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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Raio-x digital reduz tempo resposta para diagnósticos do trauma no HMWG


Novo equipamento vai trazer economia de R$ 400 mil por ano

fonte: tribuna do norte

Três minutos. Este é tempo médio que um paciente vítima do trauma atendido no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) atualmente aguarda até que o médico feche seu diagnóstico e decida pela melhor conduta a ser adotada. A redução desse tempo resposta atualmente é possível para exames de raio-x após a aquisição de um moderno equipamento que distribuí imagens em alta resolução e em tempo real para cinco estações de trabalho, distribuídas por setores assistenciais (politrauma, ortopedia, clínica médica e salas 3 e 5 do centro cirúrgico) do Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS). A nova tecnologia entrou em funcionamento regular no início do mês e, nos primeiros cinco dias de atividade, já realizou 995 exames. Entre outras vantagens do novo aparelho, está a economia de mais de R$ 400 mil por ano que o hospital fará, uma vez que não precisará mais adquirir filmes, reveladores e fixadores.

As vantagens apresentadas pelo aparelho vêm agradando profissionais da unidade. “Achei excelente. Melhorou e muito a assistência ao paciente. Não se repete mais raio-x, aumentou a agilidade do atendimento e ainda ajudou ao meio ambiente”, atestou o ortopedista, Marcelo Nóbrega Rocha.

O entusiasmo do especialista é justificado. Uma grande quantidade de reagentes químicos que até então eram utilizados para revelar as películas, não serão mais utilizados nem jogados na rede de esgoto. Compostas por um tipo de plástico chamado acetato, as películas são derivadas do petróleo e levam mais de 100 anos para se decompor no meio ambiente. O material também é coberto por uma camada de prata (metal pesado e altamente poluente). Se acumulada no organismo, pode prejudicar a saúde causando problemas renais, motores e neurológicos. Para se ter uma ideia dos benefícios que o novo aparelho representa, até o mês de novembro passado, o HMWG utilizava mais de 6.000 películas/mês.

"Esta foi uma aquisição de extrema importância para o hospital. Nossos pacientes chegam geralmente com o estado de saúde agravado e quanto mais rápido for prestado o primeiro atendimento, com a realização de exames complementares como um raio-x, mais rápida também é a conduta médica e, consequentemente, maior a probabilidade de recuperação do paciente", explica a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro.Fazendo uso de uma datacenter (conjunto de discos rígidos para armazenamento de dados) com 14Tb de espaço para guarda das imagens geradas e em fase de expansão para 26Tb (Terabytes) até fevereiro de 2015, não será mais necessário o arquivamento de películas junto aos prontuários dos ex-pacientes. “As películas são grandes e ocupam muito espaço, além de difíceis de armazenar. Agora a qualquer momento um paciente que seja atendido aqui pode vir solicitar uma cópia do exame, sem a preocupação de ficar esperando até que alguém encontre”, explica o consultor em Tecnologia de Informação do HMWG, Lucas Gurgel.

"O avanço proporcionado por essa tecnologia é de um ganho imenso para os profissionais do hospital. Em uma mesma imagem o médico tem um melhor detalhamento da área radiografada, pode aumentar ou diminuir o brilho da imagem, dar um zoom, ou seja, não há como comparar o avanço desse processo com a utilização de películas cuja imagem é estática e que, se não ficar nítida, pode necessitar até de mais de uma revelação, gerando um custo mais elevado", explica Lucas.

Fátima ainda lembra que o paciente, ou seus familiares, pode solicitar a gravação das imagens em um CD e guardar para futuras consultas, caso necessário. Na comparação com a película, o CD também leva vantagem. É mais fácil de armazenar, não ocupa muito espaço e possui longa durabilidade.






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