A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas sobre se ela de fato reúne as condições necessárias para a habitabilidade. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
Uma nova análise de dados antigos revelou um achado importante sobre Europa, uma das luas de Júpiter. Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, compostos que contêm amônia na superfície do satélite natural.
A amônia possui nitrogênio, elemento considerado essencial para a vida como a conhecemos. Os sinais foram encontrados em registros coletados pela sonda Galileo, da Nasa, entre 1995 e 2003.
O estudo recente divulgado neste ano pela Nasa reexaminou informações do espectrômetro da missão e detectou vestígios de amônia próximos a fraturas na camada de gelo que cobre Europa.
Segundo os cientistas, a presença desses compostos pode estar ligada a processos geológicos.
Uma das hipóteses é o criovulcanismo — espécie de vulcanismo gelado — que poderia trazer material do oceano subterrâneo da lua até a superfície.
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A amônia tem um papel relevante nesse cenário.
A molécula reduz o ponto de congelamento da água, funcionando como um “anticongelante” natural. Além disso, ela não permanece por muito tempo exposta ao ambiente espacial, o que sugere que sua deposição pode ser relativamente recente.
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A descoberta amplia o interesse científico em Europa, considerada um dos locais mais promissores na busca por condições favoráveis à vida fora da Terra.
Os resultados também devem orientar futuras observações da missão Europa Clipper, que estudará a lua com mais detalhes na próxima década.
CNN
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