- Foto: José Aldenir / Agora RN
Quando a verdade incomoda, a velha política chama de agressão verbal, agora deu....
O discurso do prefeito Felipe Menezes no último sábado (12) incomodou e muito, E talvez o tamanho da reação explique justamente o motivo.
O grupo de Luis tenta transformar a fala em “provocação”, como se um prefeito não pudesse subir ao palanque para responder às narrativas políticas que criam quase que rotineitramente, principalmente, para falar da realidade que Lajes conhece de perto.
Mas Felipe não fez teatro, Felipe foi direto na ferida de políticos (municipalistas ) que aparecem em Lajes apenas de dois em dois anos.
Fez política. E fez política de enfrentamento.
Falou de uma cidade que não existe apenas em período eleitoral. Uma cidade onde os problemas continuam depois que o palanque é desmontado, os carros de som são desligados e as bandeiras são recolhidas.
E colocou uma pergunta que incomoda:
por que alguns políticos parecem lembrar de Lajes de dois em dois anos, justamente quando precisam do voto?
É aí que o discurso de “municipalista” começa a ser colocado à prova.
Porque ser municipalista não deveria ser apenas aparecer na fotografia, participar de uma passeata, apertar mãos e reaparecer quando uma nova eleição se aproxima.
Municipalismo também é presença. É compromisso. É resultado. É estar por perto quando não existe urna esperando pelo voto.
Felipe está todos os dias no município. É ele quem recebe a cobrança, enfrenta os problemas e precisa responder pela administração. Por isso, quando decide confrontar determinadas narrativas, o discurso vem sem anestesia.
E talvez seja justamente isso que esteja incomodando.
A velha política não está acostumada a ser confrontada.
Durante muito tempo, bastava falar alto, invocar o passado e vestir novamente a fantasia de “salvador” para tentar recuperar espaço.
Mas Lajes mudou.
O eleitor mudou.
A cidade vive outro ciclo político.
Por isso, transformar o discurso de Felipe em simples “provocação” pode ser apenas uma maneira confortável de fugir da discussão principal.
Porque é muito mais fácil discutir o tom de uma fala do que responder ao conteúdo dela.
Lajes não é curral eleitoral.
E talvez seja exatamente essa a realidade que alguns ainda estejam demorando para aceitar.
Lajes viveu outro ciclo político.
O que passou, passou.
Agora é hora de olhar para frente.
Quem quiser disputar o futuro da cidade terá que apresentar mais do que lembranças, discursos e fotografias de campanha.
Terá que mostrar presença quando não houver eleição, compromisso quando não houver palanque e resultado quando chegar a hora de prestar contas.
Porque política não se faz apenas quando o voto está na esquina.
E quem ainda acredita que Lajes pode ser acordada eleitoralmente a cada dois anos talvez esteja prestes a descobrir que a cidade já acordou.
Tenho dito.

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