quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mundo: Rússia considera uso de tropas terrestres na Síria


Presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Alexei Druzhinin/Kremlin Pool Photo via AP)

Fonte: Época 

Depois dos ataques terroristas do Estado Islâmico (EI) em Paris no último dia 13, e da confirmação de que o avião russo da Metrojet que caiu em outubro (matando 224 pessoas) foi consequência de explosivos, em atentado também reivindicado pelo EI, França e Rússia intensificaram a coalizão contra o grupo radical na Síria. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 33 jihadistas já foram mortos desde o último domingo (15).
Desde setembro, forças russas lançam ataques aéreos na Síria, mas não especificamente contra o EI, já que bombas atingiam grupos que se opõem a Assad, que é aliado russo e inimigo dos Estados Unidos.
Na próxima semana, o presidente francês, François Hollande, vai aos Estados Unidos para uma reunião com o americano Barack Obama e, em seguida, vai à Rússia conversar com o presidente russo, Vladimir Putin.
Estados Unidos
Segundo o Wall Street Journal, nesta quinta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em reunião com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou que a guerra civil na Síria não poderá chegar ao fim sem que Bashar al-Assad deixe o poder: "Não prevejo uma situação na qual possamos acabar com a guerra civil na Síria enquanto Assad permaneça no poder", disse.
"A razão não simplesmente por minha opinião sobre ele [Assad]. É porque é inimaginável que você consiga parar uma guerra civil quando a maioria da população síria considera ele um ditador brutal e assassino", acrescentou.
Um video do EI veiculado nesta quarta-feira (18) alerta para um possível ataque em Nova Yorkinforma a CNN. O oficial Bill de Blasio afirmou que a polícia está tomando todas as precauções necessárias da cidade citadas no vídeo. "Disseminar medo é o objetivo de organizações terroristas, mas Nova York não vai se intimidar", considerou.
China
Ainda de acordo com a CNN, Pequim decidiu trazer o EI à Justiça depois que o grupo afirmou ter executado dois reféns, um chinês e um norueguês, na sua revista online Dabiq. O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que condena fortemente a ação do EI pela primeira morte de um chinês pelo grupo que se tem Informação.