“Quem bate, esquece. Quem apanha, não”: na tribuna Dailton relembra a devolução dos direitos dos servidores de Lajes Retirada anos atrás por Luís


 Foto: Reprodução

Na tribuna da Câmara Municipal, na sessão desta terça-feira, 06 de maio, o vereador Dailton Fernandes fez um dos pronunciamentos mais firmes e contundentes do ano. Em uma fala que misturou prestação de contas, defesa de políticas públicas e duras críticas à oposição, o parlamentar elevou o tom ao confrontar o que classificou como incoerências e práticas do “grupo do caroneiro”.

Logo no início, Dailton destacou um tema de grande relevância social: a criação, em parceria com o Governo do Estado e a área de Direitos Humanos, de um projeto voltado à proteção e valorização dos idosos. Para ele, a iniciativa representa respeito, dignidade e reconhecimento a quem ajudou a construir o município e o país. O vereador defendeu que a proposta seja fortalecida também no âmbito municipal, com envolvimento direto da assistência social e demais setores responsáveis pela garantia de direitos.

Na sequência, o parlamentar relatou sua participação na Marcha dos Vereadores, em Brasília, ressaltando o aprendizado, a troca de experiências e a busca por recursos para o município. Segundo ele, a ida à capital federal não foi passeio, mas trabalho: visitas a gabinetes, discussão de projetos e articulação por investimentos que, de acordo com sua fala, devem trazer შედეგados concretos nos próximos meses.

Mas foi ao tratar das críticas recebidas na Câmara que o discurso ganhou um tom mais ácido. Dailton rebateu declarações do líder da oposição sobre um canteiro construído na praça, classificando a crítica como superficial diante de problemas muito maiores do passado. Ele acusou o grupo adversário de ter imposto taxas abusivas a pequenos comerciantes, inclusive em eventos públicos, e questionou a autoridade moral de quem, segundo ele, “nunca teve coragem” de defender os mais humildes quando eram cobrados.

O vereador também trouxe à tona debates sobre a gestão da pré-vilagem e projetos que tramitaram na Casa este ano, destacando votações, reajustes e medidas de reorganização administrativa. Relembrou episódios em que, segundo sua narrativa, houve resistência à transparência e ao parcelamento de débitos que hoje possibilitam a abertura de créditos e recuperação de recursos.

 Valorização do funcionalismo: o ponto mais forte do discurso

O momento mais enfático da fala veio quando Dailton abordou a valorização dos servidores públicos. Com veemência, ele declarou:

“Mas quem devolveu quinquênio, licença-prêmio, classificação das letras, direitos aos servidores do nosso município, é esse prefeito que hoje aí está. Um retirou e ainda diz que está sendo massacrado. Se está sendo massacrado, é porque ele durou muito tempo massacrando o povo. Quem bate, esquece, mas quem apanha, não.”

Nesse trecho, o vereador fez uma defesa direta da atual gestão Do Prefeito Felipe, afirmando que direitos históricos do funcionalismo  como quinquênios, licença-prêmio e progressões  foram restabelecidos. Ao mesmo tempo, acusou o grupo adversário de ter retirado garantias no passado e agora tentar inverter a narrativa.

Para Dailton, o reconhecimento popular ao gestor atual é resultado de ações concretas, não de discurso. Ele afirmou que o crescimento desse reconhecimento deve se refletir nas urnas, reforçando que, segundo sua visão, a população “enxerga o trabalho que vem sendo executado”.

Encerrando sua fala, o vereador afirmou que não atua com “falácias”, mas com documentos e projetos que carrega “na mochila” para apresentar sempre que necessário. Disse ainda lamentar que o opositor não estivesse presente para ouvir as críticas diretamente, mas garantiu que mantém a coerência de falar “de frente”.

O pronunciamento marcou a sessão pela intensidade e pelo confronto direto com o chamado “grupo do caroneiro”, deixando claro que o embate político no município segue em temperatura elevada  agora com o funcionalismo público no centro do debate.

Por Júnior Guilherme

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