Foto: Divulgação/Anglo
O acordo, anunciado em fevereiro, abre caminho para a compra pela MMG por US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,69 bilhões) de duas operações de ferro-níquel em Goiás, Barro Alto e Codemin (em Niquelândia), além de outros dois projetos minerais de níquel para desenvolvimento futuro: Jacaré, no Pará, e Morro Sem Boné, no Mato Grosso.
Segundo comunicado divulgado pela Comissão, a UE tem preocupações preliminares de que a transação possa permitir que a MMG desvie o fornecimento de ferro-níquel dos mercados europeus, levando a custos mais altos e redução da qualidade na produção de aço inoxidável na Europa.
A MMG fez algumas concessões, mas Bruxelas as considerou insuficientes. A Comissão agora terá 90 dias úteis, até 20 de março de 2026, para realizar uma investigação aprofundada sobre os efeitos da transação proposta e determinar se suas preocupações iniciais de concorrência serão confirmadas.
Um porta-voz da Anglo American declarou à agência de notícias AFP que a empresa “não acredita que esta transação levante problemas de concorrência” para a Europa e afirmou que está “plenamente comprometida” com a concretização do acordo.
A multinacional acrescenta que continuará a colaborar com a Comissão Europeia para “avançar no processo de aprovação e abordar de forma abrangente qualquer questão pendente”.
Fundada em 1917 na África do Sul pelo industrial alemão Ernest Oppenheimer, a Anglo American é uma das maiores companhias mineradoras do mundo, cotada tanto em Londres, onde fica sua sede, quanto em Joanesburgo.
O grupo está reorganizando sua estrutura para dividir em unidades distintas seus negócios, que incluem carvão metalúrgico, platina e diamantes, além de cobre, minério de ferro e fertilizantes.
Conforme a normativa da União Europeia, o bloco pode fiscalizar as operações de fusão, inclusive entre empresas fora de seu território, caso estas afetem os mercados europeus. / COM INFORMAÇÕES DA AFP
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