Eita que o palanque chegou! E, com ele, também começa aquela velha receita eleitoral que os lajenses já conhecem de outros carnavais: discurso emocionado, voz embargada,uma cena digna de um oscar;
É quase uma atuação digna de prêmio. No palco, o político incorpora o personagem, muda o tom de voz, faz cara de sofrimento, lembra do povo e tenta arrancar aplausos e, se possível, algumas lágrimas para emocionar a plateia é claro,
Mas calma lá! Sabe de nada, inocente!
O eleitor lajense já aprendeu a assistir ao espetáculo com os dois olhos bem abertos. A população conhece os personagens, lembra dos discursos anteriores e sabe que política não se faz apenas com microfone, palanque e emoção.
Porque depois que termina o comício, desmontam o palco, guardam o equipamento de som e as luzes se apagam, sobra uma coisa que nenhum discurso consegue esconder: a memória do povo.
E essa memória não funciona de quatro em quatro anos.
Quem aparece somente quando a eleição se aproxima pode até tentar vender emoção como novidade. Mas, para quem vive em Lajes, a pergunta continua sendo simples: onde estava durante o restante do tempo?
O palanque pode até produzir (EMOÇÕES). Pode produzir aplausos. Pode render vídeos bonitos para as redes sociais.
Mas não apaga os 8 anos de abandono de quem o fez um político, o POVO.
Em Lajes, o eleitor já não parece tão disposto a comprar qualquer narrativa embalada em teatro e palavras bonitas. O povo observa, compara, lembra e, principalmente, tira suas próprias conclusões.
Então, aproveitem o palanque.Aproveitem o microfone. Aproveitem o espatáculo de faz de conta.
Porque, depois que a campanha termina, o espetáculo acaba.
E aí não tem roteiro, não tem atuação e não tem chororô que segure a memória do povo.
Em Lajes, o palco pode ser montado de quatro em quatro anos.
Mas quem dá a nota é o POVO.
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