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quinta-feira, 14 de março de 2024

Putin abre mão de porta-vozes e diz que a Rússia está pronta para um eventual conflito nuclear


 (Foto: The Presidential Press and Information Office/WikiCommons)

A entrevista de Putin surge em um momento duplamente estratégico. Internamente, ele se prepara para mais seis anos no governo, ante à certeza de que vencerá a eleição presidencial do próximo final de semana. Paralelamente, reage às recentes manifestações de autoridades da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que a aliança não descarta enviar soldados à Ucrânia.

Quem falou sobre a questão mais recentemente foi Radoslaw Sikorski, ministro das Relações Exteriores da Polônia, segundo quem a presença de tropas ocidentais na guerra “não é impensável”. Antes dele, o presidente francês Emmanuel Macron havia declarado que “nada pode ser descartado” e que a Otan fará “o que for necessário para que a Rússia não possa vencer a guerra.”

Segundo Putin, os aliados ocidentais já estão efetivamente presentes na Ucrânia, embora não com suas Forças Armadas regulares. “Estão presentes diretamente, na forma de conselheiros, estão presentes na forma de mercenários estrangeiros e estão sofrendo perdas”, afirmou ele na entrevista. “Mas, se estamos falando de contingentes militares oficiais de países estrangeiros, tenho certeza de que isso não mudará a situação no campo de batalha.”

O presidente acrescentou que, como Macron, também está disposto a fazer o que for necessário para vencer: “Quanto aos Estados que dizem não ter linhas vermelhas em relação à Rússia, devem compreender que na Rússia também não haverá linhas vermelhas em relação a esses Estados.”

Putin reservou palavras menos duras a Washington, que publicamente descartou enviar soldados à Ucrânia. “Eu disse que Biden (o presidente norte-americano) é uma pessoa, um representante da escola política tradicional, e isso está confirmado. Lá, além de Biden e outros, há especialistas suficientes no campo das relações russo-americanas e no campo da contenção estratégica.”

Questionado se ele vê o conflito na Ucrânia caminhando para um embate nuclear, o presidente russo analisou a questão sob o ponto de vista ocidental. “Não significa, na minha opinião, que estejam prontos para iniciar esta guerra nuclear amanhã”, disse o ocupante do Kremlin. “Mas estamos prontos para isso.” 

A Referência



 

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