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terça-feira, 31 de março de 2026

Parceria entre Casa dos Ventos e Ypê alcança mais de mil pessoas no R


Foto: Cedida

A parceria entre a Casa dos Ventos e a Ypê, que consiste em um modelo de autoprodução de energia renovável, completa dois anos em 2026, consolidando um conjunto de iniciativas voltadas à geração de energia limpa e ao desenvolvimento de comunidades no Rio Grande do Norte. Ao longo do período, o modelo adotado pelas empresas tem contribuído para a redução significativa das emissões de carbono  com estimativa de evitar cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano , além de impulsionar projetos sociais em áreas próximas ao Complexo Eólico Rio do Vento, alcançando mais de mil pessoas em 2025.

Segundo José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, a partir de um mapeamento prévio a empresa adota medidas para reduzir impactos para o meio ambiente, como a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas renováveis na frota da empresa. No caso do Complexo Eólico Rio do Vento, a capacidade instalada de 1.038 megawatts permite evitar a emissão de cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

A parceria com a Ypê é considerada estratégica para a Casa dos Ventos por se basear em um modelo de autoprodução de energia renovável que atende aos interesses de ambas as empresas, além de gerar impactos sociais e ambientais. Nesse formato, o contrato prevê a participação societária da Ypê no Complexo Eólico Rio do Vento. “Com isso, é possível que as emissões de CO₂ do fabricante de produtos de limpeza, no caso a Ypê, sejam contabilizadas também dentro de sua cadeia de valor”, disse.

Para Gustavo de Souza, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inteligência Industrial da Ypê, “a parceria com a Casa dos Ventos tem nos permitido avançar na descarbonização da nossa operação ao mesmo tempo em que impulsiona oportunidades no Rio Grande do Norte. Esse modelo une eficiência, segurança energética e impacto ambiental, valores que fazem parte da maneira como atuamos”.

Parcerias pelo Clima

Por meio do Edital Parcerias pelo Clima, a Casa dos Ventos apoia projetos socioambientais que fortalecem a geração de emprego e renda, educação ambiental, acesso à cultura, esporte, fortalecimento da participação feminina e segurança alimentar, como como o incentivo à agricultura familiar — com atividades como criação de caprinos e ovinos, avicultura e produção de mel.

Os projetos contam com suporte técnico e receberam, no último ano, investimentos entre R$ 30 mil e R$ 50 mil cada. As iniciativas apoiadas pelo edital apresentam índices de satisfação superiores a 90%.

Entre os destaques do ciclo de 2025 está o projeto Kurta na Kombi, que percorreu cinco municípios potiguares com oficinas e sessões de cinema ambiental, beneficiando diretamente cerca de 600 pessoas e alcançando outras 1.800 de forma indireta.

Outro exemplo é o Projeto Sistema de Reúso de Águas Cinzas, implantado na comunidade de Boqueirão, em Ruy Barbosa (RN), que beneficia 24 famílias com a instalação de filtros biológicos capazes tratar água proveniente de pias, chuveiros e torneiras, possibilitando seu reaproveitamento seguro na irrigação e produção de alimentos.

Segundo a Casa dos Ventos, os projetos inscritos no edital passam por um processo interno de avaliação, com critérios voltados à viabilidade e ao impacto nas comunidades. “A gente olha a capacidade da organização social em executar, o engajamento das pessoas e o quanto o projeto pode gerar valor para a comunidade”, afirma Borges.

RN como polo estratégico

Para José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, o RN é considerado um estado estratégico para as operações da empresa, que concentra a maior parte de seus empreendimentos em território potiguar. “São quatro parques em operação, então a gente é muito bem recebido. A facilidade logística do Rio Grande do Norte permite que a gente consiga penetrar no território”, conta José Borges.

Segundo a Casa dos Ventos, o volume de empregos gerados no Complexo Eólico Rio do Vento varia de acordo com a fase dos projetos.

Durante a implantação de um parque eólico, o número de trabalhadores pode chegar a até 2.500, acompanhando o pico das obras. Já na fase operacional, após a conclusão da instalação, cada parque mantém uma equipe média de 40 a 45 profissionais.


De acordo com o gerente, a disponibilidade de vento em regiões expressivas, aliada às parcerias com o poder público e com clientes contribui para consolidar o estado como um polo relevante para a geração de energia renovável.
TRIBUNA DO NORTE

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