sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre


Plantação de soja no Mato Grosso

Fonte: DW 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficou praticamente estável no 3º trimestre de 2017, com uma variação de 0,1% frente ao trimestre anterior, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º/12). Esta foi a terceira alta consecutiva do PIB.
Na comparação com o trimestre anterior deste ano, os dados do IBGE mostram que a agropecuária caiu 3%, enquanto indústria e serviços cresceram, respectivamente, 0,8% e 0,6%, porcentagens alavancadas principalmente pela indústria de transformação (1,4%) e pelo comércio (1,6%).
O consumo doméstico cresceu 1,2%, enquanto os investimentos (formação bruta de capital fixo) aumentaram 1,6%. Foi o primeiro crescimento dos investimentos após 15 trimestres seguidos de queda ou estabilidade. Por outro lado, o consumo do governo caiu 0,2%.
Com o resultado do terceiro trimestre do ano, o PIB – em valores correntes – atingiu 1,641 trilhão de reais no terceiro trimestre de 2017 no acumulado do ano. O PIB fecha, assim, os primeiros nove meses do ano com um crescimento acumulado de 0,6%, em relação a igual período de 2016.
No entanto, o PIB acumulado nos quatro últimos trimestres continua negativo, fechando em 0,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
PIB cresce 1,4% em relação ao 3º trimestre de 2016
Em relação ao 3º trimestre de 2016, o PIB cresceu 1,4%, segunda taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação. A agropecuária cresceu 9,1%, influenciada pelo ganho na produtividade e pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra justamente neste trimestre, como milho e algodão.
A indústria cresceu 0,4%, e os serviços, 1%. Na indústria, a taxa foi influenciada tanto pelo crescimento de 2,4% nas indústrias de transformação quanto pela queda de 4,7% na construção. O desempenho dos serviços, por sua vez, veio do crescimento de 3,8% no comércio e de 1,2% nas outras atividades de serviços, e da queda de 0,8% em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social.
Ainda nesta comparação, o consumo doméstico subiu pelo segundo trimestre seguido. O crescimento de 2,2% foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.
Revisão dos últimos trimestres
Segundo o IBGE, o crescimento do PIB nos primeiro e segundo trimestres de 2017 foi maior do que anteriormente divulgado.
No segundo trimestre, a economia avançou 0,7% em relação ao período anterior, e não 0,2% como anunciado antes da revisão. No primeiro trimestre, a alta foi de 1,3% em relação ao anterior. Os dados anteriores indicavam 1%.
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