França e Reino Unido firmam novo acordo para conter fluxo migratório no Canal da Mancha


 Imagem: Getty Images

As autoridades francesas e britânicas firmaram, nesta quarta, 22, um novo acordo para tentar impedir as travessias irregulares pelo Canal da Mancha. Após meses de negociações, ambos os países chegaram a um pacto para prorrogar o tratado de Sandhurst durante os próximos três anos. O acordo bilateral firmado em 2018, que já havia sido estendido em 2023, expirava neste ano.

Pela primeira vez, o financiamento das autoridades britânicas, que poderá chegar a U$ 4,45 bilhões em três anos, inclui “uma parte flexível” de pouco mais de US$ 1 bilhão que estará condicionada à eficácia das medidas para impedir que os migrantes cheguem de maneira irregular a seu território.

Logo, só estão assegurados US$ 3,37 bilhões por parte de Londres. A quantidade já representa um aumento, uma vez que o Reino Unido havia custeado 540 milhões de euros no âmbito do plano anterior.

Se as novas medidas não fornecerem “resultados suficientes, sobre a base de uma avaliação anual conjunta, o financiamento será reorientado para novas ações”, detalha o roteiro do pacto ao qual a AFP teve acesso.

Segundo os dados oficiais das autoridades britânicas, 41.472 pessoas chegaram de forma irregular ao Reino Unido em pequenas embarcações em 2025.

O número é o segundo mais alto desde o início dessas travessias em 2018. Pelo menos 29 imigrantes morreram nas águas em 2025, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais francesas e britânicas.

O novo acordo, cujos detalhes serão divulgados nesta quinta, 23, durante uma visita à costa francesa dos ministros de Interior de ambos os países, prevê duplicar os efetivos de segurança.

O número de pessoal deve atingir 1,4 mil agentes até 2029.

A colaboração entre Reino Unido e França “já permitiu impedir dezenas de milhares de travessias”, destacou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em comunicado. “Este acordo histórico nos permite ir além: reforçando a inteligência, a vigilância e a presença sobre o terreno para proteger as fronteiras britânicas”, acrescentou. /AFP

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