Foto: Cedida
Segundo José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, a partir de um mapeamento prévio a empresa adota medidas para reduzir impactos para o meio ambiente, como a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas renováveis na frota da empresa. No caso do Complexo Eólico Rio do Vento, a capacidade instalada de 1.038 megawatts permite evitar a emissão de cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ por ano.
A parceria com a Ypê é considerada estratégica para a Casa dos Ventos por se basear em um modelo de autoprodução de energia renovável que atende aos interesses de ambas as empresas, além de gerar impactos sociais e ambientais. Nesse formato, o contrato prevê a participação societária da Ypê no Complexo Eólico Rio do Vento. “Com isso, é possível que as emissões de CO₂ do fabricante de produtos de limpeza, no caso a Ypê, sejam contabilizadas também dentro de sua cadeia de valor”, disse.
Para Gustavo de Souza, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inteligência Industrial da Ypê, “a parceria com a Casa dos Ventos tem nos permitido avançar na descarbonização da nossa operação ao mesmo tempo em que impulsiona oportunidades no Rio Grande do Norte. Esse modelo une eficiência, segurança energética e impacto ambiental, valores que fazem parte da maneira como atuamos”.
Parcerias pelo Clima
Por meio do Edital Parcerias pelo Clima, a Casa dos Ventos apoia projetos socioambientais que fortalecem a geração de emprego e renda, educação ambiental, acesso à cultura, esporte, fortalecimento da participação feminina e segurança alimentar, como como o incentivo à agricultura familiar — com atividades como criação de caprinos e ovinos, avicultura e produção de mel.
Os projetos contam com suporte técnico e receberam, no último ano, investimentos entre R$ 30 mil e R$ 50 mil cada. As iniciativas apoiadas pelo edital apresentam índices de satisfação superiores a 90%.
Entre os destaques do ciclo de 2025 está o projeto Kurta na Kombi, que percorreu cinco municípios potiguares com oficinas e sessões de cinema ambiental, beneficiando diretamente cerca de 600 pessoas e alcançando outras 1.800 de forma indireta.
Outro exemplo é o Projeto Sistema de Reúso de Águas Cinzas, implantado na comunidade de Boqueirão, em Ruy Barbosa (RN), que beneficia 24 famílias com a instalação de filtros biológicos capazes tratar água proveniente de pias, chuveiros e torneiras, possibilitando seu reaproveitamento seguro na irrigação e produção de alimentos.
Segundo a Casa dos Ventos, os projetos inscritos no edital passam por um processo interno de avaliação, com critérios voltados à viabilidade e ao impacto nas comunidades. “A gente olha a capacidade da organização social em executar, o engajamento das pessoas e o quanto o projeto pode gerar valor para a comunidade”, afirma Borges.
RN como polo estratégico
Para José Borges, gerente de ESG na Casa dos Ventos, o RN é considerado um estado estratégico para as operações da empresa, que concentra a maior parte de seus empreendimentos em território potiguar. “São quatro parques em operação, então a gente é muito bem recebido. A facilidade logística do Rio Grande do Norte permite que a gente consiga penetrar no território”, conta José Borges.
Segundo a Casa dos Ventos, o volume de empregos gerados no Complexo Eólico Rio do Vento varia de acordo com a fase dos projetos.
Durante a implantação de um parque eólico, o número de trabalhadores pode chegar a até 2.500, acompanhando o pico das obras. Já na fase operacional, após a conclusão da instalação, cada parque mantém uma equipe média de 40 a 45 profissionais.
De acordo com o gerente, a disponibilidade de vento em regiões expressivas, aliada às parcerias com o poder público e com clientes contribui para consolidar o estado como um polo relevante para a geração de energia renovável.
TRIBUNA DO NORTE
Nenhum comentário:
Postar um comentário