Waldemir Barreto/AgĂȘncia Senado
“A Lei Complementar 105, aprovada em 2001, estabelece como competĂȘncia das comissĂ”es permanentes do Parlamento — no objetivo exclusivo, na competĂȘncia exclusiva da comissĂŁo — poder quebrar, inclusive, sigilo”, disse Renan.
A declaração ocorreu apĂłs reuniĂŁo de um grupo de senadores com o diretor-geral da PolĂcia Federal, Andrei Rodrigues, na sede da PF, para solicitar colaboração e informaçÔes sobre a fraude envolvendo o Banco Master.
Em dezembro, o ministro Dias Toffoli havia imposto um regime severo de sigilo sobre o caso.
Apesar disso, Renan destacou que, antes de qualquer quebra de sigilo, a medida precisa ser votada em plenĂĄrio. “Mas nĂłs podemos, na forma da Lei Complementar 105, requisitar — e estamos requisitando — qualquer informação”, afirmou.
Segundo o senador, a fiscalização do sistema financeiro nacional é uma atribuição da CAE. O objetivo é utilizar as informaçÔes obtidas para aprimorar a legislação, a regulação e a fiscalização.
“NĂłs queremos sĂł ajudar. Ajudar em que sentido? Ajudar no sentido de aprimorar a legislação para que isso nĂŁo volte a acontecer e ajudar no sentido de elucidar cada vez mais, avançar nessa investigação, para que os responsĂĄveis sejam punidos”, concluiu.
Renan Calheiros avaliou que a reuniĂŁo com a PF foi “muito proveitosa”. Segundo o presidente da CAE, o diretor-geral se comprometeu a possibilitar o acesso a algumas partes do processo e oferecer assessoramento tĂ©cnico, com o objetivo de agilizar a obtenção das informaçÔes necessĂĄrias para avançar nas investigaçÔes sobre o Banco Master.
O grupo de senadores jå solicitou documentos ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao BC (Banco Central). Após o encontro com a PF, deve pedir também ao STF (Supremo Tribunal Federal).
“NĂłs decidimos visitar todos os ĂłrgĂŁos. SĂł teremos capacidade de apurar as irregularidades e propor mudanças na legislação se tivermos acesso Ă s informaçÔes”, disse o senador Izalci Lucas (PL-DF).
CNN
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