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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Trump avalia ataque maior ao Irã, caso ação limitada ou diplomacia falhem


  imagens: REUTERS

O presidente Donald Trump disse a assessores que, caso a diplomacia ou qualquer ataque inicial direcionado dos Estados Unidos não leve o Irã a ceder às suas exigências de abandonar seu programa nuclear, ele considerará um ataque maior nos próximos meses, com o objetivo de tirar do poder os líderes do país, segundo pessoas informadas sobre as deliberações internas do governo ouvidas pelo New York Times.

Novas rodadas de negociações entre representantes iranianos e americanos devem acontecer na próxima quinta-feira (26) em Genebra, na tentativa de evitar o confronto militar entre os dois países. No entanto, Trump segue avaliando opções, caso a diplomacia ou as negociações não sejam bem-sucedidas.

De acordo com fontes ligadas ao governo americano, o Republicano ainda não teria tomado a decisão final sobre um ataque ao Irã, mas estaria inclinado a realizar um "ataque limitado" nos próximos dias, com o objetivo de pressionar os líderes iranianos a abrir mão da capacidade de enriquecimento de urânio e, consequentemente, da capacidade de produzir uma arma nuclear.

A apuração do New York Times aponta que os alvos considerados para esses ataques vão desde a sede da Guarda Revolucionária do Irã até instalações nucleares do país e o programa de mísseis balísticos.

Trump teria dito a assessores que não descartaria a possibilidade de um ataque militar ainda neste ano com o propósito de derrubar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Nos bastidores, uma nova proposta está sendo avaliada por ambos os lados e poderia evitar um conflito militar. O texto incluiria um programa de enriquecimento nuclear limitado ao Irã, que poderia fazê-lo apenas para fins de pesquisa e tratamentos médicos.

No domingo (22), o Irã sinalizou que estaria disposto a fazer concessões em seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções impostas ao país. Segundo a agência Reuters, Teerã consideraria enviar metade do urânio enriquecido para o exterior, diluir o restante e participar da criação de um consórcio regional de enriquecimento nuclear pacífico.

Essa seria a primeira vez que o Irã estaria oferecendo concessões, o que foi visto por especialistas como uma maneira de o país tentar manter a diplomacia viva e evitar ataques dos EUA.

Não está claro se ambas as partes concordariam com os termos dessas concessões tanto da parte do Irã como da parte dos EUA. No entanto, a proposta surge no momento em que dois grupos de porta-aviões e dezenas de caças, bombardeiros e aeronaves de reabastecimento estão se posicionando a uma distância de ataque do Irã.

A Casa Branca recusou-se a comentar sobre o processo de tomada de decisão de Donald Trump.

“A mídia pode continuar a especular sobre o que o presidente está pensando o quanto quiser, mas somente o presidente Trump sabe o que ele pode ou não fazer”, disse Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca, em um comunicado.

Ainda segundo o New York Times, Steve Witkoff, enviado especial do presidente, disse à Fox News que a “direção clara” de Trump para ele e Jared Kushner, seu co-negociador e genro do presidente, era que o único resultado aceitável para um acordo seria que o Irã avançasse para “enriquecimento zero” de material nuclear.

CNN



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