Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP
As forças armadas dos Estados Unidos lançaram ataques de retaliação “poderosos” contra o Irã nesta quarta-feira, 29, marcando as primeiras ofensivas em solo iraniano em quase uma semana.
“Os ataques são uma resposta poderosa às tentativas de ataques iranianos de ontem contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom).
“Vamos dar uma surra neles”, disse Trump, segundo o correspondente-chefe de assuntos internacionais da emissora Fox News, Trey Yingst. “Vamos atacá-los com força”, acrescentou. A Fox News afirmou ainda que a ameaça de Trump foi “repleta de palavrões”.
A declaração foi divulgada pouco após a imprensa iraniana informar sobre bombardeios americanos contra uma cidade no noroeste do país e abalou as esperanças de que um cessar-fogo, mantido desde sábado, 25, pudesse permitir a retomada das negociações.
A Arábia Saudita e os EUA anunciaram nesta quarta-feira bombardeios contra grupos armados no Iraque, depois que, durante dois dias, as autoridades sauditas relataram ataques de drones contra suas instalações petrolíferas.
O Irã, por sua vez, lançou mísseis contra bases militares americanas na Jordânia. “Enquanto continuarem as ameaças contra a República Islâmica do Irã (...) a resistência continuará”, afirmou a Guarda Revolucionária em um comunicado.
No fim da noite, o Comando Central informou que as forças americanas concluíram com êxito a “intensa onda de ataques”.
As forças dos Estados Unidos atingiram dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, locais de vigilância e defesa costeira e capacidades marítimas, disse o Centcom, em comunicado.
“Os ataques visavam reduzir ainda mais as ameaças representadas pelo Irã e seus grupos aliados às forças americanas, ao transporte marítimo comercial e aos países vizinhos do Golfo”, acrescenta a nota. “Mais de 50.000 militares dos Estados Unidos estão atualmente mobilizados no Oriente Médio e permanecem em estado de alta vigilância, foco, letalidade e prontidão.” / AFP
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