Foto de Redes socias
As declarações feitas sobre a UPA Edvan Segundo Lopes são irresponsáveis, levianas e desrespeitosas com a população de Lajes.
Comparar uma unidade de saúde a “um pé de algaroba” não é apenas uma crítica política é um ataque direto às pessoas que dependem do serviço público para sobreviver. É uma fala que revela desprezo por quem precisa de atendimento médico de urgência e não tem plano de saúde particular.
Primeiro ponto:
Dizer que a UPA “não existe no papel” é uma afirmação vazia. Uma unidade pública só funciona com cadastro nos sistemas oficiais, alimentação de dados, produção informada ao Ministério da Saúde e repasse via Fundo Municipal de Saúde. Não existe repasse sem registro, não existe produção sem sistema, não existe custeio sem formalização. Isso é básico na gestão pública.
Segundo ponto:
Comparar o funcionamento de uma UPA com “botar um médico debaixo de uma algaroba” demonstra desconhecimento — ou má-fé. Uma UPA é estrutura de urgência e emergência, com protocolos, equipe multiprofissional, classificação de risco, medicamentos, equipamentos e capacidade de estabilização de pacientes. Não é improviso. Não é atendimento rural eventual. É política pública estruturada.
Terceiro ponto:
Sobre valores: usar números soltos como “120 mil para hospital” versus “6 milhões para UPA” sem explicar custeio anual, folha de pagamento, medicamentos, plantões, insumos e estrutura é uma tentativa clara de manipular a opinião pública. Saúde custa caro porque salvar vidas exige estrutura, profissionais e responsabilidade.
Mais grave ainda é usar um meio de comunicação que opera sob concessão pública para disseminar esse tipo de narrativa distorcida. Concessão pública não pode ser instrumento para minimizar crises artificialmente ou atacar serviços que atendem justamente os mais vulneráveis.
É fácil desmerecer o SUS quando se tem plano de saúde privado.
Difícil é olhar nos olhos da população que precisa de atendimento às 2h da manhã e dizer que a unidade é “como um pé de algaroba”.
A UPA Edvan Segundo Lopes não é símbolo de improviso.
É símbolo de acesso.
É símbolo de atendimento a quem não pode pagar.
É símbolo de dignidade.
Criticar é legítimo.
Mas atacar sem fundamento é agressão à cidade.
E a população de Lajes merece respeito.

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