Estudo da UERN sobre rastreio precoce de câncer do colo do útero é aprovado em 1º Lugar pelo CNPq

 


Foto: Agecom UERN

Coordenado pelo técnico-administrativo Marquiony Marques dos Santos, do Departamento de Enfermagem, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o projeto “Plataforma digital para rastreamento organizado do câncer do colo do útero no SUS: prevenção primária, estratificação preditiva e cuidado em rede com apoio da inteligência artificial”, conquistou o primeiro lugar na Chamada CNPq/Decit/SCTIE/MS – Nº 32/2025 – Pesquisas Inovadoras para a Saúde das Mulheres – Linha 2. Com a aprovação, a pesquisa será financiada com recursos de R$ 1.185.840.

De acordo com informações da UERN, a pesquisa tem como objetivo avaliar um modelo digital de enfrentamento ao câncer do colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo prevenção primária, rastreamento baseado em estratificação preditiva de risco, que calcula a chance de um paciente ter um problema grave no futuro.

Além disso, visa que a organização do fluxo assistencial entre na Atenção Primária à Saúde (APS) e atenção ambulatorial especializada, com módulos integrados e apoio de inteligência artificial.

O estudo é desenvolvido em parceria as instituições Uern, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade de Coimbra, em Portugal, com os pesquisadores Marquiony Marques (Coordenador – Uern), Diego Bonfada (UFRN), Ana Carine Arruda (UFRN), Ellany Gurgel (Uern), Isabelle Cantídio (Uern), Janaina Cristiana de Oliveira (UFRN), Jorge Henriques (UC-PT), Ricardo Alexsandro de Medeiros (Lais/UFRN), Thaísa Góis Farias (MS/Lais/UFRN).

“A hipótese é que a implantação de um modelo digital integrado, combinando prevenção primária, estratificação algorítmica de risco e telemedicina, com suporte transversal de inteligência artificial, aumentará a proporção de diagnóstico oportuno de lesões de alto risco e reduzirá descontinuidades e perdas de segmento”, destaca Marquiony Marques.

Essa hipótese foi testada pela equipe, com base em dados clínicos, laboratoriais e de imagem e maturidade tecnológica. “O projeto mostra-se relevante ao propor um modelo digital completo focado na transição para o rastreamento organizado com teste molecular de DNA/HPV e citologia em meio líquido, estruturando uma linha de cuidado integrada entre a APS, telemedicina e a Atenção Ambulatorial Especializada”, pontua.

Conforme a Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Ellany Gurgel, a conquista é gratificante para a universidade. “Esse resultado, com mais de R$ 1,18 milhão em recursos aprovados, demonstra a excelência da pesquisa desenvolvida em nossa Universidade e a relevância de sua contribuição para a saúde das mulheres. Parabenizamos o pesquisador Marquiony e toda a equipe envolvida por essa importante conquista, que fortalece a pesquisa, a inovação e o compromisso social da Uern”, reitera.

O Edital do CNPq apoia projetos de pesquisa voltados ao desenvolvimento científico, tecnológico e à inovação no SUS. As propostas devem priorizar a saúde da mulher, com foco na oncologia feminina (promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância) e na atenção obstétrica segura, buscando garantir a equidade no acesso e reduzir a mortalidade materna evitável.

Tribuna do Norte

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