de expressão, incluindo a garantia do sigilo profissional e da proteção das fontes jornalísticas, elementos essenciais para o livre exercício do jornalismo.

Nesse sentido, a AIR considera que qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática.

Como estabelece a Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a intimidação, pressão ou qualquer forma de interferência contra jornalistas ou meios de comunicação constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de receber informação.

A AIR exorta que essa medida seja revista à luz dos princípios constitucionais brasileiros e dos padrões internacionais de direitos humanos que protegem o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão.

Montevideo, 12 de março de 2026.

Nota da OAB/MA

Nota pública

A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) acompanha as informações relativas ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de jornalista maranhense, ocorrido em 10 de março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo de justiça.

Segundo informações divulgadas, durante a diligência foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5º, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais.

Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto à preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade.

Destarte, a Comissão reafirma seu compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e com a defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício do jornalismo, mantendo-se vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação que atuam no Estado do Maranhão, especialmente no que diz respeito à defesa de bandeiras históricas da OAB, tais como a indispensável observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como o pleno acesso da defesa aos autos, nos termos da Constituição e da legislação vigente.

Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa
Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA)

São Luís (MA), 11 de março de 2026.
CDLEI/OAB-MA.

Nota do ministro Flávio Dino

A Segurança institucional do ministro Flávio Dino foi alertada em 2025 de procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís. Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes.

Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível. Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino.

O assunto não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news.

Veículos de segurança são utilizados pelo STF, em colaboração com os Tribunais, com base nas seguintes normas: Lei n° 12.694/2012, em especial do artigo 9°, §1°, inciso II, bem como Resolução n° 721/ STF, artigo 5°, inciso I, alínea “a”, e a Resolução n° 435 do CNJ, que disciplina a cooperação entre os órgãos de segurança institucional do Poder Judiciário, especialmente o artigo 19, parágrafo único.

Com informações do G1

quinta-feira, 12 de março de 2026

A tentativa de 32 países de contornar bloqueio do Estreito de Ormuz com maior liberação de reservas de petróleo da história


 © Getty Images

A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial.

Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia.

A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

A lista de membros inclui a maior parte da Europa Ocidental (como França, Itália, Alemanha e Reino Unido), além de Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Turquia e EUA. O Brasil é considerado um país "em vias de adesão".

Medida 'sem precedentes'

"Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes", declarou o diretor-executivo.

A agência especificou que as reservas de emergência estarão disponíveis no mercado dentro de um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país membro.

Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias.

Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, depois de tê-lo feito em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.

Segundo dados do próprio organismo, seus membros mantêm reservas de emergência superiores a 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões armazenados pela indústria petrolífera em cumprimento de obrigações legais impostas pelos governos.

Os preços dos barris Brent e WTI estavam na faixa dos US$ 60 antes do início da guerra no Irã — um valor relativamente baixo em comparação com dados históricos, devido à oferta abundante.

O conflito chegou a elevar o preço do barril para acima de US$ 100, embora nos últimos dias ele tenha se moderado para a faixa de US$ 80–90.

De todo modo, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, e muitos governos passaram a considerar medidas de contingência caso a crise se agrave.

Irã ameaça com petróleo a US$ 200

O regime do Irã, por sua vez, anunciou anteriormente nesta quarta-feira que pôs fim à sua política de ataques militares recíprocos para se concentrar no bloqueio do Estreito de Ormuz.

Especialistas interpretam essa estratégia como uma tentativa de usar o controle sobre o estreito para pressionar a alta dos preços e aumentar o custo econômico da guerra para os Estados Unidos e seus aliados.

A política de Teerã agora será "ataque após ataque", declarou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do quartel-general do comando militar Khatam al Anbiya, em Teerã, em um comunicado.

Ele afirmou que o Irã não permitirá que "nem um único litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados.

"Qualquer navio ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para que o barril de petróleo chegue a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram."

Preços de 'guerra', segundo Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira o aumento dos preços do petróleo como uma "questão de guerra" e afirmou que os mercados financeiros devem "voltar ao normal" em breve, em declaração à imprensa.

Ele assegurou que suas forças militares "atacaram 28 'navios mineiros' até o momento", fazendo referência a embarcações iranianas supostamente destinadas a atacar navios comerciais com minas em Ormuz.

O Exército dos Estados Unidos, que há dias busca uma forma de neutralizar a ameaça militar ao tráfego marítimo no estreito, sugeriu a possibilidade de ataques iminentes a portos na costa sul do Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) advertiu os civis iranianos para "evitarem imediatamente" todos os portos ao longo do estreito onde operam as forças navais do país.

O Centcom afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para "operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional".

"Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes", diz a mensagem de advertência.

O comunicado especifica que portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam "alvos militares legítimos, segundo o direito internacional".

Anteriormente, o Centcom havia divulgado imagens do que descreveu como 16 navios mineiros iranianos destruídos nas proximidades do estreito de Ormuz.

Trump também declarou nesta quarta-feira — desta vez ao portal de notícias Axios — que a guerra terminará "em breve" e que "praticamente não resta nada para atacar".

"Quando eu quiser que acabe, vai acabar", afirmou.

Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a guerra "continuará por tempo indeterminado".

Ele alegou que o conflito seguirá enquanto for necessário e até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, sejam alcançados, segundo relataram a agência Reuters e o jornal The Times of Israel.

A situação dos produtores no Oriente Médio

Nessa situação, alguns países produtores da região estão tentando encontrar alternativas para lidar com a crise no Estreito de Ormuz.

A Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste–Oeste, enquanto outros Estados petrolíferos do Golfo Pérsico estão reduzindo a produção, informa de Riad, a capital saudita, Sameer Hashmi, correspondente da BBC News no Oriente Médio.

O oleoduto de 1,2 mil km transporta petróleo dos campos do Golfo até os terminais de exportação no Mar Vermelho, o que permite que os embarques evitem o gargalo energético do estreito de Ormuz.

Antes da crise atual, o oleoduto Leste–Oeste saudita transportava cerca de 2,8 milhões de barris de petróleo por dia.

O diretor‑executivo da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, confirmou na terça‑feira (10/3) que agora estão aumentando o fluxo até sua capacidade máxima, de aproximadamente 7 milhões de barris diários, já que os petroleiros estão transferindo as operações de carregamento para os portos no Mar Vermelho.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos produtores do Golfo com oleodutos projetados para contornar parcialmente o Estreito de Ormuz.

O Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pode enviar cerca de 1,8 milhão de barris diários até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã.

Mas, mesmo operando em plena capacidade, os oleodutos administrados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos transportariam menos da metade do petróleo que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

Outros produtores do Golfo que não contam com alternativas semelhantes, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção.

Amin Nasser descreveu a interrupção atual como "a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou".

BBC BRASIL

Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde, aponta Datafolha


 Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O STF (Supremo Tribunal Federal) e o Poder Judiciário atravessam um período de acentuada crise de imagem e confiança perante os brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, a desconfiança nessas instituições atingiu patamares recordes.

Nos últimos meses, tem havido uma combinação de decisões controversas da Justiça, questionamentos éticos no STF e sobre a manutenção de privilégios financeiros conhecidos como penduricalhos.

De acordo com o levantamento, o índice de brasileiros que não confiam no Supremo chegou a 43%, maior taxa registrada desde o início da série, em 2012. Esse número era de 38% na pesquisa anterior, em dezembro de 2024 -desde então, os que confiam muito na corte caíram de 24% para 16%.

O menor índice numérico de brasileiros que confiam muito no STF foi registrado em junho de 2018 (14%), um empate com a situação atual, considerando a margem de erro. Naquela época, porém, os que diziam não confiar no tribunal eram 39%, sendo que 43% diziam confiar um pouco na corte.

O cenário não é diferente para o Poder Judiciário como um todo. A parcela da população que declara não confiar na Justiça saltou de 28% para 36%, também o maior índice da série (que, neste caso, é desde 2017).

Em relação ao STF, o crescimento na desconfiança é acompanhado por uma piora na avaliação do trabalho dos ministros: apenas 23% da população avaliam o desempenho da corte como ótimo ou bom, uma queda significativa em relação aos 32% registrados em dezembro. Em contrapartida, a avaliação ruim ou péssima subiu de 35% para 39%.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil, de 3 a 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

A insatisfação com o Supremo é particularmente alta entre os homens (46%), pessoas com alta escolaridade (45%) e brasileiros com renda superior a 10 salários mínimos, grupo no qual a reprovação ao tribunal atinge 65%.

Na análise por intenção de voto para eleição presidencial, no entanto, observam-se diferenças importantes nas taxas de avaliação do STF entre os eleitores de Lula, do PT (44% estão satisfeitos e 12% insatisfeitos), e de Flávio Bolsonaro, do PL (7% estão satisfeitos e 67% insatisfeitos). Foi o STF quem condenou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado por tentativa de golpe de Estado.

Entre as principais causas para o desgaste do STF em 2026 pode estar o caso Master, que envolve relações suspeitas entre ministros do Supremo e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco.

O episódio atingiu diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O primeiro, que era o relator de um inquérito sobre o Master e havia imposto sigilo total ao caso, deixou a relatoria a pedido após a Polícia Federal identificar que fundos ligados ao banco compraram participação de uma empresa de sua família em um resort de luxo.

Já Moraes viu-se envolvido após perícias da PF revelarem diálogos com Vorcaro por meio de mensagens. Embora isso tenha vindo a público após a realização da pesquisa Datafolha, sabia-se antes que a esposa de Moraes possui um contrato bilionário de prestação de serviços advocatícios com o Master, o que gerou questionamentos sobre a imparcialidade do magistrado.

A percepção pública de falta de limites éticos é corroborada pelos dados do Datafolha sobre a conduta dos ministros do STF.

A pesquisa aponta que a maioria da população defende restrições severas à atuação dos magistrados: 79% discordam que um ministro julgue causas que envolvam clientes de seus parentes; 78% são contra ministros serem sócios de empresas; e 76% rejeitam o recebimento de pagamentos por palestras organizadas por instituições privadas, por exemplo.

Mas a criação de um código de ética formal no STF enfrenta severas resistências internas. Atualmente, a corte se divide entre um grupo que vê o código como uma espécie de salvação para a imagem institucional e outro que considera as regras uma restrição excessiva.

No caso do Judiciário, um ponto de forte desgaste pode ser a persistência dos penduricalhos -auxílios e bônus que permitem a juízes e integrantes do Ministério Público contornar o teto constitucional de R$ 46.366,19. Muitos juízes conseguem com isso remunerações líquidas superiores a R$ 100 mil mensais.

Para combater os penduricalhos, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tem intensificado o monitoramento de folhas de pagamento para barrar benefícios criados sem base legal por tribunais estaduais.

No STF, o debate foca em definir que toda verba de natureza salarial deve obrigatoriamente respeitar o teto constitucional, evitando manobras que inflam os rendimentos. Até agora, no entanto, a agenda tem avançado pouco.

Fonte: Folha de S. Paulo

Petróleo Brent volta a ultrapassar os US$ 100 por barril em meio à guerra no Oriente Médio


Foto: Vahid Salemi/AP

No entanto, a medida não amenizou os temores de uma possível interrupção no fornecimento de energia do Oriente Médio, em um momento em que o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial, está praticamente fechado.

Irã intensificou as tentativas de cortar o fornecimento de petróleo bruto e, na madrugada de quinta, atacou dois petroleiros em águas iranianas. O Iraque já havia anunciado uma redução na produção devido à crise; Kuwait e Arábia Saudita seguiram o exemplo.

Com a alta dos preços do petróleo, as principais bolsas de valores asiáticas voltaram a cair. Foram registradas quedas nas bolsas de valores de Tóquio, Hong Kong, Xangai, Sydney, Seul, Bangkok, Wellington, Singapura, Taipei, Manila e Jacarta. /AFP


Estadão