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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza nesta terça-feira (13) a eleição para definir os novos presidente e vice-presidente do Tribunal. A ocupação desses cargos segue um rodízio pelo critério de antiguidade e, por isso, a votação é considerada apenas um ritual simbólico.
O ministro Kássio Nunes Marques assumirá a presidência, enquanto André Mendonça será o vice. Ambos são os representantes do STF na corte eleitoral e foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Será a primeira vez que um magistrado indicado por ele comanda o tribunal.
A nova chapa será responsável por fiscalizar as eleições de 2026, atuando como o principal organizador do processo eleitoral, que vai desde a pré-campanha, registro das candidaturas, até a divulgação das pessoas eleitas.
As resoluções com as normas que vão reger o pleito deste ano já foram aprovadas em março e tiveram Nunes Marques como relator.
Entre as novidades estão o endurecimento das regras sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas, a obrigatoriedade de recursos proporcionais para candidaturas indígenas, previsão de transporte especial para pessoas com deficiência ou indígenas no dia da eleição.
A votação desta terça marca o primeiro passo para a transição de gestão, na qual ocorrem o compartilhamento de dados e o planejamento logístico do pleito com os tribunais regionais eleitorais. Uma cerimônia de posse dos ministros ainda será agendada.
Pelo regimento, Cármen poderia ficar na presidência da Corte até o dia 3 de junho, mas preferiu antecipar a saída.
No anúncio, ela afirmou que a troca de presidência, quando muito próxima à data das eleições, compromete a "tranquilidade administrativa" necessária para o processo eleitoral. Ela destacou que dirigentes novos sempre têm que montar suas equipes de confiança e definir as orientações aos pontos mais sensíveis da administração.
CNN
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