REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool

O ministro das Relações Exteriores do Irã descartou, neste domingo (23), a ameaça de novas sanções dos Estados Unidos como um sinal de desespero e afirmou que as novas medidas previstas não conseguiriam derrotar Teerã.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que deve dar uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24), ameaçou impor “as sanções mais duras da história” ao Irã.

A economia do Irã já está sob enorme pressão devido às sanções internacionais, sua infraestrutura tem sido alvo de ataques repetidos e milhares de pessoas foram mortas em ataques aéreos contra a República Islâmica desde que os EUA e Israel lançaram ataques em 28 de fevereiro.

Mas Teerã continua desafiadora após quase seis meses de guerra e praticamente paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, recusando-se a permitir que petroleiros não autorizados transitem por uma via navegável que é vital para os embarques globais de petróleo. O bloqueio efetivo do estreito elevou os preços globais do petróleo.

Descrevendo o que chamou de “cenários repetitivos”, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em um vídeo publicado no Telegram: “O fato de que eles (os líderes dos EUA) tenham passado das operações militares [...] para trazer à tona os mesmos planos de sempre mostra que estão desesperados.”

Ele afirmou que Washington deve dialogar com o Irã de forma respeitosa para encontrar “uma solução baseada na justiça e na honra”.

“Nunca tivemos medo. Todas as ações deles — sejam bloqueios ou outras medidas militares que tomaram — fracassaram, e essa nova iniciativa deles também fracassará”, disse ele.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou sobre consequências econômicas contra qualquer país que forneça “qualquer tipo de apoio vital ao Irã”, e Bessent pediu que a China, que compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler, coopere com Washington. A China defendeu a via diplomática e afirmou que guerra econômica não seria boa para nenhuma das partes.

CNN