Foto: Redes Sociais
QUANDO A NARRATIVA DESABA: NÚMEROS, FATOS E A PERSEGUIÇÃO QUE TENTARAM ESCONDER
O programa do deputado que se autointitula “municipalista” tentou apresentar um roteiro dramático sobre a situação da APAMI e a chegada da Liga a Lajes. Houve voz embargada, discurso inflamado e a tentativa clara de construir vilões.
Mas bastou que os próprios números fossem revelados para que o espetáculo perdesse força.
Porque contra a matemática não existe retórica que sobreviva.
A CONTA QUE NINGUÉM CONSEGUIU DESMENTIR
Os dados apresentados no próprio programa foram objetivos:
- Receita média mensal: cerca de R$ 160 mil
- Despesa mensal: aproximadamente R$ 270 mil
- Déficit recorrente
- Dívidas acumuladas de aproximadamente R$ 670 mil
Isso não é narrativa política.
Isso é desequilíbrio estrutural.
O modelo não se sustentava. E quando não se sustenta, o gestor tem o dever de agir.
“O DINHEIRO NÃO ERA DA PREFEITURA”? A LEI DIZ O CONTRÁRIO
Foi repetido no discurso que os recursos eram “federais, via SUS”, como se o município fosse apenas um figurante no processo.
Mas a Constituição é clara:
- O município é o gestor do sistema local de saúde.
- Os recursos passam pelo Fundo Municipal de Saúde.
- A responsabilidade contratual e fiscal é da Prefeitura.
Não existe hospital funcionando fora da estrutura municipal.
Não existe contrato sem responsabilidade do ente gestor.
Reduzir o prefeito a mero “intermediador” é ignorar a legislação ou tentar distorcer o entendimento da população.
REORGANIZAÇÃO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO POLÍTICA
Há um ponto que muitos preferem não mencionar.
A gestão do prefeito Felipe Menezes não enfrentou apenas desafios administrativos. Desde o primeiro mandato, o ambiente foi de pressão política constante.
Foram:
- Ataques públicos sistemáticos
- Tentativas de deslegitimar decisões administrativas
- Amplificação de crises em rádios e redes sociais
- Construção contínua de narrativa de desgaste
- Resistência política organizada contra medidas de reorganização
Enquanto precisava equilibrar contas, rever contratos e estruturar a rede de saúde — inclusive com a abertura da UPA que permaneceu por mais de 15 anos como um “elefante branco”, símbolo de promessas vazias — a gestão ainda enfrentava uma campanha permanente de tensionamento político.
Reorganizar a saúde já é desafiador.
Fazer isso sob fogo cruzado político exige firmeza e coragem administrativa.
AJUSTE TÉCNICO NÃO É PERSEGUIÇÃO
Com a abertura da UPA, houve reestruturação da rede.
Contrato revisado.
Judicialização.
Adequações administrativas.
Esse é o procedimento comum quando há desequilíbrio financeiro.
Transformar ajuste técnico em “plano para fechar hospital” é narrativa política — não análise técnica.
Gestão pública exige decisões difíceis. E decisões difíceis incomodam quem estava confortável no modelo anterior.
QUEM FOI O MENTOR DA LIGA EM LAJES?
A chegada da Liga não foi improviso.
Houve articulação concreta e recurso assegurado.
O deputado federal Sargento Gonçalves foi o responsável pela articulação para trazer a Liga Mossoroense contra o Câncer a Lajes, viabilizando a iniciativa por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 2,5 milhões.
Sem recurso, não há obra.
Sem emenda, não há expansão.
Isso é um fato cronológico.
O DISCURSO TARDIO DO “MUNICIPALISTA”
O deputado que se apresenta como filho da terra, representante da região central e que relembra ter sido cinco vezes prefeito fala em compromisso com o município, mas vem cá, só agora homi?
Mas as perguntas permanecem:
Onde estava esse empenho quando o déficit explodia?
Onde estava o esforço político quando a gestão enfrentava desgaste diário?
Apoiar depois que o cenário começa a se estabilizar é confortável.
Enfrentar a tempestade desde o início é outra realidade.
SIGILO E ARTICULAÇÃO PARALELA
Foi revelado que tratativas ocorreram sob reserva, sem que o gestor municipal tivesse conhecimento prévio.
Se o projeto é institucional, por que excluir o chefe do Executivo?
Saúde pública deve ser conduzida com integração institucional não com articulações paralelas.
CONCLUSÃO: A VERDADE RESISTE
-
O hospital enfrentava déficit estrutural comprovado.
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O recurso público passa pelo município, sim.
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A reorganização da rede é dever da gestão.
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A Liga depende de recurso articulado e garantido.
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A gestão enfrentou perseguição política enquanto reorganizava o sistema.
A população de Lajes merece clareza.
Saúde pública se constrói com responsabilidade fiscal, firmeza administrativa e transparência institucional mesmo sob pressão política.
Porque quando o debate sai do palco e vai para os números,
a realidade fala mais alto que qualquer roteiro.

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