Foto: Divulgação
O jornalista e escritor Zuenir Ventura, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos. Ele deixa a mulher, Mary, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
Nascido em AlĂ©m ParaĂba (MG), Zuenir mudou-se ainda criança para Nova Friburgo (RJ). Aos 20 anos, foi para o Rio de Janeiro, onde cursou Letras Neolatinas na entĂŁo Universidade do Brasil, atual UFRJ. Iniciou a carreira como assistente de Carlos Lacerda no jornal Tribuna de Imprensa e tambĂ©m foi correspondente em Paris.
Ao longo de dĂ©cadas, passou por veĂculos como Jornal do Brasil, O Globo e Veja, tornando-se conhecido por incorporar recursos literĂĄrios ao texto jornalĂstico, em uma linha associada ao chamado New Journalism.
Em 1988, lançou “1968 – O ano que nĂŁo terminou”, uma de suas obras mais conhecidas e que retrata os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no paĂs, perĂodo em que a ditadura militar decretou o AI-5, Ato Institucional que deu força ao perĂodo mais repressivo do regime. Segundo a ABL, o livro teve 48 ediçÔes e vendeu mais de 400 mil exemplares, alĂ©m de inspirar a minissĂ©rie “Anos Rebeldes”, da TV Globo.
Zuenir recebeu o PrĂȘmio Esso de Jornalismo e o PrĂȘmio Vladimir Herzog em 1989 pela sĂ©rie “O Acre de Chico Mendes”. Em 2008, foi homenageado pela ONU por sua contribuição Ă defesa dos direitos humanos no Brasil.
Ele foi eleito para a ABL em 2014, ocupando a cadeira 32, que pertencia a Ariano Suassuna. Em 2022, aos 91 anos, recebeu o PrĂȘmio Faz Diferença, na categoria livros, pela versĂŁo ampliada de “Minhas histĂłrias dos outros”.
Com informaçÔes do EstadĂŁo ConteĂșdo
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