Foto: José Aldenir / Agora RN
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% na remuneração, após divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na sexta-feira 9, usado como referência para o reajuste.
Com o reajuste, o teto dos benefícios do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.
A atualização foi oficializada por meio de portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira 12 no Diário Oficial da União (DOU), que definiu os novos valores pagos pela Previdência.
Apesar do aumento, a correção ficará abaixo da inflação oficial do país, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%.
Como o INPC é o indicador usado como base para reajustar os benefícios acima do piso nacional, a diferença entre os dois índices aponta perda de poder de compra para esse grupo de segurados.
Além disso, a correção de 3,9% será aplicada integralmente apenas aos segurados que já recebiam aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro do ano passado.
Para quem passou a receber o benefício a partir de fevereiro de 2025, o aumento será proporcional ao número de meses pagos, já que não houve a incidência de 12 meses completos de reajuste. Quanto mais recente for a data de concessão do benefício, menor será o índice aplicado no reajuste.
Entenda o reajuste pelo INPC
O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial. Antes disso, foram usados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.
Já o IPCA, considerado a inflação oficial do país, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.
Agora RN
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