Fecopesca discutirá impactos na venda do pescado no RN


 Foto: Magnus Nascimento

A Federação das Colônias de Pescadores do Rio Grande do Norte (Fecopesca/RN) realiza na próxima semana uma reunião para discutir os impactos na venda de peixes em virtude de casos de intoxicação por ciguatera no Estado. De acordo com o presidente da entidade, Rodrigo Araújo, a ideia é ouvir os representantes das colônias do litoral para levantar dados e debater soluções.

O encontro está previsto para a próxima terça-feira (5), sem horário definido, e vai ser sediado na Fecopesca/RN. Embora seja um encontro interno entre os pescadores, a expectativa é que posteriormente a pauta seja discutida junto à Secretaria da Agricultura e da Pesca (Sape/RN) e a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Rio Grande do Norte (SFPA/RN).

De acordo com Rodrigo Araújo, o reflexo do temor por intoxicação de ciguatera nas vendas do pescado é uma realidade observada pela Fecopesca/RN, sobretudo em regiões da Grande Natal. “Houve sim uma redução nas vendas, mas ainda não temos tamanho do impacto”, observa.

A intoxicação alimentar é causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas. No último dia 28 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou cinco casos de intoxicação por ciguatera em pessoas de uma mesma família em Natal. Com essas últimas notificações, o Rio Grande do Norte chegou a 115 casos registrados desde 2022, quando foi confirmado o primeiro surto.

A presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores Artesanais do Rio Grande do Norte (Fepern), Rosângela Silva, aponta que entidade estima uma queda de 80% na comercialização do pescado no Rio Grande do Norte por conta dos casos de contaminação e que o problema atinge a venda de todas as espécies de peixes.

Atualmente, ela aponta que a Fepern mantém diálogo com a Sape e Sesap/RN para discutir medidas que possam retomar a confiança da população pelo consumo do pescado. “Há um sentimento de incerteza e preocupação [entre os pescadores] para saber como vai ser para sustentar a família”, completa.

Sintomas e prevenção
Os principais sintomas da ciguatera incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular e visão turva. Os sinais aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do pescado contaminado e, conforme orientação técnica divulgada pela Sesap/RN, a recomendação é procurar atendimento médico de forma imediata.

Além de informar o consumo de pescado nas últimas 48 horas, a pasta orienta a população que identifique a espécie consumida e preserve sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária. Como medida preventiva, a recomendação é evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por ciguatera, como o badejo, especialmente aqueles de procedência desconhecida.

Tribuna do Norte 

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