Julgamento contra Maduro nos EUA é marcado para junho de 2027


 Foto: Matias Delacroix/AP 

A abertura do julgamento em Nova York contra o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por tráfico de drogas foi marcada para 1º de junho de 2027, durante uma audiência preparatória realizada nesta quarta-feira, 22.

Capturado pelos Estados Unidos em Caracas e preso desde 3 de janeiro em uma penitenciária no Brooklyn, Maduro responde a quatro acusações relacionadas ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas.

Sua esposa, Cilia Flores, responde a três acusações. Ambos negam as imputações.

Em uma carta enviada na terça-feira, 21, ao juiz responsável pelo caso, Alvin Hellerstein, o promotor Jay Clayton informou que acusação e defesa solicitaram que o julgamento tivesse início em junho de 2027.

O processo contra o casal avança após o governo de Donald Trump autorizar que a Venezuela pague os honorários de seus advogados, algo que inicialmente havia sido impedido em razão das sanções impostas ao país.


 Foto: Adam Gray/AP

Os Maduro tentaram obter o arquivamento das ações, alegando que o bloqueio do financiamento violava o direito, garantido pela Constituição dos EUA, de serem representados por advogados de livre escolha.

Durante sua primeira audiência em Nova York, pouco depois da prisão, Maduro se apresentou como “um prisioneiro de guerra”.

Ele responde às acusações de conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para ter metralhadoras e artefatos destrutivos.

Além do processo criminal contra o ex-ditador, as famílias de cinco jovens mortos na Venezuela ingressaram, no início de julho, com uma ação civil contra ele, acusando-o de ordenar as execuções no contexto de um esquema de violência de Estado.

Desde a saída de Maduro, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência e governa sob pressão de Washington, que afirma exercer influência decisiva sobre o país petrolífero./Com informações da AFP

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