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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Estrangeiro permanece na B3 apesar de aversão a risco global


 Foto: Reprodução

A bolsa paulista caminha para fechar mais um mês com saldo positivo de capital externo, a despeito da aversão a risco global desencadeada pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que impôs ao Ibovespa o primeiro desempenho mensal negativo desde meados do ano passado.

Até o momento, o Ibovespa acumula declínio de pouco mais de 1% em março, após sete meses seguidos com sinal positivo, período em que acumulou uma valorização de quase 42%.

Dados da B3, porém, mostravam entrada líquida de quase R$ 7,9 bilhões no mercado secundário de ações local em março até o último dia 26, após saldos positivos de cerca de R$ 15,4 bilhões em fevereiro e de R$ 26,3 bilhões em janeiro. Em 2025, as compras superaram as vendas em aproximadamente R$ 25,5 bilhões.

O cenário geopolítico global mais tenso, de fato, arrefeceu o movimento de rotação de portfólios, que vinha ajudando mercados emergentes como o Brasil, em parte por preocupações sobre os reflexos dos preços elevados de energia nas expectativas de inflação e, consequentemente, nas políticas monetárias no mundo.

Mas o Brasil ter uma exposição relevante a commodities, ser um exportador líquido de petróleo, acabou colocando o país em uma posição privilegiada em um momento no qual o preço do barril do petróleo aproximou-se dos US$ 120.

"Já vínhamos com uma visão construtiva para o Brasil no início deste ano e ao longo de todo o ano passado", afirmou à Reuters Rashmi Gupta, gestora de portfólio multiativos no JPMorgan Private Bank, em Nova York, citando entre as razões os valuations atrativos, o cenário de lucros das empresas e o fato do banco central ter espaço para começar a cortar juros. "Esse era o nosso cenário no início do ano."

"Diante do atual ambiente macro e do aumento do risco geopolítico, posso dizer que ampliamos ainda mais nossa alocação em Brasil e realocamos parte de outras posições em mercados emergentes para o país. O Brasil é um dos mercados com exposição relevante a energia e commodities, que pode ser favorecido em um ambiente de alta nos preços do petróleo."

Outro ponto que Gupta considera atrativo no Brasil neste cenário é que o Banco Central já começou a cortar juros. "Talvez um pouco menos do que gostaria inicialmente, mas ainda assim há espaço para vários cortes à frente", afirmou.

O BC começou um aguardado ciclo de corte de juros ao reduzir neste mês a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75% ao ano, mas defendeu cautela para os próximos movimentos. Antes do conflito no Oriente Médio, prevaleciam as apostas de um corte de 0,50 ponto, que foram minguando com petróleo disparando.

"Nossas interações recentes com investidores estrangeiros indicam que o ciclo de afrouxamento monetário continua sendo um importante gatilho específico para o Brasil", afirmou o estrategista-chefe do Itaú BBA, Daniel Gewehr, em relatório recente assinado também por Matheus Marques e Raphael Matutani.

Gewehr ressaltou, contudo, que o início mais lento do que o esperado por parte do BCB levantou algumas dúvidas.

"Acreditamos que alguns investidores têm reduzido ou realocado sua exposição ao país, motivados pelo cenário geopolítico global e pelas preocupações de que os preços elevados de energia - e seu impacto nas expectativas de inflação - possam comprometer a magnitude e a previsibilidade do ciclo de afrouxamento", afirmou no relatório.

Estrategistas do Goldman Sachs também acreditam que o Brasil é um dos países mais bem posicionados em relação a outros mercados emergentes no contexto do conflito no Irã, conforme relatório assinado por Bruno Amorim e equipe.

"Embora o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil tenha sido parcialmente postergado, o cenário-base do Goldman Sachs ainda prevê um corte de 200 pontos-base nos juros ao longo do restante do ano, assumindo que o conflito (no Oriente Médio) seja de curta duração", afirmaram em relatório enviado a clientes na semana passada.

Para analistas do Citi liderados por André Mazini, no longo prazo, os mercados acionários de Brasil e América Latina são refúgios geopolíticos relativamente seguros, que podem permanecer resilientes, já que estão relativamente menos expostos às consequências econômicas, conforme relatório enviado a clientes neste mês.

Petrobras

A gestora do JPMorgan destacou também o fato de a estatal Petrobras ter, até o momento, limitado o repasse do aumento dos preços dos combustíveis aos consumidores, o que pode ser relevante para a dinâmica de inflação no curto prazo e também ajuda a amortecer o impacto sobre o crescimento.

"No curto prazo, o Brasil pode se destacar por sua exposição relevante a energia e, em alguns momentos, por um repasse mais limitado dos preços mais altos — fatores que ajudam a conter pressões sobre a inflação e o crescimento domésticos", afirmou.

Desde o começo da guerra no Oriente Médio, a Petrobras realizou apenas um aumento "tímido", nas palavras dos analistas do Citi liderados por Gabriel Barra, nos preços do diesel, e após o governo zerar tributos federais, enquanto não mudou os preços da gasolina.

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) nesta terça-feira mostravam uma defasagem média de 73% nos preços do diesel da companhia em relação ao mercado internacional, enquanto, no caso da gasolina, essa diferença é de 66%.

Ainda assim, as ações acumulam forte valorização em março, com as preferenciais subindo quase 28%.

Para analistas do UBS BB, a Petrobras ajustará os preços dos combustíveis no segundo trimestre para encerrar o ano dentro da faixa de paridade, conforme relatório enviado a clientes na semana passada, elevando o preço-alvo das ações da petrolífera estatal de R$40 para R$60 e reiterando a recomendação de compra.

Eleições

Gupta avalia que o resultado da eleição presidencial no Brasil em outubro é um possível gatilho para uma "re-rating" (reprecificação para cima) das ações brasileiras. Ela observou que no ano passado muitos investidores entraram em ações brasileiras porque os valuations estavam baratos e os resultados pareciam muito bons, e havia tempo até a eleição.

"A possibilidade de mudança de governo já estava no radar. Mas agora estamos no ano eleitoral. À medida que a campanha avança, esperamos que a volatilidade aumente. Mas devemos conhecer o resultado em outubro, e aí pode surgir essa história de 're-rating", acrescentou.

Para a gestora do JPMorgan, o principal ponto de atenção é a percepção do mercado sobre a disciplina fiscal e a condução da política econômica.

"O Brasil se beneficia da melhora nos termos de troca com a alta dos preços de commodities. Houve avanços significativos na redução da inflação, que está próxima da meta do BC. A autoridade monetária é crível, bastante consciente dos riscos inflacionários e também do nível da dívida em relação ao PIB."

"Se o cenário para a política econômica ou o resultado eleitoral se desviar de forma relevante para uma disciplina fiscal mais fraca, especialmente em um ambiente global desafiador, revisaríamos nossa visão", afirmou.

Reuters
 

STF DIVIDIDO: Fachin admite impasse sobre quem fiscaliza ministros e trava Código de Ética


 Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal FederalEdson Fachin, admitiu que ainda não há consenso dentro da Corte sobre quem deve fiscalizar a conduta dos próprios ministros em um eventual Código de Ética.

A informação é da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles. Durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (31), Fachin destacou que existe resistência entre os integrantes do tribunal quanto à criação de uma comissão responsável por monitorar e eventualmente punir desvios de comportamento. Segundo ele, a definição de quem integraria esse grupo ainda é um dos principais entraves.

O ministro afirmou que, na prática, o principal mecanismo de controle pode ser o próprio constrangimento interno. Para Fachin, ministros que descumprirem regras éticas devem reconhecer erros, fazer autocrítica e corrigir a conduta. “Somos todos seres humanos. Aqui não estava bem. Reconheço isso e vamos voltar para o caminho adequado”, declarou.

Apesar da defesa de um Código de Ética, Fachin ressaltou que a proposta envolve uma mudança cultural dentro da Corte e ainda enfrenta dúvidas entre os magistrados. Parte dos ministros, inclusive, avalia que o momento pode não ser o mais adequado para avançar com a medida.

A expectativa do presidente do STF é que o tema seja discutido ao longo de 2026. O objetivo do código seria estabelecer regras claras de conduta, tanto para proteger a imagem institucional quanto para dar mais segurança aos próprios ministros. No entanto, o debate segue aberto e sem definição.

Metrópoles

‘Novatos’ resolvem, e Brasil bate a Croácia no último amistoso antes da lista da Copa


 ANDRÉ DURÃO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Embalado pelos “novatos” de Carlo Ancelottio Brasil venceu a Croácia por 3 a 1 na noite desta terça-feira (31), em Orlando, no último amistoso antes da definição da seleção que irá para a Copa do Mundo. Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Martinelli marcaram os gols para o Brasil, enquanto Majer descontou para os croatas.

Como foi Brasil X Croácia

Por necessidade ou opção, Carlo Ancelotti escalou o Brasil diante da Croácia com seis mudanças em relação ao time que iniciara contra a França. Bento foi para o gol, Ibañez para a lateral direita, Marquinhos retomou a posição na zaga, Danilo Santos ganhou vaga no meio, e Luiz Henrique e João Pedro foram titulares no ataque. E todos foram bem.

Diante dos croatas, a seleção fez um primeiro tempo consistente, com transições rápidas e pelo menos cinco chances de gol. O Brasil só não saiu para o intervalo com um placar mais sossegado porque o goleiro Livakovic estava em grande noite. Mas nem ele foi capaz de parar o ataque da seleção aos 46, quando Matheus Cunha fez lindo lançamento da defesa para Vini Jr., que arrancou pela esquerda até a linha de fundo e tocou na entrada da área para Danilo Santos abrir o marcador.

No segundo tempo os croatas avançaram um pouco as linhas e passaram a chegar um pouco mais ao gol de Bento. E, conforme o tempo foi passando, os dois técnicos decidiram mexer bastante nas equipes — por acordo, foi permitido até oito substituições em Brasil X Croácia —, o que fez a partida se tornar muito mais voluntariosa.

Majer, aproveitando contragolpe, tocou na saída de Bento para empatar aos 38, mas dois minutos depois Igor Thiago fez 2 a 1 para o Brasil cobrando pênalti sofrido por Endrick. Aos 47, Martinelli ainda marcaria o terceiro.

O que vem pela frente

Agora, é tudo Copa do Mundo. O próximo compromisso de Carlo Ancelotti pela seleção será em 18 de maio, quando o técnico anuncia a lista de 26 convocados para o Mundial.

R7

terça-feira, 31 de março de 2026

Governo do RN adere à proposta do Governo Federal para reduzir preço do diesel


Foto:Foto: Flickr

 O Governo do Estado do Rio Grande do Norte decidiu aderir à proposta do Governo Federal que prevê a subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 arcados pela União e a outra metade pelos estados.

A determinação da governadora Fátima Bezerra ocorreu, logo após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A maioria dos estados decidiu aderir, e a subvenção terá duração de dois meses.

A medida visa conter a pressão sobre o preço do diesel ao consumidor e os efeitos dessa elevação também no custo final de outros produtos e serviços que dependem do combustível, como os alimentos, impactados pelo custo de produção e frete.

Os estados aguardam a publicação da Medida Provisória do Governo Federal com todas as regras, e que prevê a atuação dos órgãos de controle para garantir que essa subvenção chegue de fato à sociedade.

“Uma decisão técnica muito importante, e aqui cabe destacar a sensibilidade do governo federal quanto ao tema, ao discutir com os estados e obter uma alternativa viável. E, claro, temos total interesse em contribuir para que os efeitos desse cenário internacional alheio à nossa vontade sejam minimizados à nossa população”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Ponta Negra News

Secretaria de Saúde realiza ações do Março Lilás em Lajes



Foto: Secom

 O Março Lilás é uma campanha nacional de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero. A iniciativa busca informar a população sobre o vírus HPV, incentivar a realização do exame preventivo (Papanicolau) e promover cuidados relacionados à saúde da mulher.

As ações no município tiveram início no dia 16, com atendimentos na zona rural, no bairro Boa Esperança, por meio da ação Saúde no Campo, que também contemplou atividades de saúde bucal. No dia 17, os atendimentos ocorreram na UBS Aurita Moreira, na comunidade Olho D’água.

O cronograma na zona rural segue até os dias 30 e 31, no Assentamento Três de Maio.

Na zona urbana, também foram realizadas ações nas unidades de saúde UBS Pedro Lopes, UBS Luiz Lopes, UBS Mariana Gomes e UBS Clarice Lima.

Parceria entre Casa dos Ventos e Ypê alcança mais de mil pessoas no R


Foto: Cedida

A parceria entre a Casa dos Ventos e a Ypê, que consiste em um modelo de autoprodução de energia renovável, completa dois anos em 2026, consolidando um conjunto de iniciativas voltadas à geração de energia limpa e ao desenvolvimento de comunidades no Rio Grande do Norte. Ao longo do período, o modelo adotado pelas empresas tem contribuído para a redução significativa das emissões de carbono  com estimativa de evitar cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano , além de impulsionar projetos sociais em áreas próximas ao Complexo Eólico Rio do Vento, alcançando mais de mil pessoas em 2025.

Segundo José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, a partir de um mapeamento prévio a empresa adota medidas para reduzir impactos para o meio ambiente, como a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas renováveis na frota da empresa. No caso do Complexo Eólico Rio do Vento, a capacidade instalada de 1.038 megawatts permite evitar a emissão de cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

A parceria com a Ypê é considerada estratégica para a Casa dos Ventos por se basear em um modelo de autoprodução de energia renovável que atende aos interesses de ambas as empresas, além de gerar impactos sociais e ambientais. Nesse formato, o contrato prevê a participação societária da Ypê no Complexo Eólico Rio do Vento. “Com isso, é possível que as emissões de CO₂ do fabricante de produtos de limpeza, no caso a Ypê, sejam contabilizadas também dentro de sua cadeia de valor”, disse.

Para Gustavo de Souza, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inteligência Industrial da Ypê, “a parceria com a Casa dos Ventos tem nos permitido avançar na descarbonização da nossa operação ao mesmo tempo em que impulsiona oportunidades no Rio Grande do Norte. Esse modelo une eficiência, segurança energética e impacto ambiental, valores que fazem parte da maneira como atuamos”.

Parcerias pelo Clima

Por meio do Edital Parcerias pelo Clima, a Casa dos Ventos apoia projetos socioambientais que fortalecem a geração de emprego e renda, educação ambiental, acesso à cultura, esporte, fortalecimento da participação feminina e segurança alimentar, como como o incentivo à agricultura familiar — com atividades como criação de caprinos e ovinos, avicultura e produção de mel.

Os projetos contam com suporte técnico e receberam, no último ano, investimentos entre R$ 30 mil e R$ 50 mil cada. As iniciativas apoiadas pelo edital apresentam índices de satisfação superiores a 90%.

Entre os destaques do ciclo de 2025 está o projeto Kurta na Kombi, que percorreu cinco municípios potiguares com oficinas e sessões de cinema ambiental, beneficiando diretamente cerca de 600 pessoas e alcançando outras 1.800 de forma indireta.

Outro exemplo é o Projeto Sistema de Reúso de Águas Cinzas, implantado na comunidade de Boqueirão, em Ruy Barbosa (RN), que beneficia 24 famílias com a instalação de filtros biológicos capazes tratar água proveniente de pias, chuveiros e torneiras, possibilitando seu reaproveitamento seguro na irrigação e produção de alimentos.

Segundo a Casa dos Ventos, os projetos inscritos no edital passam por um processo interno de avaliação, com critérios voltados à viabilidade e ao impacto nas comunidades. “A gente olha a capacidade da organização social em executar, o engajamento das pessoas e o quanto o projeto pode gerar valor para a comunidade”, afirma Borges.

RN como polo estratégico

Para José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, o RN é considerado um estado estratégico para as operações da empresa, que concentra a maior parte de seus empreendimentos em território potiguar. “São quatro parques em operação, então a gente é muito bem recebido. A facilidade logística do Rio Grande do Norte permite que a gente consiga penetrar no território”, conta José Borges.

Segundo a Casa dos Ventos, o volume de empregos gerados no Complexo Eólico Rio do Vento varia de acordo com a fase dos projetos.

Durante a implantação de um parque eólico, o número de trabalhadores pode chegar a até 2.500, acompanhando o pico das obras. Já na fase operacional, após a conclusão da instalação, cada parque mantém uma equipe média de 40 a 45 profissionais.


De acordo com o gerente, a disponibilidade de vento em regiões expressivas, aliada às parcerias com o poder público e com clientes contribui para consolidar o estado como um polo relevante para a geração de energia renovável.
TRIBUNA DO NORTE

Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump


 © JACK GUEZ

Ataques aéreos intensos dos Estados Unidos e Israel atingiram instalações militares, danificaram um importante local de culto e causaram cortes de energia no Irã nesta terça-feira(31), depois que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou destruir suas usinas elétricas.

Apesar dos esforços diplomáticos, a guerra no Oriente Médio não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos. 

Imagens de vídeo verificadas pela AFP mostraram pelo menos duas fortes explosões e colunas de fumaça em Isfahan, no centro do Irã. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram. 

Sem fazer comentários, Trump publicou outro vídeo em sua rede Truth Social, cuja autenticidade a AFP não conseguiu confirmar, que mostra fortes explosões. 

A agência de notícias Fars havia relatado "diversas explosões" e cortes de energia "em algumas áreas" de Teerã. 

A agência de notícias Tasnim mencionou explosões no leste e oeste da capital, além de cortes de energia que foram posteriormente resolvidos. 

Pouco antes dos relatos, o Exército israelense pediu aos moradores de um bairro de Teerã que permanecessem em suas casas devido a um possível ataque à "infraestrutura militar". 

Moradores da capital iraniana disseram à AFP nos últimos dias que não tiveram outra escolha a não ser se apegar às suas rotinas, dominados pela ansiedade dos constantes bombardeios. 

"Ultimamente, tenho ficado em casa quase o tempo todo e só saio se for absolutamente necessário", disse Shahrzad, uma dona de casa de 39 anos. 

"Às vezes, me pego chorando em meio a tudo isso. Sinto falta dos dias normais... De uma vida em que eu não precisava pensar constantemente em explosões, morte ou na perda de meus entes queridos", lamentou.

- Abram o Estreito de Ormuz "imediatamente" -

As mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. 

Publicamente, no entanto, Trump ameaçou o Irã com ataques às suas instalações energéticas caso as negociações não cheguem a uma conclusão bem-sucedida "rapidamente" e se o país não desbloquear o estreito "imediatamente", por onde transita um quinto dos hidrocarbonetos do mundo. 

Ele mencionou a ilha de Kharg, onde fica o maior terminal de petróleo do Irã, como alvo, e não descartou uma operação terrestre contra ela, bem como contra suas usinas de energia, poços de petróleo e "talvez todas as usinas de dessalinização". 

De fato, a imprensa iraniana noticiou na terça-feira que uma dessas usinas de dessalinização na ilha de Qeshm, em Ormuz, foi desativada devido a um ataque. 

O governo iraniano também informou que os ataques tiveram como alvo uma empresa farmacêutica que fabrica medicamentos contra o câncer.

- Retaliação no Golfo e em Jerusalém 

Em meio ao cerco ao seu território, o Irã também continuou disparando durante a noite, especialmente contra "agressores inimigos" no Golfo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo exército israelense. 

Em Dubai, explosões foram ouvidas novamente pela manhã, segundo jornalistas da AFP no local. Lá, quatro pessoas já haviam ficado feridas por destroços de foguetes durante uma interceptação de defesa aérea, enquanto um petroleiro com bandeira do Kuwait foi atingido por um ataque de drone perto do porto. 

A Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone.

"Incidentes muito graves" 

Segundo o WSJ, Trump disse a seus assessores mais próximos que está preparado para interromper sua campanha militar, acreditando que forçar a reabertura do Estreito de Ormuz prolongaria o conflito "para além do prazo de quatro a seis semanas". 

Caso a diplomacia falhe, o magnata planeja pedir a seus aliados europeus e do Golfo que forcem a reabertura do estreito, disseram autoridades americanas ao jornal. 

Mas, contrariando as exigências do republicano, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um projeto de lei para impor pedágios a navios que transitam pelo estreito e proibiu a passagem para os Estados Unidos e Israel, de acordo com a mídia estatal. 

A guerra envolveu diversos outros países do Oriente Médio, incluindo o Líbano, depois que o grupo islamista Hezbollah atacou Israel em solidariedade ao Irã no início de março. 

Em Nova York, a ONU realizará uma reunião de emergência do seu Conselho de Segurança nesta terça-feira, às 14h00 GMT (11h00 em Brasília), na sequência dos "incidentes muito graves" em que três soldados de paz indonésios da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foram mortos.

burs-jfx/fox/mas/arm/fp/jc

AFP

Subvenção do diesel: SE e RS confirmam adesão para baratear combustível


 Ilustração gerada por IA

Rio Grande do Sul e Sergipe formalizaram na última segunda-feira (30) a adesão à subvenção de R$ 1,20 na importação do diesel proposta pelo governo federal. A expectativa é que os demais estados anunciem nesta terça-feira (31) se vão aderir ou não à medida.

São Paulo ainda não formalizou se irá aderir ou não à medida mas, segundo informou a CNN, o estado deve aceitar a proposta de subvenção federal.

De acordo com o governo gaúcho, a medida deve ter início a partir da edição de medida provisória pelo governo federal e duração de dois meses. Em nota, a gestão estadual afirmou que a limitação de tempo da iniciativa garante maior previsibilidade orçamentária para o estado.

“O governo do Estado reconhece a importância de garantir maior previsibilidade ao custo do combustível, a fim de evitar prejuízos à produção agrícola e reduzir impactos inflacionários para a população, mas reforça a importância do caráter temporário da medida sob pena de afetar a prestação de serviços públicos”, disse o Rio Grande do Sul no comunicado.

Sergipe, por sua vez, reforçou que a proposta tem caráter limitado e não prorrogável. “A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis”, disse.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou que deve aderir à subvenção. Na última segunda-feira (30), o chefe do Executivo estadual disse que a medida é "razoável".

No fim de semana, o Piauí, que é governado por Rafael Fonteles (PT), também indicou ser favorável à medida do governo federal.

“É uma iniciativa que pede a união de esforços entre o Governo Federal e os estados para que consigamos mitigar os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira. A ideia é que isso reflita no valor final para o consumidor, garantindo o seu poder de compra”, diz o secretário da Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, em nota.

As secretarias de Fazenda estaduais se reuniram com o governo federal na semana passada para discutir a viabilidade da subvenção. Após a reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse que "um conjunto grande de estados sinalizaram a concordância e a sinalização definidora de que vão contribuir " com as medidas, mas não divulgou números.

A medida prevê a concessão de subvenção econômica no valor total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel importado, composta por contribuição da União no montante de R$ 0,60 por litro e dos estados e do Distrito Federal no mesmo valor por meio de dedução mensal no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

   CNN

Irã diz ter atacado alvos dos EUA em Emirados Árabes e Bahrein


  Reuters

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta terça-feira (31) que realizou ataques contra alvos militares americanos nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

Segundo o comunicado divulgado pela força, drones e mísseis balísticos atingiram um ponto de encontro de fuzileiros americanos na costa dos Emirados Árabes Unidos, além de um sistema antidrone da Marinha dos EUA nos arredores do Aeroporto de Manama, no Bahrein.

Dois radares avançados de alerta antecipado na base americana Jaber al-Ahmad também foram destruídos, segundo o Irã.

A Marinha da Guarda Revolucionária afirma que o Estreito de Ormuz está sob controle total da força e que qualquer movimentação de inimigos seria atacada com mísseis e drones.

Os Estados Unidos, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos não se pronunciaram sobre os ataques até o momento.

O comunicado não detalhou o número de vítimas, feridos ou danos às embarcações, e não houve confirmação independente das alegações iranianas.

CNN