Ora quem diria, MTST rogando pela liberdade dos presos “políticos” do mensalão. Veja só como a vida é difícil e injusta para estes coitados, muitos deles foram presos políticos no regime militar e agora são novamente intitulados presos “políticos” em plena democracia aberta. O país realmente não é bom para estes coitados que tem feito tão bem para o povo, afinal de contas algumas dezenas de milhões desviados para comprar o congresso federal é coisa pouca, não?
Uma faixa de apoio aos mensaleiros causou polêmica antes do início de um ato dos sem-teto no Largo da Batata, Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, e quase esvaziou o protesto. Ativistas da Frente Nacional de Lutas (FNL) pretendem caminhar até a Avenida Paulista para pedir mais investimentos na reforma agrária e na agricultura familiar. Cerca de 1.000 pessoas participam da manifestação, que saiu do ponto de concentração às 11h40m. A avenida Paulista chegou a ter uma das pistas fechadas, entre as ruas Augusta e Consolação.
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O ato tem o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), do Sindicato dos Químicos e do Sindicato dos Metroviários, cada um com uma pauta específica, que vai do pedido de liberdade a dois manifestantes que foram presos em protestos à readmissão de 42 funcionários do Metrô que foram demitidos depois que a greve que fizeram foi considerada ilegal.
Ao chegarem ao Largo da Batata, um grupo de pessoas ligadas à FNL, cuja marcha começou 24 dias atrás em Assis, no interior de São Paulo, carregavam uma faixa com os dizeres: “Liberdade aos presos políticos do PT”. Embaixo da frase, havia os nomes de José Dirceu e José Genoíno, condenados à prisão no processo do mensalão.
Sindicalistas da USP disseram que eram contra a faixa, pois não apoiam essa demanda. Decidiram então, fazer uma assembleia, na qual foram votadas duas propostas: abandonar o protesto ou ficar no ato e confeccionar uma nova faixa, contra a liberdade dos mensaleiros.
- A maioria prefere continuar no ato. Tenho um pano aqui. Em meia hora a gente faz outra faixa – disse o presidente do Sintusp, Magno de Carvalho.
Não foi preciso recorrer às tintas. Um dos coordenadores da FNL, Carlos Lopes, caminhou até o local onde estava o grupo dissidente e entregou a eles a faixa de apoio aos petistas presos, já enrolada.
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- O grupo chegou a um consenso e decidiu retirar a faixa para manter a unidade do ato – afirmou Lopes.
Os sem-teto reclamam que o governo de Dilma Rousseff (PT) fez poucos assentamentos. Em uma carta aberta à população, afirmam que em oito anos do governo Lula houve 94.709 assentamentos, enquanto nos primeiros quatro anos de Dilma foram 3.472.
A intenção do grupo era entregar um documento com suas pautas no escritório da Presidência da República. Uma comissão formada por integrantes do MTST, dos sem terra liderados por José Rainha, e por dirigentes dos sindicatos dos metroviários e da USP entraram no prédio da Presidência, onde protocolam um pedido de audiência com a presidente Dilma Rousseff e entregam uma carta de reivindicações. Não há registro de incidentes. (Com Agência O Globo)
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