A mobilização ocorreu após Pequim realizar o que classificou como uma “operação de aplicação da lei” em áreas marítimas próximas a Taiwan. A iniciativa foi anunciada pela imprensa estatal chinesa um dia depois de Japão e Filipinas confirmarem o início de negociações para delimitar suas fronteiras marítimas.
A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, considerou as conversas entre Tóquio e Manila “ilegais” e reiterou sua alegada soberania sobre as águas envolvidas nas negociações.
De acordo com a agência estatal Xinhua, o Ministério dos Transportes da China coordenou no sábado uma “operação especial de fiscalização do tráfego marítimo” executada por forças marítimas das províncias de Fujian e Guangdong. O governo chinês não informou a duração da operação nem se ela continua em andamento.
A Xinhua afirmou que a medida foi uma resposta ao anúncio “unilateral” de Japão e Filipinas sobre o início das tratativas para definir uma fronteira marítima em uma área próxima a Taiwan.
Em comunicado divulgado neste domingo, a guarda costeira taiwanesa informou que acompanhou toda a movimentação das embarcações chinesas e enviou navios para “responder adequadamente” à situação.
Segundo Taipé, quatro embarcações oficiais chinesas deixaram o porto de Xiamen e navegaram próximas às águas restritas localizadas no sudoeste da ilha.
Na semana passada, Japão e Filipinas anunciaram a abertura de negociações para delimitar as fronteiras marítimas entre suas zonas econômicas exclusivas e plataformas continentais. A decisão provocou críticas imediatas de Pequim, que tem ampliado sua presença militar e marítima em áreas disputadas do Mar da China Oriental e do Mar da China Meridional./com
AFP
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