a velha política voltou a se mexer em lajes e parece estar incomodada
Pense num aperreio.
A velha política, aquela das antigas, lembram? Parece ter saído novamente das tumbas algumas até pareciam bem acomodadas e resolveu voltar à cena política de Lajes.
Ou melhor: resolveu tentar voltar.
sessão extraordinária nas pirâmides: politicos travestidos como a solução do momento como ser o melhor para Lajes SQN... agora é apresentado o projeto nas tumbas de faraó em terras Lajenses.
Calma. Antes que alguém leve a sério demais, é apenas uma provocação diante do cenário político que começa a se desenhar.
Nas ruas, nos bairros e nas conversas de quem acompanha a política lajense, começa a ganhar força a percepção de que velhos métodos estão sendo reciclados para tentar produzir um novo muído.
A fórmula é conhecida: muita movimentação, muito barulho, muita interpretação e, principalmente, uma enorme vontade de transformar qualquer procedimento administrativo em um episódio de proporções políticas.
E aqui vale separar alhos de bugalhos.
Fiscalizar é obrigação. Cobrar esclarecimentos é legítimo. Questionar atos da administração pública faz parte da democracia e isso é lógico.
O problema começa quando o documento deixa de ser documento e passa a funcionar como roteiro de uma narrativa política.
Quando um procedimento administrativo é apresentado como se fosse uma crise monumental.
Quando uma recomendação vira “denúncia”.
Quando uma dúvida tenta ser travestida de “escândalo”.
E quando aquilo que está escrito oficialmente parece ser menos importante do que a interpretação escolhida para circular nos consórcios.
Aí, convenhamos, já não estamos falando apenas de fiscalização.
Estamos falando de política.
E vem a pergunta que começa a ecoar em Lajes:
A quem interessa transformar tudo em crise?
Imagina aí.
Para quem acompanha a trajetória de Felipe Menezes à frente do Executivo lajense, o movimento atual remete a uma fórmula que a política tradicional conhece muito bem: utilizar diferentes espaços, estruturas, discursos e serviços mindiáticos tal como até espaços que deveriam ser comunitários e passa a ser utilizado por palanque polpitico, para tentar construir, antecipadamente, uma determinada percepção na opinião pública.
É o que, com certa ironia, já começa a ser apelidado de “consórcio político”.
Um conglomerado de interesses, discursos e interpretações que parece estar ensaiando o retorno ao palco.
A receita não é exatamente sofisticada.
Pega-se um fato.
Acrescentam-se interpretações.
Amplifica-se o barulho.
Selecionam-se os trechos que interessam.
E, quando a informação chega ao cidadão, o fato original já aparece tão maquiado de disputa política que quase ninguém mais lembra qual era a questão administrativa inicial.
Mas existe um detalhe que talvez alguns ainda não tenham percebido:
o cidadão lajense mudou.
Hoje, a população tem acesso direto aos documentos, às informações e às diferentes versões dos fatos. Não depende exclusivamente de quem grita mais alto para formar sua opinião.
Por isso, uma coisa é apresentar questionamentos.
Outra, completamente diferente, é tentar fabricar uma narrativa política a partir deles.
Concurso público é assunto sério.
Contratações públicas são assunto sério.
Previdência municipal é assunto sério.
Gestão pública é assunto sério.
Tudo isso merece transparência, fiscalização, esclarecimento e, quando necessário, responsabilização.
O que não merece é virar espetáculo político.
Porque, quando o objetivo deixa de ser esclarecer e passa a ser desgastar, a fiscalização corre o risco de virar apenas mais uma ferramenta de disputa política e nada mais.
E é justamente aí que mora o incômodo em certos setores polpiticos das antigas que andavam adormecidos como nas tumbas de faraó e resurgiram do nada.
A velocidade com que determinados setores transformam um episódio administrativo em suposto trunfo político chama atenção.
E essa, definitivamente, é a velha política que muitos lajenses já demonstraram não querer mais assistir.
No fim das contas, a pergunta continua simples embora a resposta possa incomodar muita gente:
quem realmente quer resolver o problema e quem está apenas procurando um problema para fazer barulho? em? e aì!
Pense num aperreio.
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