Quando a rádio deixa de ser comunitária

 

Uma frase dita ao vivo na Rádio Comunitária Alzirana, em Lajes, reacendeu um debate que já circulava entre os ouvintes: até que ponto a emissora mantém, de fato, o compromisso com a pluralidade?

Ao declarar que “pra ser igual ao Galeguinho tem que trabalhar”, o locutor ultrapassou a linha da opinião pessoal e entrou no terreno da exaltação direcionada. Não foi apenas um comentário  foi uma comparação pública com peso político.

Uma rádio comunitária deve abrir espaço para todos os lados, garantir equilíbrio e evitar favoritismos. Quando há destaque recorrente para um grupo e ausência de contraponto, o que deveria ser comunicação comunitária passa a soar como promoção seletiva.

O microfone é uma concessão pública. E concessão pública exige responsabilidade.

A comunidade merece informação, não direcionamento.

Postar um comentário

0 Comentários