Que viagem é esa? “90% de apoio”? Cadê a pesquisa, o instituto e o registro? o candidato acredita em pesquisa?


Foto:  Reprodução: IA 

Nos bastidores da política potiguar, já começou a temporada das “pesquisas invisíveis”. Dessa vez, circula a informação de que  um deputado federal teria “90% de apoio dos prefeitos da região Central”. O problema é que ninguém sabe de onde saiu o número.

Não há instituto identificado, metodologia divulgada, levantamento registrado ou qualquer documento público que comprove o percentual espalhado em grupos políticos e blogs aliados. Ainda assim, a narrativa tenta vender uma hegemonia política quase absoluta na região Central Cabugi.

A conta simplesmente não fecha. Em um cenário político historicamente dividido, com prefeitos mantendo relações simultâneas com diferentes grupos e lideranças estaduais, afirmar que existe um apoio de “90%” soa mais como peça de marketing eleitoral antecipado do que dado concreto.

Outro ponto curioso é a ausência de transparência:

Quem realizou o levantamento?
Qual foi o critério utilizado?
Houve consulta oficial aos prefeitos?
Existe documento assinado?
E principalmente: o povo foi consultado em algum momento?

Porque apoio político de bastidor não significa automaticamente apoio popular. Prefeito apoia candidato, mas quem decide a eleição é o eleitor nas urnas.

Sem essas respostas, o discurso perde credibilidade e passa a impressão de tentativa de criar um “clima político” artificial para fortalecer futuras articulações eleitorais.

Na prática, o eleitor já conhece esse roteiro: números grandiosos, manchetes otimistas e muita propaganda antes mesmo do período eleitoral começar oficialmente.

No fim, fica a pergunta que circula nos bastidores da região Central: apoio real ou apenas marketing político disfarçado de pesquisa?

Por Júnior Guilherme 

Postar um comentário

0 Comentários