OUÇA AQUI! A RÁDIO MELODIA CABUGI, 1º LUGAR EM AUDIÊNCIA NA CIDADE DE LAJES-RN

1º lugar em audiência na cidade de LAJES-RN

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Venezuelanos tentam retornar à normalidade em meio a temores de repressão


 Leonardo Fernandez Viloria/Reuters via CNN Newsource

Os venezuelanos buscam retornar à normalidade após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA, enquanto as autoridades do país reprimem qualquer manifestação de apoio à sua deposição.

Na segunda-feira (5), com a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, grupos de direitos humanos alertaram para o aumento da repressão. Postos de controle foram instalados em todo o país, e foram relatados aumentos de preços e crescente fome entre a população.

No mesmo dia, foi emitido um decreto concedendo amplos poderes à presidência e ordenando às forças de segurança que prendessem “qualquer pessoa envolvida na promoção ou apoio” ao ataque dos EUA no fim de semana.

Além disso, as forças de segurança venezuelanas detiveram temporariamente 14 jornalistas, incluindo repórteres que cobriam a posse da Assembleia Nacional, segundo o sindicato nacional da imprensa. Nenhuma explicação foi dada para as detenções.

Também foi relatado que presos políticos tiveram seu direito a visitas suspenso e estão sendo impedidos de se comunicar com o mundo exterior, segundo o Comitê para a Libertação de Presos Políticos na Venezuela.

O comitê observou que postos de controle foram instalados em diversas cidades do país, onde pessoas são revistadas e até detidas por possuírem “material digital” ligado à operação militar dos EUA.

O Ministro do Interior, Diosdado Cabello, publicou dois vídeos no Instagram mostrando forças de segurança na capital. Em um dos vídeos, um grupo de homens armados pode ser ouvido gritando: “Sempre leais, nunca traidores!”.

O silêncio e a ansiedade tomam conta de Caracas após o impacto do ataque dos EUA em 3 de janeiro e o temor de uma forte resposta do governo.

Ainda há uma forte presença policial em Caracas, embora menos soldados estejam patrulhando as ruas.

Os sinais de dissidência pública são mínimos, assim como as postagens antigovernamentais nas redes sociais.

O medo de represálias persiste sob um regime conhecido por punir a dissidência, especialmente considerando que autoridades responsáveis ​​por repressões passadas, Cabello e o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, permanecem em seus cargos.

Desde domingo (4), grupos pró-governo têm saído às ruas para exigir a libertação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. No entanto, essas manifestações têm sido limitadas em tamanho e alcance.

Sinais de alerta

Apesar da incerteza, os venezuelanos parecem determinados a seguir em frente.

Nesta terça-feira (6), mais civis foram vistos nas ruas de Caracas. Repartições públicas estão abertas, o metrô está funcionando, o aeroporto próximo está recebendo voos domésticos e os supermercados continuam vendendo produtos aos clientes.

Alguns serviços ainda não estão operando em plena capacidade, em parte devido ao feriado do Dia de Reis, que manteve muitas pessoas em casa.

No entanto, a reabertura das escolas e o retorno dos funcionários aos seus empregos em tempo integral são esperados nos próximos dias.

O Ministro da Defesa, Padrino López, pediu à população no domingo, que “retome suas atividades econômicas, de trabalho e todas as demais, incluindo as educacionais, nos próximos dias”.

O foco do governo parece estar se voltando para a reativação econômica, que apresentou sinais de alerta nesta semana. A moeda venezuelana, o bolívar, sofreu uma forte desvalorização.

Ontem, em algumas áreas de Maracaibo, lojas e comércios só aceitavam dinheiro em espécie, com uma taxa de câmbio de 900 a mil bolívares por dólar americano.

Diante de relatos de aumentos exorbitantes de preços, algumas prateleiras de lojas em todo o país começaram a ficar vazias.

Há relatos persistentes de fome em áreas distantes da cidade. No leste do país, comércios em pequenas cidades removeram completamente as etiquetas de preço.

Os desafios que o país enfrenta são inúmeros. Mas os venezuelanos, depois de anos de crise, sabem como enfrentar a adversidade.

Douglas Sánchez, um comerciante de Caracas, disse à Reuters na segunda-feira que, em meio ao caos e ao desespero, “aqueles de nós que trabalham todos os dias, aqueles de nós que comem todos os dias, precisam continuar ganhando dinheiro. Porque se você não sair para trabalhar, não tem nada.”

CNN

Nenhum comentário:

Postar um comentário