Coreia do Norte nega responsabilidade por explosão de mina na fronteira com a Coreia do Sul


 Foto: AFP

A Coreia do Norte negou a acusação de Seul de que Pyongyang seria responsável pela explosão de uma mina na zona desmilitarizada ocorrida na semana passada . A declaração foi feita, nesta quarta-feira, 30, por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial do país, a KCNA.

A Coreia do Sul chamou o incidente da segunda, 21, de “violação do armistício” e anunciou “medidas correspondentes”. Três soldados ficaram feridos; um deles perdeu o pé. A explosão aconteceu na Zona Desmilitarizada (DMZ), uma área de 4 km de largura que divide a península por quase 250 km desde 1953.

Yo-jong chamou a acusação sul-coreana de “mesquinha e suja demais, como convém às tribos da República da Coreia”.

Horas após a publicação da nota, o Comando das Nações Unidas, que administra o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, afirmou que uma investigação conduzida em conjunto com Seul “identificou uma mina antipessoal ativa pertencente à República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) no lado da República da Coreia da Linha de Demarcação Militar”.

“Com base nas conclusões da investigação, o Comando das Nações Unidas entendeu que houve uma violação do Acordo de Armistício”, finalizou.

O Exército sul-coreano exigiu “veementemente” um “pedido de desculpas e medidas responsáveis”.

A DMZ é uma das fronteiras mais fortificadas do mundo, e incidentes com minas terrestres já exacerbaram as tensões entre as duas Coreias.

O ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, disse que as forças armadas do país “têm à sua disposição uma série de medidas necessárias”, sem dar mais detalhes. No dia anterior, ele disse que as minas norte-coreanas ligadas ao incidente de 21 de setembro teriam sido colocadas como parte do trabalho de fortificação da fronteira de Pyongyang.

Yo-jong, por outro lado, diz que a Coreia do Sul está “fabricando” falsas acusações como pretexto para uma provocação política e militar contra a Coreia do Norte. /AFP

Postar um comentário

0 Comentários