Foto: Luiz Silveira/STF
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, em conversas reservadas, que uma eventual saída antecipada de Dias Toffoli da Corte passou a ser considerada uma possibilidade diante da crise envolvendo o Banco Master. Segundo integrantes do tribunal, a hipótese de aposentadoria antecipada com renúncia ao cargo é vista como “inevitável” por parte da Corte.
De acordo com relatos, ao menos três ministros consideram o cenário real, diante da avaliação de que a crise tende a se intensificar e que a permanência de Toffoli pode se tornar insustentável.
Nos bastidores, magistrados também analisam a situação do ministro Alexandre de Moraes, que também é citado em meio às acusações relacionadas ao caso. A avaliação interna é de que as acusações são consideradas graves, mas que Moraes conta com maior apoio político dentro e fora do tribunal.
Ainda segundo essas avaliações, uma eventual saída de Moraes poderia gerar maior desgaste institucional, já que ele passou a ser visto como uma das principais figuras do STF nos últimos anos.
Tanto Dias Toffoli quanto Alexandre de Moraes negam qualquer irregularidade na relação com o Banco Master e com seu proprietário, Daniel Vorcaro, que está preso.
Integrantes da Corte afirmam, sob reserva, que o tribunal enfrenta um cenário de crise interna sem precedentes recentes.
Segundo essas fontes, a avaliação é de que será inevitável “cortar na carne”, expressão utilizada para indicar a possibilidade de perda de um dos ministros como forma de tentar conter a crise.
Nos bastidores, magistrados lembram que, mesmo em momentos de tensão institucional, como durante os embates com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e discussões sobre impeachment de ministros do STF, a hipótese de saída de integrantes da Corte era descartada.
No cenário atual, porém, a possibilidade de renúncia passou a ser considerada como uma alternativa para tentar conter os efeitos da crise.
Agora RN
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