terça-feira, 17 de novembro de 2015

Mais um preso é encontrado enforcado em prisão do RN; o terceiro em 24 horas


Corpo foi retirado pelo Itep e tinha marcas de enforcamento e um hematoma no olho esquerdo

Fonte: Tribuna do Norte 

Mais um preso foi encontrado morto dentro do sistema prisional do Rio Grande do Norte. No total, 25 detentos foram assassinados dentro de presídios em 2015, sendo três nas últimas 24 horas no estado.

A morte aconteceu no presídio João Chaves, localizado na zona norte de Natal. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), o detento Douglas Fabrício de Oliveira Pires, de 24 anos, foi enforcado. O corpo foi encontrado por volta das 14h30, durante o banho de sol dos detentos, que acontece das 9h às 15h. Ele estava na cela 4 do pavilhão A.Segundo a delegada Taís Aires, da Delegacia de Homicídios (Dehom), Douglas estava com outros 50 presos durante o banho de sol e foi encontrado pendurado. Ele cumpria pena em regime fechado por assalto a mão armada e estelionato. 

A equipe de perícia do Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep) já esteve no local acompanhada de agentes da Força Nacional. De acordo com as primeiras informações, no corpo havia sinais de asfixia e um hematoma no olho esquerdo.

Na manhã desta terça-feira (17), um detento da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, foi encontrado enforcado em uma das celas da unidade. Segundo Eider Brito, diretor do presídio, agentes penitenciários que trabalham na unidade encontraram o preso sem camisa e enforcado, ao lado de uma pilastra dentro de uma das celas pavilhão 4.

Já no começo da tarde de ontem, Francisco Antônio Duarte, de 24 anos, também foi encontrado enforcado. O caso aconteceu na Cadeia Pública de Mossoró. Segundo a direção do local, havia sinais de espancamento no corpo dele.

Investigações de mortes em presídios estão adiantadas, afirma polícia

Para o titular da Delegacia Especializada de Homicídios, Ben-Hur Medeiros, os homicídios dentro dos presídios estão em adiantada investigação, mas é um tipo de crime diferente dos que ocorrem no dia-a-dia, “porque não existem câmaras de circuito interno de TV dentro das prisões”, além do fato de que não existe agentes penitenciários em número suficiente que possam vigiar as alas dos presídios.

Medeiros disse que, nesses casos, é difícil haver testemunhas e, em muitos casos, sabe-se que facções criminosas também usam “laranjas” - terceiros que assumem por esses crimes: “A gente precisa agir com muito cuidado para não indiciar gente inocente, mesmo que esteja presa”.