
Fonte: Reuters
Por Maria Carolina Marcello
BRASĂLIA (Reuters) - Policiais que protestavam contra a reforma da PrevidĂȘncia tentaram invadir o Congresso pela entrada principal, nesta terça-feira, causando um quebra-quebra e adicionando mais tensĂŁo ao jĂĄ polĂȘmico tema.
Integrantes do governo apressaram-se em criticar o ocorrido. O presidente da CĂąmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que nĂŁo se pode “intimidar” diante de situaçÔes como a desta tarde.
“Ă uma atitude que nĂŁo Ă© correta, uma atitude que nĂŁo colabora, que tenta criar um ambiente de medo na CĂąmara dos Deputados”, disse Maia a jornalistas.
"Vamos continuar o diĂĄlogo com os que querem o diĂĄlogo”, afirmou. “A gente nĂŁo pode se intimidar e as pessoas nĂŁo precisam pressionar dessa forma a CĂąmara para ter o diĂĄlogo.”
Os policiais protestaram ao longo do dia contra a reforma da PrevidĂȘncia, portando bandeiras com a sigla da UPB (UniĂŁo dos Policiais do Brasil), e vestindo camisetas contra a reforma da PrevidĂȘncia, dispuseram cruzes brancas no gramado em frente ao congresso.
Pouco antes das 16h, cerca de 500 manifestantes, segundo a assessoria de imprensa da Cùmara, passaram a se dirigir para a entrada principal do Congresso, enquanto a segurança do Legislativo se posicionava com capacetes e escudos na parte de dentro do prédio, com as portas fechadas.
Os dois lados ficaram por alguns momentos frente a frente, atĂ© que uma das vidraças da porta foi quebrada. Logo depois, outras vidraças foram quebradas e puderam ser ouvidos ao menos trĂȘs estouros de bombas de efeito moral.
O clima ficou tenso, e entre pessoas correndo, tossindo e lacrimejando, policiais legislativos orientavam funcionårios da Casa a deixar o prédio principal da Cùmara em direção aos anexos.

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