Empresas podem deixar investimentos no RN por causa de “Operação Lava-Jato”


Administração da Arena das Dunas pode ser repassada pela OAS - fotospublicas.com

fonte: O mossoroense 

A Agência Estado trouxe a notícia de que a OAS pretende se desfazer da participação na Arena das Dunas e o consórcio Engevix também tem o desejo de se afastar da administração do aeroporto internacional Governador Aluízio Alves, localizado em São Gonçalo do Amarante.
Em comum as duas empresas têm envolvimento em irregularidades identificadas pela “Operação Lava-Jato”.
De acordo com a reportagem, por conta disso essas e outras empresas estão sem crédito na praça e com caixa apertado. O interesse das construtoras envolvidas é colocar ativos fora do ramo da construção à venda.
O objetivo é fazer uma reorganização societária nas recentes concessões de aeroportos e estádios.
Além da Arena das Dunas, a OAS pretende se desfazer da participação na Invepar, que é dona da concessão do aeroporto de Guarulhos, de negócios de saneamento e também da participação na Arena Fonte Nova, construída para a Copa do Mundo. 
Já a Engevix também é sócia do aeroporto de Brasília, que junto com o de Natal custaram quase R$ 2 bilhões.
Conforme a reportagem, os equipamentos estão sendo cobiçados pelos bancos de investimentos, que têm feito propostas para assessorar a empresa na venda dos ativos. Alguns potenciais compradores já foram até sondados, mas uma fonte próxima à companhia diz que não há qualquer intenção de se desfazer desses ativos, já que além de os aportes necessários já terem sido feitos, as concessões estão começando a ter receita.
Outra informação é a de que a Engevix está prestes a fechar a venda de sua empresa de energia para seu sócio norueguês, a SN Power.
O fato de não ter dívidas de curto prazo alivia a situação da Engevix, já que os bancos se fecharam e não estão concedendo crédito às construtoras envolvidas na “Lava-Jato”. Mas outras construtoras estão em situação mais grave, como é o caso da OAS, que já nos primeiros dias do ano deixou de pagar R$ 116 milhões em juros e dívidas. A empresa anunciou na segunda-feira, 5, que está fazendo um plano de reestruturação, que inclui a venda de ativos.
O grupo OAS tem hoje na Invepar um de seus principais investimentos. A empresa tem 25% da sociedade que está à frente de 12 concessionárias, entre elas o aeroporto de Guarulhos, rodovias e metrôs. Seus sócios no negócio são os fundos de pensão do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa, cada um deles com 25% do negócio. Uma fonte ligada a um desses fundos diz que há limitação da participação das fundações no negócio, mas a depender do preço e do novo eventual sócio, pode haver interesse na compra.
A OAS não quis comentar o assunto e reenviou a nota divulgada segunda-feira, quando deixou de pagar parte da dívida. De acordo com fontes do mercado financeiro, as concessões na área de saneamento da OAS são as que devem ser vendidas mais rapidamente, e os negócios mais robustos estão sendo oferecidos para mostrar ao governo federal que as companhias estão dispostas a cooperar. Um estudo feito pelo governo mostra que o total das dívidas das empresas envolvidas na operação chegaria a R$ 130 bilhões, o que representa 10% do mercado de crédito. Em caso de inadimplência em cascata, levaria a uma crise sistêmica no setor bancário.

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