Foto: Foto: Jacquelyn Martin/AP
Na mesma linha, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, apresentou uma longa queixa sobre a cobertura da CNN da guerra no Oriente Médio durante uma conferência de imprensa na sexta-feira, 13, dizendo que ansiava por ver a rede de notícias controlada pelo bilionário David Ellison.
Ellison, que mantém uma relação de amizade com Trump, é o proprietário da Paramount Skydance, que pretende adquirir a Warner Bros. Discovery por 111 bilhões de dólares. Se o negócio for concretizado, a CNN passará para o comando do empresário, conhecido no mundo do jornalismo por ter reorganizado a liderança da CBS News, onde nomeou jornalistas mais conservadores.
Desde que assumiu a presidência da FCC, no início do mandato de Trump, Carr tem levantado a possibilidade de revogar licenças de emissoras devido a decisões de programação nas principais redes de televisão, que precisam de licenças da agência para operar.
Mas especialistas em regulamentação dos meios de comunicação afirmam que o processo de revogação de licenças é complexo e extremamente oneroso por natureza. A lei nacional de comunicações proíbe o governo de usar regulamentações para censurar.
Legisladores democratas e defensores da liberdade de expressão condenaram a ameaça de Carr como uma violação da Primeira Emenda. Nas redes sociais, a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, classificou-a como “tirada diretamente do manual autoritário”, enquanto o senador Mark Kelly, do Arizona, afirmou que quando a nação está em guerra, “é fundamental que a imprensa seja livre para reportar sem interferência governamental”.
A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão, que defende os direitos à liberdade de expressão, afirmou num comunicado que o mandato de Carr como presidente da FCC tem sido marcado por sua disposição para intimidar e ameaçar a imprensa livre. A fundação classificou a última publicação do chefe da agência como “chocante” e “perigosa”.
Os comentários de Carr no sábado seguem um padrão que, segundo críticos, é perigoso e o posiciona como um censor nacional. O programa “Jimmy Kimmel Live!” foi temporariamente retirado do ar depois de ele ter contestado algumas falas do apresentador da ABC. Carr também sugeriu que a FCC deveria investigar o talk show diurno da emissora, “The View”, devido ao seu conteúdo político.
Em fevereiro, Stephen Colbert criticou duramente Carr e afirmou que sua emissora, a CBS, tinha-o impedido de transmitir uma entrevista com um candidato democrata na corrida ao Senado dos EUA devido a novas orientações da FCC sobre a igualdade de tempo de transmissão para candidatos.
Fonte: Estadão
Nenhum comentário:
Postar um comentário