Foto: Alex Régis
A produção industrial de três dos quatro setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio Grande do Norte voltou a crescer em março, após um mês de fevereiro marcado por resultados negativos. O destaque foi a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que registrou alta de 101,2% na comparação com março do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada nesta quarta-feira (13).
Além do setor de vestuário, também tiveram desempenho positivo as indústrias extrativistas, com crescimento de 12,6%, e a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 3%. Segundo o IBGE, a produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e peças semelhantes de uso masculino, além de camisas e blusas femininas, puxou o crescimento no setor de vestuário.
De acordo com Bernardo Almeida, analista da pesquisa, "a produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e camisas e blusas de uso feminino puxou o crescimento no setor de vestuário, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo local. Quanto ao setor de alimentos, a produção de balas e outros confeitos sem cacau e de sal refinado e iodado influenciaram o comportamento positivo do setor."
Apesar do avanço em três atividades, a indústria geral do Rio Grande do Norte registrou queda de 5,1% em março. O resultado foi influenciado pelo desempenho negativo da fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, único setor pesquisado que permaneceu em baixa, com recuo de 21,1% na comparação com março de 2025.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o cenário ainda é de retração na maior parte das atividades industriais do estado. As indústrias extrativistas acumulam queda de 9,5%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recua 7,3%. Já o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis registra baixa de 30,6% no período.
A única atividade com crescimento acumulado no ano é a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com alta de 36,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a indústria geral potiguar acumula queda de 19,2% no primeiro trimestre, o recuo mais intenso entre as unidades da federação pesquisadas pelo IBGE.
Segundo o instituto, o resultado negativo acumulado no Rio Grande do Norte foi pressionado principalmente pelo desempenho da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, especialmente óleo diesel.
A PIM-PF Regional acompanha mensalmente o comportamento da produção física das indústrias extrativas e de transformação em 17 unidades da federação e na Região Nordeste. A próxima divulgação da pesquisa, referente a abril, está prevista para o dia 10 de junho.
Tribuna do Norte
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