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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Número de venezuelanos no Bolsa Família cresce em ritmo acelerado e chega a 205 mil em oito anos


 Foto: Lyon Santos/ MDS

Redação

A crise humanitária enfrentada pela Venezuela provocou um crescimento expressivo no número de cidadãos venezuelanos residentes no Brasil atendidos pelo Bolsa Família. Em oito anos, o total de beneficiários saltou de 1.062 pessoas, no fim de 2017, para 205 mil em setembro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

O avanço acompanha o aumento do fluxo migratório para o Brasil, especialmente a partir da deterioração das condições econômicas e sociais no país vizinho. Grande parte dos migrantes chega em situação de vulnerabilidade, com dificuldades de acesso imediato ao mercado de trabalho e dependência inicial de políticas públicas de assistência.

Atualmente, os venezuelanos representam 61% dos 331 mil estrangeiros beneficiários do Bolsa Família, tornando-se, de longe, a principal nacionalidade atendida pelo programa. Os demais 39% estão distribuídos entre diferentes países, com destaque para migrantes oriundos de nações que também enfrentam crises econômicas, sociais ou humanitárias.

Entre os países com maior número de beneficiários estrangeiros do Bolsa Família estão:

  • Venezuela, com ampla maioria dos atendidos;
  • Haiti;
  • Cuba;
  • Colômbia;
  • Bolívia;
  • Peru;
  • Paraguai.

Para acessar o benefício, imigrantes precisam cumprir os mesmos critérios exigidos aos brasileiros, como inscrição no Cadastro Único e comprovação de baixa renda. A inclusão ocorre, em muitos casos, após o acolhimento inicial promovido por ações do governo federal, como a Operação Acolhida, responsável pela recepção, regularização documental e interiorização de migrantes venezuelanos para diferentes estados.

Os dados do MDS, referentes a setembro de 2025, indicam que o Bolsa Família tem funcionado como uma rede de proteção básica para famílias estrangeiras em situação de pobreza, enquanto buscam inserção social e econômica no país.
Agora RN 

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