A China decidiu barrar a compra da startup de inteligência artificial Manus pela Meta. O negócio, estimado em US$ 2 bilhões, previa a incorporação da empresa ao grupo americano.
A operação foi interrompida após análise da National Development and Reform Commission, que identificou violação das regras de investimento estrangeiro. O órgão determinou que o acordo seja desfeito.
Na prática, a decisão pode obrigar a Meta a reverter a aquisição e retirar tecnologias já integradas aos seus produtos.
Controle sobre tecnologia sensível
O veto ocorre em um momento de maior restrição à entrada de capital estrangeiro no setor de tecnologia. Autoridades chinesas passaram a exigir autorização prévia para esse tipo de operação, especialmente quando envolve transferência de conhecimento.
A medida faz parte de uma estratégia para manter sob controle áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial.
Disputa com os Estados Unidos
O caso ocorre em meio ao aumento das tensões tecnológicas entre China e Estados Unidos. O avanço da inteligência artificial se tornou um dos principais pontos de disputa entre os dois países.
Nos últimos meses, Pequim também adotou medidas para limitar a atuação de empresas locais no exterior e reduzir a dependência de capital estrangeiro.
A avaliação é de que decisões desse tipo devem se tornar mais frequentes, à medida que governos ampliam o controle sobre setores ligados à tecnologia.
Revista Fórum
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