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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Paciente de 19 anos é internada e isolada com suspeita de monkeypox em Mossoró


 Foto: Freepik

Uma paciente de 19 anos foi internada e isolada com suspeita de monkeypox em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. A Prefeitura de Mossoró informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que não há caso confirmado da doença no município.

Segundo a nota, a paciente deu entrada no último dia 20 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel com quadro viral e lesões na pele. “A paciente encontra-se isolada, medicada e em leito clínico, com quadro estável”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Ainda de acordo com a pasta, o atendimento segue os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Exames laboratoriais foram realizados e encaminhados para Natal para análise.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha o caso e aguarda vaga para transferência da paciente para o Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para atendimento de casos em observação.

Em entrevista ao portal G1, a coordenadora de enfermagem da UPA do Alto do São Manoel, Aline Ticyanne de Souza, disse que a paciente relatou ter acabado de voltar de uma viagem a João Pessoa (PB). Ela retornou de lá com os sintomas. Apesar da suspeita da mpox, outras doenças não foram descartadas, como herpes zoster.

O que é mpox

A mpox é uma doença viral causada pelo vírus mpox, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Também pode ocorrer por contato próximo prolongado com pessoas infectadas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, aumento dos gânglios linfáticos, cansaço e lesões na pele, que podem surgir no rosto, mãos, pés, boca, genitais e região anal. As lesões passam por estágios, como manchas, bolhas e crostas. O diagnóstico é feito por exame laboratorial, e o tratamento é voltado ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações.

No Brasil, o primeiro caso de mpox foi confirmado em 2022. Desde então, o Ministério da Saúde registra casos em diferentes estados, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves a moderados, mas casos graves podem ocorrer, principalmente em pessoas com imunidade comprometida.

O Ministério da Saúde orienta o isolamento de casos suspeitos ou confirmados, o monitoramento de contatos próximos e medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar contato com lesões ou objetos pessoais de pessoas infectadas. A vigilância epidemiológica é feita por estados e municípios, com notificação obrigatória dos casos suspeitos e confirmados.

Situação no Brasil

O Brasil contabiliza, até o momento, 81 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, a maioria das infecções apresenta evolução clínica leve ou moderada, sem registro de óbitos.

A distribuição dos casos se concentra principalmente em São Paulo, que soma 57 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (13), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1) e Paraná (1).

De acordo com a pasta, a maioria dos pacientes diagnosticados tem sintomas considerados de grau leve a moderado. Não há registro de situações graves tampouco mortes devido a complicações por mpox.

Neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) detectou dois casos, um na Índia e outro no Reino Unido, de uma nova variante do mpox que é uma cepa recombinante dos clados 1b e 2b.

O comunicado oficial da OMS afirma que a avaliação de risco para a mpox permanece o mesmo: moderado para homens que fazem sexo com outros homens e/ou múltiplos parceiros, trabalhadores do sexo e demais pessoas com parceiros sexuais casuais.
Agora RN 

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